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17/06/2023 12:00:05
87% dos brasileiros esperam receber aumento salarial de 10% no próximo ano

O levantamento “People at Work: A Global Workforce View”, realizado pela ADP, revelou que 87% dos trabalhadores brasileiros esperam receber um aumento salarial na média de 10% nos próximos 12 meses.

A pesquisa ouviu cerca de 32 mil pessoas em 17 países, sendo mais de 5 mil apenas na América Latina.

De acordo com o estudo, a expectativa de aumento de salário decorre do crescimento dos índices de custo de vida em vários países. 

A pesquisa também apontou que quatro em cada dez empregados acreditam que são mal remunerados, ainda que 60% tenham recebido aumento salarial no ano passado. No entanto, o reajuste médio foi de 6,4% – menor do que a previsão de 8,8% de inflação global do Fundo Monetário Internacional (FMI). 

Já no Brasil, a média de reajuste foi de 6,8%, sendo que 30% dos trabalhadores não tiveram acréscimo e quase 20% obtiveram um aumento de até 3%.

O general manager da América Latina na ADP, Claudio Maggieri, explica que existem duas categorias de motivos que levam as pessoas a esperarem um aumento salarial. Uma delas é “orgânica”, que surge quando o trabalhador sente o impacto da perda do poder aquisitivo de seu salário por conta da inflação, quando enfrenta um desequilíbrio no orçamento familiar ou quando percebe uma disparidade de seu holerite em relação aos seus pares ou profissionais que exercem funções similares à sua.

“Nessas circunstâncias, as expectativas não guardam necessariamente uma relação com o merecimento, mas são motivadas por necessidades econômicas ou de equidade”, pontua Maggieri.

Ao mesmo tempo, existem as expectativas “inorgânicas”, que são decorrentes do mérito por realizações e conquistas ou de promoção de carreira e tempo na função. “Nesses casos, mais pontuais ou esporádicos, as expectativas dizem respeito à necessidade de reconhecimento ou merecimento”, esclarece.

O especialista destaca que as descobertas da pesquisa condizem com a realidade encarada pelas organizações em geral. “Quando as empresas conduzem pesquisas de clima ou de engajamento, uma das respostas com menor grau de favorabilidade é sobre a satisfação dos funcionários com a remuneração, não importando quão competitiva seja esta companhia do ponto de vista de práticas salariais”.

Por outro lado, Maggieri lembra que o retorno esperado pelos trabalhadores pode variar de acordo com o nível de senioridade profissional. “No topo da pirâmide, as políticas de remuneração são mais sofisticadas, balanceando componentes fixos, variáveis e benefícios, de forma que o aumento nominal do salário não é necessariamente a maior expectativa, mas sim a atratividade do pacote como um todo”, afirma.

“Já na base, os salários nominais são muito mais representativos, quando não são a única forma de remuneração. Assim, as consequências de uma eventual perda de poder aquisitivo são mais impactantes, razão pela qual as expectativas por aumento são bem maiores, afirma.

Com informações do Valor Econômico

O levantamento “People at Work: A Global Workforce View”, realizado pela ADP, revelou que 87% dos trabalhadores brasileiros esperam receber um aumento salarial na média de 10% nos próximos 12 meses.
A pesquisa ouviu cerca de 32 mil pessoas em 17 países, sendo mais de 5 mil apenas na América Latina.
De acordo com o estudo, a expectativa de aumento de salário decorre do crescimento dos índices de custo de vida em vários países. 
A pesquisa também apontou que quatro em cada dez empregados acreditam que são mal remunerados, ainda que 60% tenham recebido aumento salarial no ano passado. No entanto, o reajuste médio foi de 6,4% – menor do que a previsão de 8,8% de inflação global do Fundo Monetário Internacional (FMI). 
Já no Brasil, a média de reajuste foi de 6,8%, sendo que 30% dos trabalhadores não tiveram acréscimo e quase 20% obtiveram um aumento de até 3%.
O general manager da América Latina na ADP, Claudio Maggieri, explica que existem duas categorias de motivos que levam as pessoas a esperarem um aumento salarial. Uma delas é “orgânica”, que surge quando o trabalhador sente o impacto da perda do poder aquisitivo de seu salário por conta da inflação, quando enfrenta um desequilíbrio no orçamento familiar ou quando percebe uma disparidade de seu holerite em relação aos seus pares ou profissionais que exercem funções similares à sua.
“Nessas circunstâncias, as expectativas não guardam necessariamente uma relação com o merecimento, mas são motivadas por necessidades econômicas ou de equidade”, pontua Maggieri.
Ao mesmo tempo, existem as expectativas “inorgânicas”, que são decorrentes do mérito por realizações e conquistas ou de promoção de carreira e tempo na função. “Nesses casos, mais pontuais ou esporádicos, as expectativas dizem respeito à necessidade de reconhecimento ou merecimento”, esclarece.
O especialista destaca que as descobertas da pesquisa condizem com a realidade encarada pelas organizações em geral. “Quando as empresas conduzem pesquisas de clima ou de engajamento, uma das respostas com menor grau de favorabilidade é sobre a satisfação dos funcionários com a remuneração, não importando quão competitiva seja esta companhia do ponto de vista de práticas salariais”.
Por outro lado, Maggieri lembra que o retorno esperado pelos trabalhadores pode variar de acordo com o nível de senioridade profissional. “No topo da pirâmide, as políticas de remuneração são mais sofisticadas, balanceando componentes fixos, variáveis e benefícios, de forma que o aumento nominal do salário não é necessariamente a maior expectativa, mas sim a atratividade do pacote como um todo”, afirma.
“Já na base, os salários nominais são muito mais representativos, quando não são a única forma de remuneração. Assim, as consequências de uma eventual perda de poder aquisitivo são mais impactantes, razão pela qual as expectativas por aumento são bem maiores, afirma.
Com informações do Valor Econômico
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Jornalista e Coordenadora de Conteúdo do Portal Contábeis Instagram: @daniellenader
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