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INCLUSÃO SOCIAL
19/04/2022 18:00:01
1,1 mil acessos
Colaboradores trans não bináries: conhecendo um pouco mais sobre o assunto Pexels

Dialogar sobre diversidade nas organizações é imprescindível para a promoção de ambientes acolhedores que permitam o desenvolvimento profissional e pessoal de colaboradores que enfrentam socialmente discriminações por viverem suas verdades.

As preocupações que angustiam o corpo trans não-binário jamais serão experimentadas por corpos cis e trans binários (cis = cisgênero = aquele(a) que se identifica com o gênero designado no momento do seu nascimento | trans binário = aquele(a) que se identifica com o gênero oposto ao designado no momento do nascimento, exemplo: indivíduo que recebeu a designação do gênero feminino, contudo, se identifica com o gênero masculino, nesse caso homem trans).

Indivíduos trans não-binários, não se identificam dentro do padrão binário (Feminino e Masculino), ou seja, habitam espaços sociais, familiares e laborais que não foram planejados pensando em seus corpos.

Desde a primeira infância somos cercados por referência binárias, homem e mulher, azul e rosa, carros e bonecas, o que não nos é revelado é que toda essa estrutura binária não passa de uma repetição histórica e conservadora que não atendem mais as demandas do tempo em que nos encontramos.

Para além dos brinquedos entregues as crianças, todo comportamento e regra binária tem um objetivo, mesmo que oculto, sendo os mais frequentes as designações de papéis na sociedade e as oportunidades no mercado de trabalho.

Meninos ainda muito jovens escutam que homens não choram, fazendo com que cresçam e se tornem adultos frustrados e com pouca inteligência emocional. Meninas ouvindo que não podem isso e aquilo, que devem ser comportadas, caso contrário não conseguirão se casar. São crianças que se desenvolvem cercadas por crenças limitadoras, que oprimem a natureza e ofuscam a autonomia do ser.

Se para corpos binários, a pressão binária já marca suas vidas, de tal maneira que acreditem que a vida se resume em sim e não, azul e rosa e boneca e carrinho, como mensurar os danos causados na vida de pessoas trans não-binárias?

Se não a empresa não disponibiliza um banheiro neutro, onde o/a/e colaboradora/e vai quando seu organismo o alertar quanto as suas necessidades fisiológicas?

Na fila de homens e mulheres, onde fica o corpo não binário? Com a liberdade da palavra, se é cansativo para o corpo binário discutir diversidade e inclusão, imagina para o corpo não binário, que vive na pele essa exclusão e falta de acesso.

As empresas precisam evoluir muito ainda no tocante a diversidade a corpos que não correspondem ao binarismo conservador, não basta postar uma foto no mês da diversidade, é preciso se posicionar e acolher profissionais competentes que esperam toda uma vida para se sentirem livres das amarras do conservadorismo.

E se você conhece algum colega de trabalho, amigo ou familiar que é do time do certo e errado, que argumenta com religião e que não tem empatia e respeito com o próximo, se posicione, na luta contra a transfobia precisamos de todas, todos e todes.

A mudança é lenta, mas é necessária, quem vive em espaços marginalizados devido ao preconceito essa luta é para ontem.

Aprender exige esforço, toda mudança carece de um primeiro passo, pode não ser sobre você, mas é sobre uma vida que está à espera de apoio e acolhimento. Arrisque-se, pergunte e aprenda. Não tenha medo de errar, se você percebeu sua falha, desculpe-se e se posicione. A causa precisa de pessoa com coragem e atitudes.

O conhecimento vem da prática, que as boas ações das empresas e seus colaboradores alcancem a todas, todos e todes.

Entender que as pessoas são diferentes umas das outras é o primeiro passo para a inclusão. Depois disso, ofereça suporte necessário, para que todos consigam atingir seus melhores resultados.

