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CONTABILIDADE
23/02/2022 17:45:01
1,9 mil acessos
A inovação e os desafios do setor contábil em 2022 Pexels

No ano de 2008, o Brasil se tornou uma das primeiras nações a adotar a digitalização no seu sistema tributário. Naquela época, esse passo ousado se mostrou um ótimo acerto e chegou a colocá-lo entre as principais referências globais no segmento.

No entanto, 14 anos mais tarde, o país foi apontado como o mais burocrático do mundo pelo estudo divulgado pela Global Business Complexity Index (Índice Global de Complexidade Corporativa).

Num primeiro momento, é bastante complicado entender como essas duas realidades tão distintas acabaram ocorrendo neste intervalo de tempo. Porém, numa análise minuciosa é possível compreender como esse cenário se desenvolveu.

Atualmente, por exemplo, o Brasil conta com dez tipos de notas fiscais eletrônicas disponíveis e a soma dos reportes fiscais mensais já somam mais de 62 variações.

O elevado número de padrões nestes documentos geram custos altíssimos para as empresas conseguirem atuar em conformidade com o fisco brasileiro. Para se ter uma ideia, ao analisar o caso da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e), constatamos que o Brasil convive atualmente com mais de 100 formatos distintos pelo fato de não adotar um modelo fixo em todo o território nacional.

Essa falta de padronização gera um custo anual de R$ 12 bilhões para as empresas nacionais, de acordo com estimativas do economista Paulo Zirnberger. Isso sem contar que apenas uma parcela pequena dos municípios do país possuem uma plataforma digital que facilite a emissão dessas notas, dificultando ainda mais o processo.

Apesar desse cenário nebuloso, no entanto, o alento positivo é encontrado nas soluções desenvolvidas pelo mercado corporativo.

Nos últimos anos, algumas empresas se dispuseram a ajudar outras corporações no combate à burocracia fiscal, como o caso de uma startup que facilitou toda a parte de automação e gerenciamento de NFes por meio de uma plataforma na nuvem.

Ao disponibilizar o acesso a todos os agentes envolvidos na operação fiscal, as companhias conseguem angariar benefícios importantes em relação à praticidade e organização de seus processos, possibilitando uma dinâmica muito mais eficiente aos seus funcionários, além de garantir um ambiente seguro às informações.

Ajuda bem-vinda

Após a plataforma se tornar extremamente relevante na padronização de processos na área contábil, outra inovação desenvolvida pela startup promete facilitar ainda mais a vida dos gestores. Ao chegar qualquer NFe no software, o tomador de decisão passa a contar também com inteligência de dados de cada um dos documentos.

Com isso, há uma democratização das informações e elas podem ser distribuídas diretamente para os setores responsáveis.

Por exemplo: o almoxarifado poderá checar na nota se um produto descrito nela está em estoque, já o departamento financeiro irá conseguir verificar a data de pagamento para um determinado fornecedor por meio dos documentos anteriores, entre outras possibilidades.

Com o auxílio da plataforma, tais informações serão distribuídas de maneira assertiva para cada um dos setores responsáveis, gerando economia de tempo e de custos.

Não pode parar

Se esse processo de digitalização da área já seria algo natural e esperado para os próximos anos, a pandemia do coronavírus acelerou ainda mais esse movimento. No entanto, outras soluções precisam estar alinhadas a essa tendência para que a transformação de fato ocorra.

Citando como exemplo o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) , o Brasil hoje necessita de outras plataformas digitais que também possam contribuir para o processo de digitalização do setor fiscal, o que simbolizaria mudanças importantes também para o segmento contábil.

Uma das propostas mais interessantes nesse sentido é a criação da Nota Fiscal Brasil Eletrônica (NFB-e.), atualmente em análise no Congresso Nacional. Sugerida pela Associação Brasileira de Tecnologia para o Comércio e Serviços (AFRAC). 

O projeto simplificaria muito o processo, uma vez que o sistema irá concentrar, num único documento, as informações que precisam ser prestadas pelas empresas a municípios, Estados e União documento padronizado com as informações necessárias para empresas, municípios, Estado e União, diminuindo em R$ 150 bilhões o custo anual da burocracia tributária no país. 

Tal iniciativa é um exemplo claro de uma ação imprescindível para os próximos anos, já que representa um avanço enorme na complexidade fiscal do país, além de garantir um impacto extremamente positivo no modo de atuação do setor contábil.

A verdade é que todas as ações que combatem o status quo terão impactos positivos na geração de novos negócios.

Além da implementação da tecnologia em massa, fatores externos que se alinhem a esse sentido serão de grande valia para transformar o Brasil em um país menos burocrático e mais produtivo.

Por: Isis Abbud, co-fundadora e co-CEO da Arquivei, startup que detém uma plataforma capaz de auxiliar as empresas a combater a burocracia fiscal, além de transformar dados em oportunidades de negócios.

