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ECONOMIA BRASILEIRA
21/04/2022 10:00:01
470 acessos
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Os ganhos por meio de aplicações financeiras de renda fixa, tem se tornado, por anos seguidos, a forma mais segura e lucrativa de sustentar o capital entre os brasileiros, levando em consideração a inflação e taxas de juros elevadas.
Mas, em um cenário de juros modestos e com opções como a aplicações na Bolsa, dólar e criptomoedas, a ideia clássica do rentismo passou a ser uma opção antiga e restrita a investidores de padrão mais conservadores.
Considerando a nova política de juros do Banco Central (BC) e a expectativa de a Selic se aproximar dos 13% até o final de 2022, a situação mudou e o país retomou a lógica em que o dinheiro rende por si só no ritmo de aproximadamente 1% ao mês.
Não surpreendentemente, a renda fixa acumula, no primeiro trimestre do ano, o maior alcance líquido entre as classes de ativos, enquanto fundos e ações sofreram com retiradas de dinheiro.
Retorno do rentismo
Entre as mais elevadas conquistas recentes está a expansão do mercado de capitais, que injetou consideráveis recursos em empresas e negócios país afora.
Muitos dos investidores foram justamente os responsáveis por levar a Bolsa de Valores brasileira a registrar um aumento inédito no número de pessoas físicas comprando e vendendo ações.
Como principal gerador desse movimento estava a Selic na mínima histórica de 2%, ao fazer com que a renda fixa deixasse de entregar rendimentos acima da inflação.
Segundo o dono do canal Simplesmente Investidor, ativo participante da Fintwit, comunidade financeira no Twitter, e investidor, Yago Pacheco Teixeira, “vivemos um movimento natural de migração para a renda fixa, em que muitos desses investidores recém-chegados ao mundo das ações vendem suas participações na bolsa para colocar na renda fixa”.
Cenário econômico atual
Com a persistência da inflação, a alta traz preocupações de que o cenário atual possa perdurar por longo tempo.
Pensando nisso, a expansão nos preços foi alimentada primeiramente pelo descompasso global entre demanda e oferta de produtos e serviços, além das dificuldades de logística causadas pela pandemia.
Isso acabou por contribuir com o dólar, que disparou no Brasil entre 2020 e 2021.
Para a analista de renda fixa e cofundadora da empresa de análise Nord Research, Marilia Fontes, o mundo também passou a viver com um nível de inflação que já tínhamos aqui. Agora, os países estão tendo de reajustar a rota”.
Mercado de investimentos
A inflação medida pelo IPC atingiu, no Brasil, o patamar de 10,75% no acumulado de doze meses até fevereiro.
Isso porque, o mercado projetava no início do ano uma taxa de 5,6% para 2022, mas em um mês essa estimativa já aumentou para 6,86%, muito acima da meta do BC.
Para desestimular o aumento dos preços e ainda trazer rendimento real aos investidores, a Selic precisa ficar posicionada acima do IPCA.
Em um cenário mais otimista, a estimativa é que os juros permaneçam acima dos 10% pelo menos até a metade do próximo ano, e se acomodem a partir de 2024.
Assim, para o especialista em renda fixa e multimercados do banco de investimento BNP Paribas Asset Management, Gilberto Kfouri, “na melhor das hipóteses, a Selic volta a 7%”.
No mês passado, março, o BC americano elevou, pela primeira vez em quatro anos, a taxa de 0,25% ao ano.
Assim, existe uma expectativa de um novo aumento no fim do mês de abril,onde analistas estimam mais de 0,5 ponto percentual de aumento.
E ainda para piorar, caso a inflação fora do Brasil permaneça elevada, esse movimento tende a continuar.
Caso isso se confirme, é possível que os juros no Brasil aumentem ainda mais em uma roda-viva bastante negativa.
Com informações da Veja
Os ganhos por meio de aplicações financeiras de renda fixa, tem se tornado, por anos seguidos, a forma mais segura e lucrativa de sustentar o capital entre os brasileiros, levando em consideração a inflação e taxas de juros elevadas.
Mas, em um cenário de juros modestos e com opções como a aplicações na Bolsa, dólar e criptomoedas, a ideia clássica do rentismo passou a ser uma opção antiga e restrita a investidores de padrão mais conservadores.
Considerando a nova política de juros do Banco Central (BC) e a expectativa de a Selic se aproximar dos 13% até o final de 2022, a situação mudou e o país retomou a lógica em que o dinheiro rende por si só no ritmo de aproximadamente 1% ao mês.
Não surpreendentemente, a renda fixa acumula, no primeiro trimestre do ano, o maior alcance líquido entre as classes de ativos, enquanto fundos e ações sofreram com retiradas de dinheiro.
Entre as mais elevadas conquistas recentes está a expansão do mercado de capitais, que injetou consideráveis recursos em empresas e negócios país afora.
Muitos dos investidores foram justamente os responsáveis por levar a Bolsa de Valores brasileira a registrar um aumento inédito no número de pessoas físicas comprando e vendendo ações.
Como principal gerador desse movimento estava a Selic na mínima histórica de 2%, ao fazer com que a renda fixa deixasse de entregar rendimentos acima da inflação.
Segundo o dono do canal Simplesmente Investidor, ativo participante da Fintwit, comunidade financeira no Twitter, e investidor, Yago Pacheco Teixeira, “vivemos um movimento natural de migração para a renda fixa, em que muitos desses investidores recém-chegados ao mundo das ações vendem suas participações na bolsa para colocar na renda fixa”.
Com a persistência da inflação, a alta traz preocupações de que o cenário atual possa perdurar por longo tempo.
Pensando nisso, a expansão nos preços foi alimentada primeiramente pelo descompasso global entre demanda e oferta de produtos e serviços, além das dificuldades de logística causadas pela pandemia.
Isso acabou por contribuir com o dólar, que disparou no Brasil entre 2020 e 2021.
Para a analista de renda fixa e cofundadora da empresa de análise Nord Research, Marilia Fontes, o mundo também passou a viver com um nível de inflação que já tínhamos aqui. Agora, os países estão tendo de reajustar a rota”.
A inflação medida pelo IPC atingiu, no Brasil, o patamar de 10,75% no acumulado de doze meses até fevereiro.
Isso porque, o mercado projetava no início do ano uma taxa de 5,6% para 2022, mas em um mês essa estimativa já aumentou para 6,86%, muito acima da meta do BC.
Para desestimular o aumento dos preços e ainda trazer rendimento real aos investidores, a Selic precisa ficar posicionada acima do IPCA.
Em um cenário mais otimista, a estimativa é que os juros permaneçam acima dos 10% pelo menos até a metade do próximo ano, e se acomodem a partir de 2024.
Assim, para o especialista em renda fixa e multimercados do banco de investimento BNP Paribas Asset Management, Gilberto Kfouri, “na melhor das hipóteses, a Selic volta a 7%”.
No mês passado, março, o BC americano elevou, pela primeira vez em quatro anos, a taxa de 0,25% ao ano.
Assim, existe uma expectativa de um novo aumento no fim do mês de abril,onde analistas estimam mais de 0,5 ponto percentual de aumento.
E ainda para piorar, caso a inflação fora do Brasil permaneça elevada, esse movimento tende a continuar.
Caso isso se confirme, é possível que os juros no Brasil aumentem ainda mais em uma roda-viva bastante negativa.
Com informações da Veja
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