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Estudo
04/05/2022 10:45:01
350 acessos
Auxílio Brasil: fila de espera volta a crescer e somou mais de 1 milhão de famílias em fevereiro Pixabay

A fila de espera para entrar no programa do Auxílio Brasil voltou a crescer. Um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostrou que 1.050.295 famílias que atendem aos requisitos para receber o benefício não tiveram acesso a ele em fevereiro deste ano.

O Ministério da Cidadania divulgou que no início de 2022, essa fila havia sido zerada, mas a chamada demanda reprimida teve um salto em relação a janeiro, quando o número de famílias à espera era de 434.421.

Para receber o benefício, as famílias precisam atender às condições do programa e estar inscritas no Cadastro Único. 

Não é preciso se inscrever para o benefício, pois o governo avalia dentro do CadÚnico os elegíveis. A demanda reprimida, assim, leva em conta o número de inscritos no Cadastro que se enquadram para o recebimento.

Em comparação com o segundo semestre de 2021, no entanto, houve queda acentuada na ‘fila’, que coincide com a inclusão de cerca de 3 milhões de famílias dentro do programa entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, logo após o governo transformar o Bolsa Família em Auxílio Brasil.

No mês de julho de 2021, havia uma demanda por acesso ao programa (então Bolsa Família) de 2,41 milhões de famílias. Já em novembro de 2021 o número saltou para mais de 3,18 milhões – aumento de 32% em 4 meses.

Por outro lado, em janeiro, o número de famílias à espera do benefício teve uma queda considerável de 86,4%, para 434,2 mil, com a inclusão das 3 milhões de famílias no programa. 

E, em fevereiro, ocorreu um salto de 142% no número de famílias sem acesso ao benefício, passando para mais de 1 milhão.

Concessão do Auxílio Brasil por regiões

Segundo levantamento, a região com maior incidência de espera por concessão do auxílio em janeiro era o Sudeste, com 183.753, seguida pelo Nordeste (124.519).

São Paulo era o estado com o maior número de famílias que tinham direito a receber mas não estavam dentro do programa: 90.793, seguido por Minas Gerais (43.689), Rio de Janeiro (40.007), Bahia (32.384) e Pernambuco (26.355).

A CNM ainda não tem os dados detalhados de fevereiro por estados e municípios.

Mais de 19 milhões de famílias deveriam estar no programa

O estudo mostra que, em julho de 2021, havia mais de 25 milhões de famílias cadastradas no Cadastro Único, e aproximadamente 19,1 milhões atendiam aos requisitos para receber o benefício. Ou seja, 76% das famílias brasileiras inscritas no CadÚnico deveriam estar incluídas no programa de transferência de renda. No entanto, o número de beneficiários era de 16,7 milhões, segundo a CNM.

Já em novembro, 17,6 milhões de famílias tinham perfil para estar no programa social, mas apenas 14,5 milhões recebiam a transferência de renda. Em comparação a julho, há uma queda de 2,18 milhões de beneficiários. E a demanda reprimida era de quase 3,2 milhões de famílias – acréscimo de 773,5 mil famílias em relação ao mês de julho.

Já em janeiro, o número de famílias beneficiadas passou de 14,5 milhões para 17,5 milhões. Segundo a CNM, o ideal seria que o programa tivesse naquele mês mais de 18 milhões de famílias contempladas para zerar a fila. Com isso, a demanda reprimida chegou a perto de meio milhão de famílias.

Em fevereiro, houve a inclusão de 556 mil famílias no Auxílio Brasil, chegando a 18,05 milhões. No entanto, o ideal seria que o número fosse de 19,1 milhões, ou seja, a demanda reprimida chega a 1,05 milhão de famílias. Com isso, o número de famílias que deveriam estar no programa se igualou ao de julho de 2021.

Para a elaboração do estudo, foram usados dados do Cecad, ferramenta que possibilita a consulta, a seleção e a extração de informações do Cadastro Único (CadÚnico) e permite conhecer as características socioeconômicas das famílias e das pessoas incluídas no cadastro.

O CadÚnico é o principal instrumento para a seleção e a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais como o antigo Bolsa Família e o atual Auxílio Brasil.

O estudo usou os dados de quantidade de famílias e indivíduos inscritos no Cadastro Único que possuem perfil para o benefício social e dos beneficiários efetivos dos dois programas. Desse cruzamento chegou-se à demanda reprimida, ou seja, famílias que deveriam estar recebendo o benefício por estarem dentro do perfil dos programas, mas não foram incluídas.

