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ECONOMIA
26/04/2022 11:01:47
593 acessos
Poupança tem retirada líquida recorde em 2022 Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A caderneta de poupança, aplicação financeira mais tradicional do país, bateu recorde de retiradas neste ano. Entre janeiro e 14 de abril, foram sacados R$46,29 bilhões a mais do que foram depositados no período.

Devido à greve dos servidores do Banco Central (BC), a divulgação de diversos relatórios estava suspensa, atrasando o envio de informações, por isso os dados só foram cedidos nesta segunda-feira (25) pelo próprio órgão.

Somente em março deste ano, os brasileiros fizeram a retirada de R$15,36 bilhões a mais do que depositaram na poupança, a maior registrada para o mês desde o começo da série histórica em 1995.

O alto volume de retiradas é esperado no começo de ano pelas instituições financeiras por ser um período de pagamentos de impostos e despesas familiares, como matrículas escolares e materiais, além do acerto do parcelamento das compras de final de ano.

Em 2021, a poupança registrou retirada líquida – diferença entre saques e depósitos – de R$35,5 bilhões, pressionado pelo fim do auxílio emergencial, contínuo desemprego, endividamento da população e baixos rendimentos.

Rendimentos da poupança

O cálculo do rendimento da poupança foi recentemente alterado, passando a render o equivalente à Taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano. Isso aconteceu porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. 

Apesar das alterações, a iniciativa foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação, provocando a retirada de valores pelos investidores.

Nos últimos 12 meses (terminados em março), a aplicação rendeu apenas 4,34% ao ano, segundo o BC, contra inflação de 11,3% no período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).

A caderneta de poupança, aplicação financeira mais tradicional do país, bateu recorde de retiradas neste ano. Entre janeiro e 14 de abril, foram sacados R$46,29 bilhões a mais do que foram depositados no período.
Devido à greve dos servidores do Banco Central (BC), a divulgação de diversos relatórios estava suspensa, atrasando o envio de informações, por isso os dados só foram cedidos nesta segunda-feira (25) pelo próprio órgão.
Somente em março deste ano, os brasileiros fizeram a retirada de R$15,36 bilhões a mais do que depositaram na poupança, a maior registrada para o mês desde o começo da série histórica em 1995.
O alto volume de retiradas é esperado no começo de ano pelas instituições financeiras por ser um período de pagamentos de impostos e despesas familiares, como matrículas escolares e materiais, além do acerto do parcelamento das compras de final de ano.
Em 2021, a poupança registrou retirada líquida – diferença entre saques e depósitos – de R$35,5 bilhões, pressionado pelo fim do auxílio emergencial, contínuo desemprego, endividamento da população e baixos rendimentos.
O cálculo do rendimento da poupança foi recentemente alterado, passando a render o equivalente à Taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano. Isso aconteceu porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. 
Apesar das alterações, a iniciativa foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação, provocando a retirada de valores pelos investidores.
Nos últimos 12 meses (terminados em março), a aplicação rendeu apenas 4,34% ao ano, segundo o BC, contra inflação de 11,3% no período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).
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