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MERCADO DE TRABALHO
14/03/2022 14:30:01
883 acessos
Híbrido ou presencial: como as empresas de tecnologia tem se adaptado aos novos formatos de trabalho Piqsels

A discussão sobre qual modelo de trabalho será o melhor para o pós-pandemia continua em 2022, desta vez acompanhada com dados que tentam explicar o cenário atual. 

As informações, porém, são conflitantes: se por um lado estudos mostram que a maioria dos funcionários prefere o modelo híbrido, por outro já existem indicadores apontando que esse formato prejudicou a saúde mental de jovens colaboradores. 

No meio dessas incertezas e acompanhando tendências globais, empresas têm assumido diferentes abordagens em relação ao assunto – da volta total ao escritório ao modelo anywhere office.

Híbrido x Presencial x Remoto: o que os dados apontam

No começo deste ano, a consultoria Robert Half divulgou, na 18ª edição do Índice de Confiança, que o modelo híbrido de trabalho será usado por 48% das empresas. 

Outro estudo, o “Impacto da Covid-19 na cultura e operação das PMEs brasileiras”, desenvolvido pela agência de comunicação Edelman e encomendado pela Microsoft Brasil, mostrou que 7 em cada 10 trabalhadores de pequenas e médias empresas (PMEs) do Brasil preferem retornar ao trabalho presencial ou híbrido após o fim da pandemia e 11% querem ficar apenas em home office.

Porém, em contraponto ao que os dados vinham apontando, uma pesquisa feita pelo Grupo Adecco mostrou que 38% das pessoas ouvidas dizem ter sofrido da Síndrome de Burnout, ao longo do ano passado, e que 32% dos entrevistados informaram que a saúde mental piorou significativamente por conta do trabalho à distância. 

Outra  pesquisa, realizada pelo Vagas.com — empresa de recrutamento —, indica que 32% dos entrevistados preferem atuar diretamente no escritório. Dentre os motivos que influenciam essa decisão os três mais elencados são: ter maior foco e concentração (37%), relacionamento presencial (32,6%) e, um ambiente adequado para trabalho (16,4%). 

“As pesquisas podem ser aliadas dos gestores nas tomadas de decisões, mas é preciso ter conhecimento do que faz sentido para a empresa. Isso não significa que os dados não são confiáveis – pelo contrário. Porém cada organização tem uma demanda específica, rituais de trabalho e necessidades, que precisam ser levadas em consideração,” pontua a Diretora de Pessoas & Culturas no DOT, Ana Paula Lehmkuhl.

Liberdade para trabalhar de qualquer lugar do mundo

O conceito “escritório em qualquer lugar” se diferencia do home office pois permite que o funcionário consiga exercer suas atividades apenas com um computador ou smartphone, utilizando plataformas e sistemas digitais. 

No DOT, desde que o modelo “anywhere office” foi adotado, em março de 2020, o número de colaboradores cresceu de 230 para 351. 

Especialistas do grupo reforçam que a adoção do novo formato precisou ser acompanhada de adaptações no dia a dia da empresa. “Para que as empresas adotem modelos mais flexíveis de trabalho é preciso que estejam dispostas a mudar e a dar mais liberdade aos seus colaboradores permitindo que se sintam seguros e confiantes, sem muitos mecanismos de controle”, explica Ana Paula Lehmkuhl.

De acordo com a gerente, as empresas que querem migrar para o modelo anywhere precisam deixar claro aos  seus colaboradores o que eles precisam entregar e o que é esperado deles.

Trabalho presencial constrói uma cultura empresarial sólida e perene 

Na contramão de algumas empresas de tecnologia, a Magazord Digital Commerce, optou por adotar 100% o modelo de trabalho presencial. 

Para administrar o crescimento no quadro de funcionários e proporcionar uma ótima experiência de trabalho, a co-fundadora, Diretora Financeira (CFO) e Diretora de Pessoas da Magazord, Ioná Göedert,  considera que foi essencial ter uma infraestrutura dedicada a isso.  

A co-fundadora também reforça que a decisão pelo modelo de trabalho presencial foi particular à cultura da empresa.

“Em nosso contexto, o trabalho presencial cria um senso de coletividade e unidade do time muito maior do que quando estávamos no modelo remoto, além de proporcionar mais foco e produtividade. No fim do dia, batemos o ponto com a certeza que estamos construindo uma cultura organizacional sólida e perene”, finaliza.

A realidade das empresas no país pode variar muito – desde o local onde está localizada, até o segmento em que atua e o time de colaboradores envolvidos -, por isso a decisão da forma de trabalho deve ser avaliada pelos empresários conforme suas necessidades, não havendo fórmula correta, mas devendo ser adaptada para garantir os melhores resultados.