Fonte: com informações do g1

A fila de espera para entrar no programa do Auxílio Brasil voltou a crescer. Um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostrou que 1.050.295 famílias que atendem aos requisitos para receber o benefício não tiveram acesso a ele em fevereiro deste ano.
O Ministério da Cidadania divulgou que no início de 2022, essa fila havia sido zerada, mas a chamada demanda reprimida teve um salto em relação a janeiro, quando o número de famílias à espera era de 434.421.
Para receber o benefício, as famílias precisam atender às condições do programa e estar inscritas no Cadastro Único. 
Não é preciso se inscrever para o benefício, pois o governo avalia dentro do CadÚnico os elegíveis. A demanda reprimida, assim, leva em conta o número de inscritos no Cadastro que se enquadram para o recebimento.
Em comparação com o segundo semestre de 2021, no entanto, houve queda acentuada na ‘fila’, que coincide com a inclusão de cerca de 3 milhões de famílias dentro do programa entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, logo após o governo transformar o Bolsa Família em Auxílio Brasil.
No mês de julho de 2021, havia uma demanda por acesso ao programa (então Bolsa Família) de 2,41 milhões de famílias. Já em novembro de 2021 o número saltou para mais de 3,18 milhões – aumento de 32% em 4 meses.
Por outro lado, em janeiro, o número de famílias à espera do benefício teve uma queda considerável de 86,4%, para 434,2 mil, com a inclusão das 3 milhões de famílias no programa. 
E, em fevereiro, ocorreu um salto de 142% no número de famílias sem acesso ao benefício, passando para mais de 1 milhão.
Segundo levantamento, a região com maior incidência de espera por concessão do auxílio em janeiro era o Sudeste, com 183.753, seguida pelo Nordeste (124.519).
São Paulo era o estado com o maior número de famílias que tinham direito a receber mas não estavam dentro do programa: 90.793, seguido por Minas Gerais (43.689), Rio de Janeiro (40.007), Bahia (32.384) e Pernambuco (26.355).
A CNM ainda não tem os dados detalhados de fevereiro por estados e municípios.
O estudo mostra que, em julho de 2021, havia mais de 25 milhões de famílias cadastradas no Cadastro Único, e aproximadamente 19,1 milhões atendiam aos requisitos para receber o benefício. Ou seja, 76% das famílias brasileiras inscritas no CadÚnico deveriam estar incluídas no programa de transferência de renda. No entanto, o número de beneficiários era de 16,7 milhões, segundo a CNM.
Já em novembro, 17,6 milhões de famílias tinham perfil para estar no programa social, mas apenas 14,5 milhões recebiam a transferência de renda. Em comparação a julho, há uma queda de 2,18 milhões de beneficiários. E a demanda reprimida era de quase 3,2 milhões de famílias – acréscimo de 773,5 mil famílias em relação ao mês de julho.
Já em janeiro, o número de famílias beneficiadas passou de 14,5 milhões para 17,5 milhões. Segundo a CNM, o ideal seria que o programa tivesse naquele mês mais de 18 milhões de famílias contempladas para zerar a fila. Com isso, a demanda reprimida chegou a perto de meio milhão de famílias.
Em fevereiro, houve a inclusão de 556 mil famílias no Auxílio Brasil, chegando a 18,05 milhões. No entanto, o ideal seria que o número fosse de 19,1 milhões, ou seja, a demanda reprimida chega a 1,05 milhão de famílias. Com isso, o número de famílias que deveriam estar no programa se igualou ao de julho de 2021.
Para a elaboração do estudo, foram usados dados do Cecad, ferramenta que possibilita a consulta, a seleção e a extração de informações do Cadastro Único (CadÚnico) e permite conhecer as características socioeconômicas das famílias e das pessoas incluídas no cadastro.
O CadÚnico é o principal instrumento para a seleção e a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais como o antigo Bolsa Família e o atual Auxílio Brasil.
O estudo usou os dados de quantidade de famílias e indivíduos inscritos no Cadastro Único que possuem perfil para o benefício social e dos beneficiários efetivos dos dois programas. Desse cruzamento chegou-se à demanda reprimida, ou seja, famílias que deveriam estar recebendo o benefício por estarem dentro do perfil dos programas, mas não foram incluídas.
Fonte: com informações do g1
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