Dialogar sobre diversidade nas organizações é imprescindível para a promoção de ambientes acolhedores que permitam o desenvolvimento profissional e pessoal de colaboradores que enfrentam socialmente discriminações por viverem suas verdades.
As preocupações que angustiam o corpo trans não-binário jamais serão experimentadas por corpos cis e trans binários (cis = cisgênero = aquele(a) que se identifica com o gênero designado no momento do seu nascimento | trans binário = aquele(a) que se identifica com o gênero oposto ao designado no momento do nascimento, exemplo: indivíduo que recebeu a designação do gênero feminino, contudo, se identifica com o gênero masculino, nesse caso homem trans).
Indivíduos trans não-binários, não se identificam dentro do padrão binário (Feminino e Masculino), ou seja, habitam espaços sociais, familiares e laborais que não foram planejados pensando em seus corpos.
Desde a primeira infância somos cercados por referência binárias, homem e mulher, azul e rosa, carros e bonecas, o que não nos é revelado é que toda essa estrutura binária não passa de uma repetição histórica e conservadora que não atendem mais as demandas do tempo em que nos encontramos.
Para além dos brinquedos entregues as crianças, todo comportamento e regra binária tem um objetivo, mesmo que oculto, sendo os mais frequentes as designações de papéis na sociedade e as oportunidades no mercado de trabalho.
Meninos ainda muito jovens escutam que homens não choram, fazendo com que cresçam e se tornem adultos frustrados e com pouca inteligência emocional. Meninas ouvindo que não podem isso e aquilo, que devem ser comportadas, caso contrário não conseguirão se casar. São crianças que se desenvolvem cercadas por crenças limitadoras, que oprimem a natureza e ofuscam a autonomia do ser.
Se para corpos binários, a pressão binária já marca suas vidas, de tal maneira que acreditem que a vida se resume em sim e não, azul e rosa e boneca e carrinho, como mensurar os danos causados na vida de pessoas trans não-binárias?
Se não a empresa não disponibiliza um banheiro neutro, onde o/a/e colaboradora/e vai quando seu organismo o alertar quanto as suas necessidades fisiológicas?
Na fila de homens e mulheres, onde fica o corpo não binário? Com a liberdade da palavra, se é cansativo para o corpo binário discutir diversidade e inclusão, imagina para o corpo não binário, que vive na pele essa exclusão e falta de acesso.
As empresas precisam evoluir muito ainda no tocante a diversidade a corpos que não correspondem ao binarismo conservador, não basta postar uma foto no mês da diversidade, é preciso se posicionar e acolher profissionais competentes que esperam toda uma vida para se sentirem livres das amarras do conservadorismo.
E se você conhece algum colega de trabalho, amigo ou familiar que é do time do certo e errado, que argumenta com religião e que não tem empatia e respeito com o próximo, se posicione, na luta contra a transfobia precisamos de todas, todos e todes.
A mudança é lenta, mas é necessária, quem vive em espaços marginalizados devido ao preconceito essa luta é para ontem.
Aprender exige esforço, toda mudança carece de um primeiro passo, pode não ser sobre você, mas é sobre uma vida que está à espera de apoio e acolhimento. Arrisque-se, pergunte e aprenda. Não tenha medo de errar, se você percebeu sua falha, desculpe-se e se posicione. A causa precisa de pessoa com coragem e atitudes.
O conhecimento vem da prática, que as boas ações das empresas e seus colaboradores alcancem a todas, todos e todes.
Entender que as pessoas são diferentes umas das outras é o primeiro passo para a inclusão. Depois disso, ofereça suporte necessário, para que todos consigam atingir seus melhores resultados.
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Publicado por
Graduado em Gestão de Recursos Humanos. Esp. em MBA em Gestão de Pessoas e Liderança; Antropologia; Psicanálise Clínica; Psicologia: Orientação Vocacional/Profissional e Terapia Cognitivo Comportamental de Alta Performance.
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