O Fórum Contábeis reúne o maior acervo de conteúdo contábil atualizado e com discussães que promovem um crescimento em geral de toda a comunidade contábil. Conheça e comece a fazer parte da nossa comunidade!
Veja quais tópicos são os mais discutidos nos últimos 10 dias.
Veja em tempo real, os últimos tópicos postados no fórum.
Contribua interagindo com tópicos não respondidos.
Utilize nossas editorias para se informar com um conteúdo atualizado diariamente e diretamente voltado para seu interesse. No portal contábeis você tem a certeza de que pode encontrar o suporte de informação necessário para voce ter ainda mais sucesso profissional.
Envie sua matéria, publique seu artigo e compartilhe com milhares de visitantes todos os dias.
Nossos especialistas discutem os assuntos mais relevantes da atualidade.
Ferramentas que ajudam o profissional contábil, empreendedores e acadêmicos
Encontre o anexo e calcule a alíquota da atividade de sua empresa através da descrição ou do CNAE.
O portal contábeis é feito para profissionais como você, que procuram informação de qualidade e uma comunidade ativa e pronta para discutir, opinar e participar de tudo o que envolve o mundo contábil.
Compartilhe seu conhecimento para visitantes todos os dias.
INPC
27/05/2022 16:30:01
283 acessos
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Um estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que quatro em cada dez reajustes salariais ficaram abaixo da inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de janeiro a abril deste ano.
A proporção dos reajustes que ficaram iguais à inflação ficou em 31,6%. Já os resultados acima do índice inflacionário equivalem a 27,6%.
Reajustes
De janeiro a abril, reajustes iguais e acima da inflação foram mais frequentes no comércio, presentes em cerca 67% das negociações analisadas. Em seguida, aparecem as negociações realizadas pelas categorias da indústria – em 64% dos casos, houve reposição da inflação anual.
Já os aumentos reais (acima da inflação) foram mais regulares na indústria (29,4% dos casos) do que no comércio (17,1%). O setor de serviços chama atenção pela maior proporção de reajustes tanto abaixo (45,1%) quanto acima (29,8%) do INPC.
Nos quatro primeiros meses de 2022, a região Sul foi a que apresentou o maior percentual de reajustes iguais e acima da inflação – cerca de 77% dos casos analisados – somente 23,4% das negociações conseguiram reajuste abaixo da inflação.
Já o Sudeste teve o maior percentual de ganhos acima da inflação (38,7%) e o segundo menor percentual de reajustes abaixo do INPC (38,3%).
Os piores resultados foram encontrados no Centro-Oeste, onde 63,7% dos reajustes ficaram abaixo do INPC-IBGE, 21% acompanharam exatamente a variação do índice inflacionário e apenas 15,3% ficaram acima dele.
No Norte, 50,7% dos reajustes ficaram abaixo da inflação, e no Nordeste, o percentual foi de 47,5% – a região teve o segundo menor percentual de aumento acima da inflação entre as demais: 19,2%.
Pisos salariais
O valor médio dos pisos salariais até abril é de R$ 1.414,77. O maior valor médio pertence ao comércio (R$ 1.481,54), e o menor, à indústria (R$ 1.380,19). Já o de serviços ficou em R$ 1.418.
Por regiões, o Sul tem o maior piso salarial médio (R$ 1.536,67), e o Nordeste tem o menor (R$ 1.330,10). O do Sudeste ficou em R$ 1.420; o do Norte em R$ 1.368,09; e o do Centro-Oeste, em R$ 1.362,89.
Reajustes em abril
A maioria das categorias com data-base em abril conseguiu reajustes iguais ou acima da inflação. Mas, de acordo com levantamento do Dieese, das 163 negociações coletivas analisadas, apenas 8% alcançaram resultados acima do INPC e 46% obtiveram reajustes iguais ao índice, o que totaliza 54% das negociações.
Segundo o Dieese, os dados praticamente repetem os da data-base de março, quando 53,7% das negociações conseguiram reajustes iguais ou superiores ao INPC.
O mês de abril apresenta a menor proporção de reajustes com ganhos reais (acima da inflação) em 2022 e a segunda menor proporção nas últimas 15 datas-bases analisadas, acima apenas de novembro de 2021.
Variação negativa
Em abril, a variação real (descontando a inflação) média dos reajustes foi de -0,76%, resultado pior que o das negociações com data-base em março e ligeiramente melhor do que o daquelas com data-base em fevereiro.
Em todas as últimas 15 datas-bases pesquisadas, a variação real dos reajustes foi negativa, especialmente em julho de 2021 (-1,94%).
