O Fórum Contábeis reúne o maior acervo de conteúdo contábil atualizado e com discussães que promovem um crescimento em geral de toda a comunidade contábil. Conheça e comece a fazer parte da nossa comunidade!
Veja quais tópicos são os mais discutidos nos últimos 10 dias.
Veja em tempo real, os últimos tópicos postados no fórum.
Contribua interagindo com tópicos não respondidos.
Utilize nossas editorias para se informar com um conteúdo atualizado diariamente e diretamente voltado para seu interesse. No portal contábeis você tem a certeza de que pode encontrar o suporte de informação necessário para voce ter ainda mais sucesso profissional.
Envie sua matéria, publique seu artigo e compartilhe com milhares de visitantes todos os dias.
Nossos especialistas discutem os assuntos mais relevantes da atualidade.
Ferramentas que ajudam o profissional contábil, empreendedores e acadêmicos
Encontre o anexo e calcule a alíquota da atividade de sua empresa através da descrição ou do CNAE.
O portal contábeis é feito para profissionais como você, que procuram informação de qualidade e uma comunidade ativa e pronta para discutir, opinar e participar de tudo o que envolve o mundo contábil.
Compartilhe seu conhecimento para visitantes todos os dias.
CONSIGNADO DO INSS
13/03/2023 10:30:12
733 acessos
Nesta segunda-feira (13) será debatida pelo Ministério da Previdência em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) a redução dos juros do consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) .
O conselho reúne aposentados, representantes de governo, empregadores e trabalhadores.
A queda nas taxas de juros vem sendo defendida pelo ministro da Previdência, Carlos Lupi.
Segundo o ministro, por se tratar de um crédito com baixo risco de inadimplência, seria possível diminuir o patamar cobrado.
Crédito consignado
O crédito consignado é um empréstimo descontado diretamente da folha de pagamento do pensionista e aposentado do INSS, com regras definidas pelo Conselho de Previdência.
Existem duas modalidades, empréstimo pessoal e cartão de crédito consignado. Os juros estão limitados a 2,14% ao mês no caso do empréstimo pessoal e 3,06% ao mês para o cartão.
O segurado do INSS pode comprometer até 45% do benefício, 35% com empréstimo pessoal, 5% com cartão de crédito e 5% com cartão de benefício, criado no ano passado. O empréstimo pode ser pago em 84 meses, o que corresponde a sete anos.
De acordo com a Previdência, a decisão de redução das taxas vai depender de articulações no CNPS, mas diz que, conforme o ministro vem afirmando, “os juros atuais são altos para os riscos contidos na modalidade de consignado, já que há a garantia do pagamento descontado em folha do beneficiário”.
Atualmente, há cerca de 17 milhões de benefícios com contratos ativos de empréstimo consignado.
A Força Sindical afirma que irá cobrar “uma drástica redução das taxas” na reunião do CNPS. A central entende que a cobrança atual é “proibitiva”, e seria uma “verdadeira extorsão”.
Os cálculos são de que, no ano, as taxas do consignado ultrapassam o percentual da Selic (taxa básica de juros da economia), que está em 13,75% e tem sido motivo de embate entre o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
O percentual máximo ao ano cobrado de aposentados no consignado chega a 29,93%, no caso do empréstimo, e 43,58%, no do cartão de crédito.
Na pandemia da Covid-19 as taxas foram reduzidas, o empréstimo passou a ter patamar mensal de 1,80% em março de 2020, o que vigorou até o final de 2021.
Os juros do crédito consignado do INSS são hoje os menores disponíveis no mercado de crédito.
A advogada e coordenadora do departamento jurídico do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) Tonia Galleti, pontua que, por este motivo, o assunto deve ser bem estudado para que não haja uma diminuição na oferta de crédito aos aposentados, fazendo com que busquem outras opções, endividando-se ainda mais.
“As entidades são a favor da queda dos juros para beneficiar os aposentados e pensionistas, mas a gente quer discutir isso para entender em que bases isso vai ser feito para que não diminua a oferta de crédito para essa população. Para que eles não se endividem pegando crédito pessoal ou até mesmo com agiotagem”, diz.
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma não saber o patamar dos juros a ser discutido na reunião, mas diz que tenta “sensibilizar” o governo com argumentos técnicos e econômicos para o risco de que a redução pode não suportar os custos do produto, impactando a oferta da linha de crédito.