Fonte: Dialetto Assessoria

A discussão sobre qual modelo de trabalho será o melhor para o pós-pandemia continua em 2022, desta vez acompanhada com dados que tentam explicar o cenário atual. 
As informações, porém, são conflitantes: se por um lado estudos mostram que a maioria dos funcionários prefere o modelo híbrido, por outro já existem indicadores apontando que esse formato prejudicou a saúde mental de jovens colaboradores. 
No meio dessas incertezas e acompanhando tendências globais, empresas têm assumido diferentes abordagens em relação ao assunto – da volta total ao escritório ao modelo anywhere office.
No começo deste ano, a consultoria Robert Half divulgou, na 18ª edição do Índice de Confiança, que o modelo híbrido de trabalho será usado por 48% das empresas. 
Outro estudo, o “Impacto da Covid-19 na cultura e operação das PMEs brasileiras”, desenvolvido pela agência de comunicação Edelman e encomendado pela Microsoft Brasil, mostrou que 7 em cada 10 trabalhadores de pequenas e médias empresas (PMEs) do Brasil preferem retornar ao trabalho presencial ou híbrido após o fim da pandemia e 11% querem ficar apenas em home office.
Porém, em contraponto ao que os dados vinham apontando, uma pesquisa feita pelo Grupo Adecco mostrou que 38% das pessoas ouvidas dizem ter sofrido da Síndrome de Burnout, ao longo do ano passado, e que 32% dos entrevistados informaram que a saúde mental piorou significativamente por conta do trabalho à distância. 
Outra  pesquisa, realizada pelo Vagas.com — empresa de recrutamento —, indica que 32% dos entrevistados preferem atuar diretamente no escritório. Dentre os motivos que influenciam essa decisão os três mais elencados são: ter maior foco e concentração (37%), relacionamento presencial (32,6%) e, um ambiente adequado para trabalho (16,4%). 
“As pesquisas podem ser aliadas dos gestores nas tomadas de decisões, mas é preciso ter conhecimento do que faz sentido para a empresa. Isso não significa que os dados não são confiáveis – pelo contrário. Porém cada organização tem uma demanda específica, rituais de trabalho e necessidades, que precisam ser levadas em consideração,” pontua a Diretora de Pessoas & Culturas no DOT, Ana Paula Lehmkuhl.
O conceito “escritório em qualquer lugar” se diferencia do home office pois permite que o funcionário consiga exercer suas atividades apenas com um computador ou smartphone, utilizando plataformas e sistemas digitais. 
No DOT, desde que o modelo “anywhere office” foi adotado, em março de 2020, o número de colaboradores cresceu de 230 para 351. 
Especialistas do grupo reforçam que a adoção do novo formato precisou ser acompanhada de adaptações no dia a dia da empresa. “Para que as empresas adotem modelos mais flexíveis de trabalho é preciso que estejam dispostas a mudar e a dar mais liberdade aos seus colaboradores permitindo que se sintam seguros e confiantes, sem muitos mecanismos de controle”, explica Ana Paula Lehmkuhl.
De acordo com a gerente, as empresas que querem migrar para o modelo anywhere precisam deixar claro aos  seus colaboradores o que eles precisam entregar e o que é esperado deles.
Na contramão de algumas empresas de tecnologia, a Magazord Digital Commerce, optou por adotar 100% o modelo de trabalho presencial. 
Para administrar o crescimento no quadro de funcionários e proporcionar uma ótima experiência de trabalho, a co-fundadora, Diretora Financeira (CFO) e Diretora de Pessoas da Magazord, Ioná Göedert,  considera que foi essencial ter uma infraestrutura dedicada a isso.  
A co-fundadora também reforça que a decisão pelo modelo de trabalho presencial foi particular à cultura da empresa.

“Em nosso contexto, o trabalho presencial cria um senso de coletividade e unidade do time muito maior do que quando estávamos no modelo remoto, além de proporcionar mais foco e produtividade. No fim do dia, batemos o ponto com a certeza que estamos construindo uma cultura organizacional sólida e perene”, finaliza.
A realidade das empresas no país pode variar muito – desde o local onde está localizada, até o segmento em que atua e o time de colaboradores envolvidos -, por isso a decisão da forma de trabalho deve ser avaliada pelos empresários conforme suas necessidades, não havendo fórmula correta, mas devendo ser adaptada para garantir os melhores resultados.
Fonte: Dialetto Assessoria
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