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MERCADO LIVRE DE ENERGIA
11/03/2022 18:00:01
156 acessos
 Mercado Livre de Energia: especialista esclarece mitos e verdades sobre o ambiente de negócio que vem crescendo Pexels

De acordo com a Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia), cerca de 30% da energia consumida no Brasil é negociada no Mercado Livre de Energia, que já atende 85% da demanda do setor industrial.

Nesse ambiente de contratação, os consumidores podem negociar diretamente com geradoras e comercializadoras o volume de energia que querem contratar, preço, prazo de fornecimento, entre outras condições.

Com isso, ganham eficiência na contratação e, consequentemente, redução de custos.

Em 2021, cerca de 8,7 mil unidades consumidoras já fazem parte desse modelo de contratação somente no estado paulista, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

A expectativa é que esse crescimento continue, e aponta, que 17,5 mil unidades já poderiam fazer parte do mercado livre de energia, mas continuam sendo abastecidas pelo mercado regulado de energia.

“Atualmente, o Mercado Livre de Energia é direcionado a consumidores que gastam pelo menos R$ 50 mil por mês – o equivalente a 500 kW de demanda contratada. No entanto, existem discussões sobre a abertura desse mercado para consumidores de menor porte e, futuramente, até para o consumidor final. Além disso, existem as empresas que se enquadram, mas ainda não conhecem os benefícios do ambiente de contratação livre e são, portanto, público em potencial”, explica a CEO da Esfera Energia, Braz Justi.

Segmento proporciona redução de custos com energia e já responde por 32% do consumo no país e 85% da demanda industrial, empresa de tecnologia que atua com comercialização e gestão de energia elétrica.

Para esclarecer um pouco mais como funciona esse ambiente de negócios, Braz respondeu algumas das principais dúvidas – e mitos – sobre o Mercado Livre de Energia. Confira: 

No Mercado Livre de energia, posso ter até 35% de economia?

Verdade: No Mercado Livre, os preços dos contratos de energia são negociados diretamente entre consumidor e fornecedor, enquanto no Mercado Cativo o consumidor fica sujeito ao preço contratado pela distribuidora – que, na maioria dos casos, é mais alto.

Isso possibilita que os consumidores façam contratações mais estratégicas e tenham uma economia de até 35% na conta de energia. Para isso, é preciso acompanhar o mercado e suas variáveis, cotar com diferentes agentes e identificar os melhores momentos de compra.

Para que as contratações sejam ainda mais eficientes, existem empresas especializadas que auxiliam na migração para o Mercado Livre de Energia e também no processo de gestão e análise de mercado.

Posso exceder ou ficar abaixo do volume de energia contratado?

Mito: Sim. O padrão de flexibilidade para contratos de energia no Mercado Livre é de, em média, 10% do volume contratado. Após análise do histórico de consumo e as projeções futuras do consumidor livre, é definido o percentual exato que mais se adequa àquela empresa.

Se sobrar energia contratada, posso vendê-la? 

Verdade: O consumidor pode vender a sobra no mercado spot (mercado de curto prazo), ao preço do PLD (Preço de Liquidação de Diferenças), que é definido mês a mês. 

A energia cedida poderá ser comercializada para outra empresa dentro do mercado livre, transferida para outra unidade do grupo, ser recomprada pelo fornecedor de energia e ser abatida do valor que será pago na fatura do contrato principal ou ainda poderá ser liquidada na CCEE – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

Se eu consumir mais do que contratei, fico sem energia?

Mito: Não há risco de o consumidor livre ficar sem energia, porque toda a contabilização no Mercado Livre é feita posteriormente ao consumo. Ou seja, primeiro consome a energia e somente depois pagará por ela.

Caso o consumo mensal supere o montante contratado mais a flexibilidade (positiva) prevista, o consumidor deverá buscar energia no Mercado de Curto Prazo (MCP) e pagará pelo PLD, que nem sempre é atrativo. 

No Mercado Livre, há isenção das bandeiras tarifárias?

Verdade: Neste ambiente de contratação, o preço da energia negociado será válido durante toda a vigência do contrato. Dessa forma, o consumidor não fica sujeito às alterações de bandeiras tarifárias, que influenciam diretamente no preço cobrado pelas distribuidoras.

Se eu me arrepender, não consigo voltar para o Mercado Cativo?

Mito: É possível sim retornar ao Mercado Cativo, mas a distribuidora tem o direito de aguardar até cinco anos para isso. No entanto, é muito raro encontrar uma empresa que tenha migrado para o Mercado Livre e queira retornar ao Mercado Cativo, tendo em vista os benefícios oferecidos aosconsumidores livres.