“As médias negativas refletem o peso dos resultados abaixo do INPC-IBGE, que superam em grandeza os ganhos dos reajustes acima do índice inflacionário. Os reajustes abaixo do INPC-IBGE de abril foram, em média, equivalentes a apenas 83% do valor necessário para a recomposição plena dos salários”, informa o Dieese.
Reajuste necessário
Em função de o INPC ter ficado em 1,04% em abril, o reajuste necessário para as negociações com data-base em maio ficou em 12,47%, segundo o Dieese – é o maior valor desde que começou o boletim, em fevereiro de 2021.
O percentual passou dos 10% a partir de setembro de 2021. A título de comparação, em fevereiro de 2021, o percentual era de 5,53%.
Fonte: com informações do g1
Um estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que quatro em cada dez reajustes salariais ficaram abaixo da inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de janeiro a abril deste ano.
A proporção dos reajustes que ficaram iguais à inflação ficou em 31,6%. Já os resultados acima do índice inflacionário equivalem a 27,6%.
De janeiro a abril, reajustes iguais e acima da inflação foram mais frequentes no comércio, presentes em cerca 67% das negociações analisadas. Em seguida, aparecem as negociações realizadas pelas categorias da indústria – em 64% dos casos, houve reposição da inflação anual.
Já os aumentos reais (acima da inflação) foram mais regulares na indústria (29,4% dos casos) do que no comércio (17,1%). O setor de serviços chama atenção pela maior proporção de reajustes tanto abaixo (45,1%) quanto acima (29,8%) do INPC.
Nos quatro primeiros meses de 2022, a região Sul foi a que apresentou o maior percentual de reajustes iguais e acima da inflação – cerca de 77% dos casos analisados – somente 23,4% das negociações conseguiram reajuste abaixo da inflação.
Já o Sudeste teve o maior percentual de ganhos acima da inflação (38,7%) e o segundo menor percentual de reajustes abaixo do INPC (38,3%).
Os piores resultados foram encontrados no Centro-Oeste, onde 63,7% dos reajustes ficaram abaixo do INPC-IBGE, 21% acompanharam exatamente a variação do índice inflacionário e apenas 15,3% ficaram acima dele.
No Norte, 50,7% dos reajustes ficaram abaixo da inflação, e no Nordeste, o percentual foi de 47,5% – a região teve o segundo menor percentual de aumento acima da inflação entre as demais: 19,2%.
O valor médio dos pisos salariais até abril é de R$ 1.414,77. O maior valor médio pertence ao comércio (R$ 1.481,54), e o menor, à indústria (R$ 1.380,19). Já o de serviços ficou em R$ 1.418.
Por regiões, o Sul tem o maior piso salarial médio (R$ 1.536,67), e o Nordeste tem o menor (R$ 1.330,10). O do Sudeste ficou em R$ 1.420; o do Norte em R$ 1.368,09; e o do Centro-Oeste, em R$ 1.362,89.
A maioria das categorias com data-base em abril conseguiu reajustes iguais ou acima da inflação. Mas, de acordo com levantamento do Dieese, das 163 negociações coletivas analisadas, apenas 8% alcançaram resultados acima do INPC e 46% obtiveram reajustes iguais ao índice, o que totaliza 54% das negociações.
Segundo o Dieese, os dados praticamente repetem os da data-base de março, quando 53,7% das negociações conseguiram reajustes iguais ou superiores ao INPC.
O mês de abril apresenta a menor proporção de reajustes com ganhos reais (acima da inflação) em 2022 e a segunda menor proporção nas últimas 15 datas-bases analisadas, acima apenas de novembro de 2021.
Em abril, a variação real (descontando a inflação) média dos reajustes foi de -0,76%, resultado pior que o das negociações com data-base em março e ligeiramente melhor do que o daquelas com data-base em fevereiro.
Em todas as últimas 15 datas-bases pesquisadas, a variação real dos reajustes foi negativa, especialmente em julho de 2021 (-1,94%).
“As médias negativas refletem o peso dos resultados abaixo do INPC-IBGE, que superam em grandeza os ganhos dos reajustes acima do índice inflacionário. Os reajustes abaixo do INPC-IBGE de abril foram, em média, equivalentes a apenas 83% do valor necessário para a recomposição plena dos salários”, informa o Dieese.
Em função de o INPC ter ficado em 1,04% em abril, o reajuste necessário para as negociações com data-base em maio ficou em 12,47%, segundo o Dieese – é o maior valor desde que começou o boletim, em fevereiro de 2021.
O percentual passou dos 10% a partir de setembro de 2021. A título de comparação, em fevereiro de 2021, o percentual era de 5,53%.
Fonte: com informações do g1
Inscreva-se no Telegram do Contábeis e não perca nenhuma notícia
Publicado por
Jornalista
RSS
O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.