O Fórum Contábeis reúne o maior acervo de conteúdo contábil atualizado e com discussães que promovem um crescimento em geral de toda a comunidade contábil. Conheça e comece a fazer parte da nossa comunidade!
Veja quais tópicos são os mais discutidos nos últimos 10 dias.
Veja em tempo real, os últimos tópicos postados no fórum.
Contribua interagindo com tópicos não respondidos.
Utilize nossas editorias para se informar com um conteúdo atualizado diariamente e diretamente voltado para seu interesse. No portal contábeis você tem a certeza de que pode encontrar o suporte de informação necessário para voce ter ainda mais sucesso profissional.
Envie sua matéria, publique seu artigo e compartilhe com milhares de visitantes todos os dias.
Nossos especialistas discutem os assuntos mais relevantes da atualidade.
Ferramentas que ajudam o profissional contábil, empreendedores e acadêmicos
Encontre o anexo e calcule a alíquota da atividade de sua empresa através da descrição ou do CNAE.
O portal contábeis é feito para profissionais como você, que procuram informação de qualidade e uma comunidade ativa e pronta para discutir, opinar e participar de tudo o que envolve o mundo contábil.
Compartilhe seu conhecimento para visitantes todos os dias.
ARTIGO DE ECONOMIA
13/07/2023 13:30:10
A Reforma Tributária passou com muita velocidade na Câmara. Tudo foi feito às pressas para que o texto fosse aprovado antes do recesso, gerando muita crítica quanto ao método utilizado no tratamento de um assunto tão importante.
Contudo, em meio a todo esse turbilhão, uma outra reforma (tão significativa quanto) acabou sendo deixada de lado: a Administrativa, essencial para tornar mais eficiente e justo o serviço público, além de racionalizar os gastos com pessoal, os quais tomam uma fatia substancial dos custos totais.
Essa reestruturação viria para tratar de dois temas básicos: justiça e produtividade nos serviços do setor público e administração da escassez de recursos nos investimentos do governo.
Tanto a Reforma Tributária quanto o arcabouço fiscal propostos, e em discussão, dizem muito pouco sobre a racionalidade das despesas. A princípio, a primeira tenta ser neutra, mas, frente ao aumento da carga dos serviços, há uma grande chance de termos mais impostos. Já o segundo garante que o governo sempre gastará mais do que a inflação, numa proporção entre 0,6% e 2,5% acima do índice de preço oficial.
Assim, o objetivo da Reforma Administrativa seria otimizar essas contas, principalmente as referentes a cargos, funções e empregos. A ideia é valorizar os bons funcionários, separar os maus e diminuir o privilégio de algumas “castas” do funcionalismo, que conta com salários próximos independentemente da produtividade, sem falar dos “penduricalhos” que aumentam as cifras e tornam esses ordenados incompatíveis com a média nacional.
Além disso, a atual estrutura prende os funcionários mais eficientes em um sistema arcaico e sem méritos. É preciso uma melhor gestão dos serviços oferecidos aos cidadãos brasileiros e mais racionalidade nos dispêndios com os servidores públicos.
Aqui vale lembrar que qualquer proposta deveria levar em conta a recomendação de não mexer na estabilidade dos funcionários que já tomaram a decisão de trabalhar nos serviços públicos com essa informação do emprego estável.
Por outro lado, a fim de se evitarem perseguições políticas, novos funcionários em determinados cargos não necessitariam de estabilidade, uma vez que esta geraria incentivos perversos de produtividade.
Reformas que reorganizem o Estado, principalmente no longo prazo, são fundamentais. A Administrativa é uma delas, e deveria ser a próxima da lista. Só assim o Brasil poderá migrar para níveis de juros bem mais civilizados e permitir consumo, investimento e renda.
O incentivo do capital privado à inovação e ao desenvolvimento é o verdadeiro motor do crescimento da economia.
A Reforma Tributária passou com muita velocidade na Câmara. Tudo foi feito às pressas para que o texto fosse aprovado antes do recesso, gerando muita crítica quanto ao método utilizado no tratamento de um assunto tão importante.
Contudo, em meio a todo esse turbilhão, uma outra reforma (tão significativa quanto) acabou sendo deixada de lado: a Administrativa, essencial para tornar mais eficiente e justo o serviço público, além de racionalizar os gastos com pessoal, os quais tomam uma fatia substancial dos custos totais.
Essa reestruturação viria para tratar de dois temas básicos: justiça e produtividade nos serviços do setor público e administração da escassez de recursos nos investimentos do governo.
Tanto a Reforma Tributária quanto o arcabouço fiscal propostos, e em discussão, dizem muito pouco sobre a racionalidade das despesas. A princípio, a primeira tenta ser neutra, mas, frente ao aumento da carga dos serviços, há uma grande chance de termos mais impostos. Já o segundo garante que o governo sempre gastará mais do que a inflação, numa proporção entre 0,6% e 2,5% acima do índice de preço oficial.
Assim, o objetivo da Reforma Administrativa seria otimizar essas contas, principalmente as referentes a cargos, funções e empregos. A ideia é valorizar os bons funcionários, separar os maus e diminuir o privilégio de algumas “castas” do funcionalismo, que conta com salários próximos independentemente da produtividade, sem falar dos “penduricalhos” que aumentam as cifras e tornam esses ordenados incompatíveis com a média nacional.
Além disso, a atual estrutura prende os funcionários mais eficientes em um sistema arcaico e sem méritos. É preciso uma melhor gestão dos serviços oferecidos aos cidadãos brasileiros e mais racionalidade nos dispêndios com os servidores públicos.
Aqui vale lembrar que qualquer proposta deveria levar em conta a recomendação de não mexer na estabilidade dos funcionários que já tomaram a decisão de trabalhar nos serviços públicos com essa informação do emprego estável.
Por outro lado, a fim de se evitarem perseguições políticas, novos funcionários em determinados cargos não necessitariam de estabilidade, uma vez que esta geraria incentivos perversos de produtividade.
Reformas que reorganizem o Estado, principalmente no longo prazo, são fundamentais. A Administrativa é uma delas, e deveria ser a próxima da lista. Só assim o Brasil poderá migrar para níveis de juros bem mais civilizados e permitir consumo, investimento e renda.
O incentivo do capital privado à inovação e ao desenvolvimento é o verdadeiro motor do crescimento da economia.
CONBCON 2023: Inscrições abertas do Congresso de Contabilidade
Leia mais sobre
Publicado por
Economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e membro do Conselho de Economia Empresarial e Política da mesma instituição. PhD em Economia, Relações Governamentais e Ambiente de negócios, também é professor do MBA da FIA-USP
ARTICULISTAS CONTÁBEIS
Agradecemos a sua preferência e enviaremos de forma personalizada os conteúdos que você selecionou!
Tributário
Trabalhista
Contábil
Empresarial
Previdência
Economia
Carreira
Tecnologia
Concordo com a Política de Proteção de Dados e Privacidade
RSS
O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.