Quando isso acontece, deve-se a casos de empresas que falharam na contratação da energia e acabaram descontratadas por falta de planejamento ou estratégia da gestora ou do próprio cliente.

Por isso também a importância de ter uma gestão especializada e extrair do Mercado Livre o máximo de benefícios que ele pode oferecer. 

Fonte: Daniela Albuquerque

De acordo com a Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia), cerca de 30% da energia consumida no Brasil é negociada no Mercado Livre de Energia, que já atende 85% da demanda do setor industrial.
Nesse ambiente de contratação, os consumidores podem negociar diretamente com geradoras e comercializadoras o volume de energia que querem contratar, preço, prazo de fornecimento, entre outras condições.
Com isso, ganham eficiência na contratação e, consequentemente, redução de custos.
Em 2021, cerca de 8,7 mil unidades consumidoras já fazem parte desse modelo de contratação somente no estado paulista, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
A expectativa é que esse crescimento continue, e aponta, que 17,5 mil unidades já poderiam fazer parte do mercado livre de energia, mas continuam sendo abastecidas pelo mercado regulado de energia.
“Atualmente, o Mercado Livre de Energia é direcionado a consumidores que gastam pelo menos R$ 50 mil por mês – o equivalente a 500 kW de demanda contratada. No entanto, existem discussões sobre a abertura desse mercado para consumidores de menor porte e, futuramente, até para o consumidor final. Além disso, existem as empresas que se enquadram, mas ainda não conhecem os benefícios do ambiente de contratação livre e são, portanto, público em potencial”, explica a CEO da Esfera Energia, Braz Justi.
Segmento proporciona redução de custos com energia e já responde por 32% do consumo no país e 85% da demanda industrial, empresa de tecnologia que atua com comercialização e gestão de energia elétrica.
Para esclarecer um pouco mais como funciona esse ambiente de negócios, Braz respondeu algumas das principais dúvidas – e mitos – sobre o Mercado Livre de Energia. Confira: 
Verdade: No Mercado Livre, os preços dos contratos de energia são negociados diretamente entre consumidor e fornecedor, enquanto no Mercado Cativo o consumidor fica sujeito ao preço contratado pela distribuidora – que, na maioria dos casos, é mais alto.
Isso possibilita que os consumidores façam contratações mais estratégicas e tenham uma economia de até 35% na conta de energia. Para isso, é preciso acompanhar o mercado e suas variáveis, cotar com diferentes agentes e identificar os melhores momentos de compra.
Para que as contratações sejam ainda mais eficientes, existem empresas especializadas que auxiliam na migração para o Mercado Livre de Energia e também no processo de gestão e análise de mercado.
Mito: Sim. O padrão de flexibilidade para contratos de energia no Mercado Livre é de, em média, 10% do volume contratado. Após análise do histórico de consumo e as projeções futuras do consumidor livre, é definido o percentual exato que mais se adequa àquela empresa.
Verdade: O consumidor pode vender a sobra no mercado spot (mercado de curto prazo), ao preço do PLD (Preço de Liquidação de Diferenças), que é definido mês a mês. 
A energia cedida poderá ser comercializada para outra empresa dentro do mercado livre, transferida para outra unidade do grupo, ser recomprada pelo fornecedor de energia e ser abatida do valor que será pago na fatura do contrato principal ou ainda poderá ser liquidada na CCEE – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.
Mito: Não há risco de o consumidor livre ficar sem energia, porque toda a contabilização no Mercado Livre é feita posteriormente ao consumo. Ou seja, primeiro consome a energia e somente depois pagará por ela.
Caso o consumo mensal supere o montante contratado mais a flexibilidade (positiva) prevista, o consumidor deverá buscar energia no Mercado de Curto Prazo (MCP) e pagará pelo PLD, que nem sempre é atrativo. 
Verdade: Neste ambiente de contratação, o preço da energia negociado será válido durante toda a vigência do contrato. Dessa forma, o consumidor não fica sujeito às alterações de bandeiras tarifárias, que influenciam diretamente no preço cobrado pelas distribuidoras.
Mito: É possível sim retornar ao Mercado Cativo, mas a distribuidora tem o direito de aguardar até cinco anos para isso. No entanto, é muito raro encontrar uma empresa que tenha migrado para o Mercado Livre e queira retornar ao Mercado Cativo, tendo em vista os benefícios oferecidos aosconsumidores livres.
Quando isso acontece, deve-se a casos de empresas que falharam na contratação da energia e acabaram descontratadas por falta de planejamento ou estratégia da gestora ou do próprio cliente.
Por isso também a importância de ter uma gestão especializada e extrair do Mercado Livre o máximo de benefícios que ele pode oferecer. 
Fonte: Daniela Albuquerque
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