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Trabalhista
30/06/2023 12:00:06
Os ataques aos direitos dos trabalhadores estão em níveis recorde, de acordo com um relatório realizado pela Confederação Sindical Internacional (CSI).
Desde o lançamento deste relatório anual em 2014, as violações dos direitos dos trabalhadores vêm aumentando em diferentes regiões do mundo.
O documento aponta o Equador e a Guatemala como os piores países do mundo para os assalariados, mas também cita excessos no Brasil.
Segundo a CSI, 87% dos 149 países estudados infringiram o direito à greve, 79% violaram o direito à negociação coletiva e 77% proibiram os trabalhadores de fundar ou se filiar a um sindicato.
Os números são muito similares ou inclusive idênticos aos do relatório anterior, que já eram históricos, com níveis recorde de violações denunciadas pelos sindicatos.
Ataques a trabalhadores
Os dados revelam ainda casos de homicídios de sindicalistas. Dos oito países em todo o mundo onde foram registrados mortes de trabalhadores em greves e protestos durante o período estudado, seis eram latino-americanos (Brasil, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala e Peru) e dois africanos (Essuatíni e Serra Leoa).
Apenas em abril e março de 2023, a América Latina concentrou 18 dos 19 homicídios de sindicalistas em todo o mundo. A imensa maioria dos assassinatos ocorreu na Colômbia (15), mas Brasil, El Salvador e Guatemala registraram um sindicalista morto cada.
No caso do Equador, o relatório cita a morte de cinco pessoas pelas forças de segurança durante uma greve nacional em maio de 2022.
A confederação denuncia, ainda, que os protestos multitudinários pacíficos naquele país “se depararam com a violência policial, deixando muitos feridos ou assassinados”.
Na Guatemala houve casos de “ameaças, ataques físicos e homicídios”, ao mesmo tempo em que a CSI critica a “fragilidade” do governo para investigar, prevenir e conter a violência antissindical.
A instituição também menciona o homicídio na Guatemala do sindicalista Hugo Eduardo Gamero González, em agosto de 2022, assim como o fechamento da Winners, empresa de propriedade sul-coreana que demitiu seus funcionários para impedir que criassem um sindicato.
Classificação
A CSI classifica os países em uma escala de 1 a 5 em função do nível de respeito aos direitos dos trabalhadores.
Além de denunciar às autoridades públicas, a CSI aponta a cada ano grandes companhias (ou suas sucursais locais) “que violaram os direitos dos trabalhadores, estão vinculadas a uma violação destes direitos ou não utilizaram sua influência para remediar a situação”.
Os ataques aos direitos dos trabalhadores estão em níveis recorde, de acordo com um relatório realizado pela Confederação Sindical Internacional (CSI).
Desde o lançamento deste relatório anual em 2014, as violações dos direitos dos trabalhadores vêm aumentando em diferentes regiões do mundo.
O documento aponta o Equador e a Guatemala como os piores países do mundo para os assalariados, mas também cita excessos no Brasil.
Segundo a CSI, 87% dos 149 países estudados infringiram o direito à greve, 79% violaram o direito à negociação coletiva e 77% proibiram os trabalhadores de fundar ou se filiar a um sindicato.
Os números são muito similares ou inclusive idênticos aos do relatório anterior, que já eram históricos, com níveis recorde de violações denunciadas pelos sindicatos.
Os dados revelam ainda casos de homicídios de sindicalistas. Dos oito países em todo o mundo onde foram registrados mortes de trabalhadores em greves e protestos durante o período estudado, seis eram latino-americanos (Brasil, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala e Peru) e dois africanos (Essuatíni e Serra Leoa).
Apenas em abril e março de 2023, a América Latina concentrou 18 dos 19 homicídios de sindicalistas em todo o mundo. A imensa maioria dos assassinatos ocorreu na Colômbia (15), mas Brasil, El Salvador e Guatemala registraram um sindicalista morto cada.
No caso do Equador, o relatório cita a morte de cinco pessoas pelas forças de segurança durante uma greve nacional em maio de 2022.
A confederação denuncia, ainda, que os protestos multitudinários pacíficos naquele país “se depararam com a violência policial, deixando muitos feridos ou assassinados”.
Na Guatemala houve casos de “ameaças, ataques físicos e homicídios”, ao mesmo tempo em que a CSI critica a “fragilidade” do governo para investigar, prevenir e conter a violência antissindical.
A instituição também menciona o homicídio na Guatemala do sindicalista Hugo Eduardo Gamero González, em agosto de 2022, assim como o fechamento da Winners, empresa de propriedade sul-coreana que demitiu seus funcionários para impedir que criassem um sindicato.
A CSI classifica os países em uma escala de 1 a 5 em função do nível de respeito aos direitos dos trabalhadores.
Além de denunciar às autoridades públicas, a CSI aponta a cada ano grandes companhias (ou suas sucursais locais) “que violaram os direitos dos trabalhadores, estão vinculadas a uma violação destes direitos ou não utilizaram sua influência para remediar a situação”.
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Jornalista e Coordenadora de Conteúdo do Portal Contábeis Instagram: @daniellenader
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