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ENCARECIMENTO DOS VEÍCULOS
31/03/2022 10:38:42
660 acessos
Com falta de materiais, “inflação do carro” avança 17,03% em 12 meses e prevê novas altas Pixabay

A pandemia de Covid-19 trouxe problemas para a manutenção e abastecimento das cadeias globais de produção, influenciando diretamente nas peças e produtos necessários para a montagem dos veículos a nível mundial.

Com isso, a inflação aos motoristas acumulou alta de 17,03% em apenas 12 meses, encerrados em março.

A avaliação inclui preços de veículos, combustíveis, peças, serviços correlatos e tarifas públicas como multas e licenciamento.

Os dados são da pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pedido do Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), com dados do Índice de Preços ao Consumidor-10 (IPC-10).

Outro fator que agora deve impactar diretamente o motorista é a guerra da Rússia, que acrescenta uma nova pressão às cotações do petróleo. Se nada mais aumentar no mês de abril, apenas o reajuste de combustíveis, a taxa passará de 17,03% para 22,08%.

“Combustível é o foco (da inflação em abril), mas, com a retomada das atividades pós-pandemia, a gente pode ver novos reajustes em serviços que estavam meio congelados, como oficina, por exemplo”, previu Matheus Peçanha, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/Ibre).

Avaliando os produtos em fevereiro de 2022, os dados mais recentes do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) mostram que os automóveis já acumulam alta de 22,94¨em 18 meses de aumentos consecutivos, conforme apurado pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O automóvel usado segue a mesma tendência e já sobe há 20 meses, com alta acumulada de 22 66%. As motocicletas sobem há 15 meses seguidos e já ficaram 17 72% mais caras no período. Outros serviços correlacionados também tiveram aumento, como seguro voluntário, emplacamento e conserto.

A indústria automobilística foi afetada pelo desarranjo das cadeias produtivas e pela falta de insumos, mas também pelo aumento de custos de matérias-primas e de energia, apontou André Braz, coordenador dos Índices de Preços do FGV/Ibre. 

“Se a indústria automobilística não conseguia atender o mercado, isso ajudou a aquecer o mercado de usados. Os automóveis novos subiram tanto quanto os usados. Se não tinha peça, o carro fica mais escasso, isso provoca um choque de oferta”, explicou Braz.

Com informações CNN Business

A pandemia de Covid-19 trouxe problemas para a manutenção e abastecimento das cadeias globais de produção, influenciando diretamente nas peças e produtos necessários para a montagem dos veículos a nível mundial.
Com isso, a inflação aos motoristas acumulou alta de 17,03% em apenas 12 meses, encerrados em março.
A avaliação inclui preços de veículos, combustíveis, peças, serviços correlatos e tarifas públicas como multas e licenciamento.
Os dados são da pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pedido do Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), com dados do Índice de Preços ao Consumidor-10 (IPC-10).
Outro fator que agora deve impactar diretamente o motorista é a guerra da Rússia, que acrescenta uma nova pressão às cotações do petróleo. Se nada mais aumentar no mês de abril, apenas o reajuste de combustíveis, a taxa passará de 17,03% para 22,08%.
“Combustível é o foco (da inflação em abril), mas, com a retomada das atividades pós-pandemia, a gente pode ver novos reajustes em serviços que estavam meio congelados, como oficina, por exemplo”, previu Matheus Peçanha, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/Ibre).
Avaliando os produtos em fevereiro de 2022, os dados mais recentes do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) mostram que os automóveis já acumulam alta de 22,94¨em 18 meses de aumentos consecutivos, conforme apurado pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O automóvel usado segue a mesma tendência e já sobe há 20 meses, com alta acumulada de 22 66%. As motocicletas sobem há 15 meses seguidos e já ficaram 17 72% mais caras no período. Outros serviços correlacionados também tiveram aumento, como seguro voluntário, emplacamento e conserto.
A indústria automobilística foi afetada pelo desarranjo das cadeias produtivas e pela falta de insumos, mas também pelo aumento de custos de matérias-primas e de energia, apontou André Braz, coordenador dos Índices de Preços do FGV/Ibre. 
“Se a indústria automobilística não conseguia atender o mercado, isso ajudou a aquecer o mercado de usados. Os automóveis novos subiram tanto quanto os usados. Se não tinha peça, o carro fica mais escasso, isso provoca um choque de oferta”, explicou Braz.
Com informações CNN Business
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