“Neste momento, considerando os altos custos de captação, eventual redução do teto pode comprometer ainda mais a oferta do empréstimo consignado e do cartão de crédito consignado, empurrando um público, carente de opções de crédito acessível, a produtos que possuem em sua estrutura taxas mais caras (produtos sem garantias)”, diz a instituição.
Com informações da Folha de S. Paulo
Nesta segunda-feira (13) será debatida pelo Ministério da Previdência em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) a redução dos juros do consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) .
O conselho reúne aposentados, representantes de governo, empregadores e trabalhadores.
A queda nas taxas de juros vem sendo defendida pelo ministro da Previdência, Carlos Lupi.
Segundo o ministro, por se tratar de um crédito com baixo risco de inadimplência, seria possível diminuir o patamar cobrado.
O crédito consignado é um empréstimo descontado diretamente da folha de pagamento do pensionista e aposentado do INSS, com regras definidas pelo Conselho de Previdência.
Existem duas modalidades, empréstimo pessoal e cartão de crédito consignado. Os juros estão limitados a 2,14% ao mês no caso do empréstimo pessoal e 3,06% ao mês para o cartão.
O segurado do INSS pode comprometer até 45% do benefício, 35% com empréstimo pessoal, 5% com cartão de crédito e 5% com cartão de benefício, criado no ano passado. O empréstimo pode ser pago em 84 meses, o que corresponde a sete anos.
De acordo com a Previdência, a decisão de redução das taxas vai depender de articulações no CNPS, mas diz que, conforme o ministro vem afirmando, “os juros atuais são altos para os riscos contidos na modalidade de consignado, já que há a garantia do pagamento descontado em folha do beneficiário”.
Atualmente, há cerca de 17 milhões de benefícios com contratos ativos de empréstimo consignado.
A Força Sindical afirma que irá cobrar “uma drástica redução das taxas” na reunião do CNPS. A central entende que a cobrança atual é “proibitiva”, e seria uma “verdadeira extorsão”.
Os cálculos são de que, no ano, as taxas do consignado ultrapassam o percentual da Selic (taxa básica de juros da economia), que está em 13,75% e tem sido motivo de embate entre o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
O percentual máximo ao ano cobrado de aposentados no consignado chega a 29,93%, no caso do empréstimo, e 43,58%, no do cartão de crédito.
Na pandemia da Covid-19 as taxas foram reduzidas, o empréstimo passou a ter patamar mensal de 1,80% em março de 2020, o que vigorou até o final de 2021.
Os juros do crédito consignado do INSS são hoje os menores disponíveis no mercado de crédito.
A advogada e coordenadora do departamento jurídico do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) Tonia Galleti, pontua que, por este motivo, o assunto deve ser bem estudado para que não haja uma diminuição na oferta de crédito aos aposentados, fazendo com que busquem outras opções, endividando-se ainda mais.
“As entidades são a favor da queda dos juros para beneficiar os aposentados e pensionistas, mas a gente quer discutir isso para entender em que bases isso vai ser feito para que não diminua a oferta de crédito para essa população. Para que eles não se endividem pegando crédito pessoal ou até mesmo com agiotagem”, diz.
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma não saber o patamar dos juros a ser discutido na reunião, mas diz que tenta “sensibilizar” o governo com argumentos técnicos e econômicos para o risco de que a redução pode não suportar os custos do produto, impactando a oferta da linha de crédito.
“Neste momento, considerando os altos custos de captação, eventual redução do teto pode comprometer ainda mais a oferta do empréstimo consignado e do cartão de crédito consignado, empurrando um público, carente de opções de crédito acessível, a produtos que possuem em sua estrutura taxas mais caras (produtos sem garantias)”, diz a instituição.
Com informações da Folha de S. Paulo
Inscreva-se no Telegram do Contábeis e não perca nenhuma notícia
Leia mais sobre
Publicado por
Assistente de Conteúdo
ARTICULISTAS CONTÁBEIS
ARTICULISTAS CONTÁBEIS
Agradecemos a sua preferência e enviaremos de forma personalizada os conteúdos que você selecionou!
Tributário
Trabalhista
Contábil
Empresarial
Previdência
Economia
Carreira
Tecnologia
Concordo com a Política de Proteção de Dados e Privacidade
RSS
O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.