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Rússia x Ucrânia
25/02/2022 15:00:02
916 acessos
Banco Central avalia que sistema financeiro brasileiro está preparado para riscos de tensões geopolíticas Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Diante da guerra declarada entre Ucrânia e Rússia, e as repercussões sobre o cenário internacional possível pelo embate, o Banco Central (BC) se pronunciou nesta quinta-feira (24) dizendo que o sistema financeiro nacional está preparado para enfrentar eventuais riscos causados pelas “tensões geopolíticas internacionais”.

A avaliação do BC foi feita em comunicado do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), que se reuniu ontem.

O Comef acredita que o nível de exposição do sistema financeiro do Brasil aos efeitos do conflito é “baixo” e o maior risco seria uma eventual disparada do dólar, que poderia “contaminar” os ativos locais. 

Contudo, o comitê considerou que hoje a dependência dos bancos nacionais de financiamento externo é reduzida, de forma que a exposição às variações no dólar também seria baixa.

“O comitê está atento à evolução recente do cenário internacional e segue preparado para atuar, minimizando eventual contaminação desproporcional sobre os preços”, afirma em nota.

Além disso, o Comef avaliou que as instituições financeiras têm feito provisões em nível adequado. Essas reservas em dinheiro são importantes para os bancos terem recursos suficientes para fazer empréstimos.

Neste sentido, o comitê monitora a disponibilidade de crédito no mercado para evitar uma situação de escassez, o que tornaria os empréstimos e financiamentos mais caros.

Recomendações às instituições financeiras

O comitê aproveitou o comunicado para também recomendar que as instituições financeiras continuem operando de forma “prudente”, por entender que ainda restam incertezas.

Como as famílias sofreram uma queda na renda disponível para pagar dívidas, o comitê ressalta a importância de os bancos emprestarem dinheiro com precaução.

Impacto na dívida pública

Quanto à repercussão da tensão internacional nos juros da dívida do governo, o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, afirmou nesta quinta-feira (24) que o Brasil está preparado para lidar com o impacto da instabilidade dos mercados internacionais.

“O Brasil está bem estruturado para alguma volatilidade internacional”, afirmou o secretário.

Nesse sentido, Valle argumentou que o Tesouro possui dinheiro em caixa suficiente para cobrir toda a necessidade de financiamento do governo em 2022.

Além disso, o secretário destacou que 95% da dívida brasileira foi emitida em reais, portanto, não se afeta diretamente pela variação no dólar.

“A gente acompanha o mercado permanentemente e estamos muito atentos, tomaremos as medidas que forem necessárias”, disse Valle.

Fonte: com informações do g1

Diante da guerra declarada entre Ucrânia e Rússia, e as repercussões sobre o cenário internacional possível pelo embate, o Banco Central (BC) se pronunciou nesta quinta-feira (24) dizendo que o sistema financeiro nacional está preparado para enfrentar eventuais riscos causados pelas “tensões geopolíticas internacionais”.
A avaliação do BC foi feita em comunicado do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), que se reuniu ontem.
O Comef acredita que o nível de exposição do sistema financeiro do Brasil aos efeitos do conflito é “baixo” e o maior risco seria uma eventual disparada do dólar, que poderia “contaminar” os ativos locais. 
Contudo, o comitê considerou que hoje a dependência dos bancos nacionais de financiamento externo é reduzida, de forma que a exposição às variações no dólar também seria baixa.
“O comitê está atento à evolução recente do cenário internacional e segue preparado para atuar, minimizando eventual contaminação desproporcional sobre os preços”, afirma em nota.
Além disso, o Comef avaliou que as instituições financeiras têm feito provisões em nível adequado. Essas reservas em dinheiro são importantes para os bancos terem recursos suficientes para fazer empréstimos.
Neste sentido, o comitê monitora a disponibilidade de crédito no mercado para evitar uma situação de escassez, o que tornaria os empréstimos e financiamentos mais caros.
O comitê aproveitou o comunicado para também recomendar que as instituições financeiras continuem operando de forma “prudente”, por entender que ainda restam incertezas.
Como as famílias sofreram uma queda na renda disponível para pagar dívidas, o comitê ressalta a importância de os bancos emprestarem dinheiro com precaução.
Quanto à repercussão da tensão internacional nos juros da dívida do governo, o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, afirmou nesta quinta-feira (24) que o Brasil está preparado para lidar com o impacto da instabilidade dos mercados internacionais.
“O Brasil está bem estruturado para alguma volatilidade internacional”, afirmou o secretário.
Nesse sentido, Valle argumentou que o Tesouro possui dinheiro em caixa suficiente para cobrir toda a necessidade de financiamento do governo em 2022.
Além disso, o secretário destacou que 95% da dívida brasileira foi emitida em reais, portanto, não se afeta diretamente pela variação no dólar.
“A gente acompanha o mercado permanentemente e estamos muito atentos, tomaremos as medidas que forem necessárias”, disse Valle.
Fonte: com informações do g1
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