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ARTIGO DE ECONOMIA
27/05/2022 13:20:59
1,6 mil acessos
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Estamos às voltas com mais uma eleição presidencial. Uma ocasião importante, porque vamos decidir não só os chefes dos Executivos federal e estadual como também várias cadeiras legislativas.
As decisões devem moldar o futuro próximo do País, por isso, o momento é perfeito para a discussão de temas sensíveis à economia nacional, debatendo os assuntos basilares a um crescimento mais sustentável de longo prazo.
Contudo, infelizmente, o que mais temos observado é o acirramento de temas ligados a uma polarização infrutífera.
Poderíamos dividir as demandas dos problemas econômicos entre “urgentes” e “importantes”. Não que os primeiros não sejam os últimos, mas porque servem apenas para pavimentar o percurso a fim de que os relevantes possam melhorar a vida e as condições do povo brasileiro.
Para os urgentes, a principal questão é: como os candidatos lidarão com as reformas? As já realizadas foram inegavelmente positivas para o País.
A Previdenciária, por exemplo, permitiu dar um perfil mais sustentável aos gastos na área, melhorando muito a expectativa dos empresários nacionais e estrangeiros sobre o Brasil.
Só não foi mais assertiva porque não houve Reforma Administrativa e, depois, uma discussão sobre Reforma Tributária – caso contrário, teria provocado uma enxurrada de investimentos.
Sendo assim, quais são as propostas dos candidatos para uma Reforma Administrativa que valorize o bom funcionário e puna os que apenas sugam o Estado sem devolver em serviços e comprometimento?
Aqui, o importante é que o(a) candidato(a) tenha compromisso com a população, e não com classes específicas de funcionalismo público corporativista.
Garantindo um padrão otimizado para os gastos estatais, será possível, então, cobrar uma proposta de revisão tributária, a qual tenha apenas dois objetivos: melhorar o sistema de pagamento de impostos e facilitar a vida do empresário e do cidadão comum sem aumentar a carga tributária.
Outra demanda impreterível a se cobrar é a manutenção de algumas conquistas. A primeira é a Reforma Trabalhista, que está permitindo que, mesmo com uma economia ainda combalida, o número de empregos venha aumentando nos últimos meses.
É claro que ainda não é a qualidade laboral que esperamos, mas isso depende mais do crescimento econômico do que da legislação. O teto de gastos – que pode ser, sim, aprimorado – deve ser mantido sob qualquer custo, pois ainda é o esteio da confiança na economia nacional.
Quanto aos pontos importantes, o primeiro, sem sombra de dúvidas, é um bom programa de assistências pré-natal e da primeira infância.
A criança desenvolve o sistema cognitivo nos primeiros cinco anos de vida, e, caso não receba a alimentação e o acompanhamento médico adequados nesse período, as perdas de produtividade nunca mais serão recuperadas.
O segundo, na sequência, seria um plano nacional, de longo prazo, de real desenvolvimento da educação – mais do que discutir costumes ou apenas construir mais universidades públicas.
O foco deve ser no grande gargalo: educação básica. E, como vemos, o longo prazo se traduz em duas variáveis, o capital humano e a produtividade.
Estamos às voltas com mais uma eleição presidencial. Uma ocasião importante, porque vamos decidir não só os chefes dos Executivos federal e estadual como também várias cadeiras legislativas.
As decisões devem moldar o futuro próximo do País, por isso, o momento é perfeito para a discussão de temas sensíveis à economia nacional, debatendo os assuntos basilares a um crescimento mais sustentável de longo prazo.
Contudo, infelizmente, o que mais temos observado é o acirramento de temas ligados a uma polarização infrutífera.
Poderíamos dividir as demandas dos problemas econômicos entre “urgentes” e “importantes”. Não que os primeiros não sejam os últimos, mas porque servem apenas para pavimentar o percurso a fim de que os relevantes possam melhorar a vida e as condições do povo brasileiro.
Para os urgentes, a principal questão é: como os candidatos lidarão com as reformas? As já realizadas foram inegavelmente positivas para o País.
A Previdenciária, por exemplo, permitiu dar um perfil mais sustentável aos gastos na área, melhorando muito a expectativa dos empresários nacionais e estrangeiros sobre o Brasil.
Só não foi mais assertiva porque não houve Reforma Administrativa e, depois, uma discussão sobre Reforma Tributária – caso contrário, teria provocado uma enxurrada de investimentos.
Sendo assim, quais são as propostas dos candidatos para uma Reforma Administrativa que valorize o bom funcionário e puna os que apenas sugam o Estado sem devolver em serviços e comprometimento?
Aqui, o importante é que o(a) candidato(a) tenha compromisso com a população, e não com classes específicas de funcionalismo público corporativista.
Garantindo um padrão otimizado para os gastos estatais, será possível, então, cobrar uma proposta de revisão tributária, a qual tenha apenas dois objetivos: melhorar o sistema de pagamento de impostos e facilitar a vida do empresário e do cidadão comum sem aumentar a carga tributária.
Outra demanda impreterível a se cobrar é a manutenção de algumas conquistas. A primeira é a Reforma Trabalhista, que está permitindo que, mesmo com uma economia ainda combalida, o número de empregos venha aumentando nos últimos meses.
É claro que ainda não é a qualidade laboral que esperamos, mas isso depende mais do crescimento econômico do que da legislação. O teto de gastos – que pode ser, sim, aprimorado – deve ser mantido sob qualquer custo, pois ainda é o esteio da confiança na economia nacional.
Quanto aos pontos importantes, o primeiro, sem sombra de dúvidas, é um bom programa de assistências pré-natal e da primeira infância.
A criança desenvolve o sistema cognitivo nos primeiros cinco anos de vida, e, caso não receba a alimentação e o acompanhamento médico adequados nesse período, as perdas de produtividade nunca mais serão recuperadas.
O segundo, na sequência, seria um plano nacional, de longo prazo, de real desenvolvimento da educação – mais do que discutir costumes ou apenas construir mais universidades públicas.
O foco deve ser no grande gargalo: educação básica. E, como vemos, o longo prazo se traduz em duas variáveis, o capital humano e a produtividade.
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Publicado por
Economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e membro do Conselho de Economia Empresarial e Política da mesma instituição. PhD em Economia, Relações Governamentais e Ambiente de negócios, também é professor do MBA da FIA-USP
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