No ano de 2008, o Brasil se tornou uma das primeiras nações a adotar a digitalização no seu sistema tributário. Naquela época, esse passo ousado se mostrou um ótimo acerto e chegou a colocá-lo entre as principais referências globais no segmento.
No entanto, 14 anos mais tarde, o país foi apontado como o mais burocrático do mundo pelo estudo divulgado pela Global Business Complexity Index (Índice Global de Complexidade Corporativa).
Num primeiro momento, é bastante complicado entender como essas duas realidades tão distintas acabaram ocorrendo neste intervalo de tempo. Porém, numa análise minuciosa é possível compreender como esse cenário se desenvolveu.
Atualmente, por exemplo, o Brasil conta com dez tipos de notas fiscais eletrônicas disponíveis e a soma dos reportes fiscais mensais já somam mais de 62 variações.
O elevado número de padrões nestes documentos geram custos altíssimos para as empresas conseguirem atuar em conformidade com o fisco brasileiro. Para se ter uma ideia, ao analisar o caso da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e), constatamos que o Brasil convive atualmente com mais de 100 formatos distintos pelo fato de não adotar um modelo fixo em todo o território nacional.
Essa falta de padronização gera um custo anual de R$ 12 bilhões para as empresas nacionais, de acordo com estimativas do economista Paulo Zirnberger. Isso sem contar que apenas uma parcela pequena dos municípios do país possuem uma plataforma digital que facilite a emissão dessas notas, dificultando ainda mais o processo.
Apesar desse cenário nebuloso, no entanto, o alento positivo é encontrado nas soluções desenvolvidas pelo mercado corporativo.
Nos últimos anos, algumas empresas se dispuseram a ajudar outras corporações no combate à burocracia fiscal, como o caso de uma startup que facilitou toda a parte de automação e gerenciamento de NFes por meio de uma plataforma na nuvem.
Ao disponibilizar o acesso a todos os agentes envolvidos na operação fiscal, as companhias conseguem angariar benefícios importantes em relação à praticidade e organização de seus processos, possibilitando uma dinâmica muito mais eficiente aos seus funcionários, além de garantir um ambiente seguro às informações.
Após a plataforma se tornar extremamente relevante na padronização de processos na área contábil, outra inovação desenvolvida pela startup promete facilitar ainda mais a vida dos gestores. Ao chegar qualquer NFe no software, o tomador de decisão passa a contar também com inteligência de dados de cada um dos documentos.
Com isso, há uma democratização das informações e elas podem ser distribuídas diretamente para os setores responsáveis.
Por exemplo: o almoxarifado poderá checar na nota se um produto descrito nela está em estoque, já o departamento financeiro irá conseguir verificar a data de pagamento para um determinado fornecedor por meio dos documentos anteriores, entre outras possibilidades.
Com o auxílio da plataforma, tais informações serão distribuídas de maneira assertiva para cada um dos setores responsáveis, gerando economia de tempo e de custos.
Se esse processo de digitalização da área já seria algo natural e esperado para os próximos anos, a pandemia do coronavírus acelerou ainda mais esse movimento. No entanto, outras soluções precisam estar alinhadas a essa tendência para que a transformação de fato ocorra.
Citando como exemplo o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) , o Brasil hoje necessita de outras plataformas digitais que também possam contribuir para o processo de digitalização do setor fiscal, o que simbolizaria mudanças importantes também para o segmento contábil.
Uma das propostas mais interessantes nesse sentido é a criação da Nota Fiscal Brasil Eletrônica (NFB-e.), atualmente em análise no Congresso Nacional. Sugerida pela Associação Brasileira de Tecnologia para o Comércio e Serviços (AFRAC). 
O projeto simplificaria muito o processo, uma vez que o sistema irá concentrar, num único documento, as informações que precisam ser prestadas pelas empresas a municípios, Estados e União documento padronizado com as informações necessárias para empresas, municípios, Estado e União, diminuindo em R$ 150 bilhões o custo anual da burocracia tributária no país. 
Tal iniciativa é um exemplo claro de uma ação imprescindível para os próximos anos, já que representa um avanço enorme na complexidade fiscal do país, além de garantir um impacto extremamente positivo no modo de atuação do setor contábil.
A verdade é que todas as ações que combatem o status quo terão impactos positivos na geração de novos negócios.
Além da implementação da tecnologia em massa, fatores externos que se alinhem a esse sentido serão de grande valia para transformar o Brasil em um país menos burocrático e mais produtivo.
Por: Isis Abbud, co-fundadora e co-CEO da Arquivei, startup que detém uma plataforma capaz de auxiliar as empresas a combater a burocracia fiscal, além de transformar dados em oportunidades de negócios.
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