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Economia
24/08/2022 16:00:01
1,3 mil acessos
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Financiamentos do programa Casa Verde e Amarela devem começar a ser ofertados a partir de setembro com prazo de pagamento de até 35 anos. Hoje, o prazo máximo da operação é de 30 anos.
A informação foi dada ao Estadão/Broadcast pelo diretor executivo de habitação da Caixa, Rodrigo Wermelinger.
“A medida vai ajudar a colocar mais gente para dentro desse mercado”, afirmou ele, após participar de um debate sobre habitação popular com empresários no Sindicato da Habitação (Secovi-SP), em São Paulo.
Segundo Wermelinger, é esperada para hoje a publicação de uma medida provisória pelo governo federal ampliando o prazo limite para financiamentos imobiliários com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) , de 30 para 35 anos. O Casa Verde Amarela é o principal destino dos recursos do fundo.
O banco estatal já trabalha com prazo de financiamento de 35 anos fora do programa habitacional, em linhas de crédito que contam com recursos da caderneta de poupança.
A nova medida é bastante aguardada por empresários do setor da construção, pois o aumento no prazo de pagamento no CVA permitiria maior diluição do valor das parcelas do imóvel ao longo do tempo – estimulando o fechamento de novos contratos.
Desembolso
Um financiamento de R$ 200 mil em 30 anos, por exemplo, gera hoje parcelas iniciais de R$ 1.686. Esse valor cairia para R$ 1.607 (considerando uma taxa de 7% ao ano no Sistema SAC) com um prazo de financiamento de 35 anos.
O pano de fundo para a edição da nova medida provisória é a disparada nos custos de construção, que fez muitos empresários suspenderem lançamentos de projetos dentro do programa habitacional porque as contas não fechavam mais.
A partir daí, houve uma articulação dos empresários no governo federal e no conselho do FGTS para aumentar subsídios à população atendida pelo CVA, reduzir taxas de juros e ampliar a faixa de renda dos beneficiários.
O diretor de habitação da Caixa disse que não espera grandes dificuldades operacionais com o prazo ampliado nas linhas do FGTS.
“A nossa carteira de crédito imobiliário é paga pelos clientes em dez anos, em média. Sempre que ganham o décimo terceiro ou um dinheiro extra, procuram amortizar”, contou.
Na média, a inadimplência na carteira habitacional é inferior a 2%. Wermelinger não abre o dado das linhas do FGTS, mas disse que estão controladas e não são motivo de preocupação.
A Caixa hoje responde por 99,9% dos empréstimos com recursos do FGTS. Até 2014, a sua participação era de 80%, ficando a fatia restante com o Banco do Brasil, que foi saindo aos poucos do ramo. De janeiro a julho, as contratações da Caixa no segmento atingiram R$ 34,8 bilhões.
Fonte: com informações do Estadão
Financiamentos do programa Casa Verde e Amarela devem começar a ser ofertados a partir de setembro com prazo de pagamento de até 35 anos. Hoje, o prazo máximo da operação é de 30 anos.
A informação foi dada ao Estadão/Broadcast pelo diretor executivo de habitação da Caixa, Rodrigo Wermelinger.
“A medida vai ajudar a colocar mais gente para dentro desse mercado”, afirmou ele, após participar de um debate sobre habitação popular com empresários no Sindicato da Habitação (Secovi-SP), em São Paulo.
Segundo Wermelinger, é esperada para hoje a publicação de uma medida provisória pelo governo federal ampliando o prazo limite para financiamentos imobiliários com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) , de 30 para 35 anos. O Casa Verde Amarela é o principal destino dos recursos do fundo.
O banco estatal já trabalha com prazo de financiamento de 35 anos fora do programa habitacional, em linhas de crédito que contam com recursos da caderneta de poupança.
A nova medida é bastante aguardada por empresários do setor da construção, pois o aumento no prazo de pagamento no CVA permitiria maior diluição do valor das parcelas do imóvel ao longo do tempo – estimulando o fechamento de novos contratos.
Um financiamento de R$ 200 mil em 30 anos, por exemplo, gera hoje parcelas iniciais de R$ 1.686. Esse valor cairia para R$ 1.607 (considerando uma taxa de 7% ao ano no Sistema SAC) com um prazo de financiamento de 35 anos.
O pano de fundo para a edição da nova medida provisória é a disparada nos custos de construção, que fez muitos empresários suspenderem lançamentos de projetos dentro do programa habitacional porque as contas não fechavam mais.
A partir daí, houve uma articulação dos empresários no governo federal e no conselho do FGTS para aumentar subsídios à população atendida pelo CVA, reduzir taxas de juros e ampliar a faixa de renda dos beneficiários.
O diretor de habitação da Caixa disse que não espera grandes dificuldades operacionais com o prazo ampliado nas linhas do FGTS.
“A nossa carteira de crédito imobiliário é paga pelos clientes em dez anos, em média. Sempre que ganham o décimo terceiro ou um dinheiro extra, procuram amortizar”, contou.
Na média, a inadimplência na carteira habitacional é inferior a 2%. Wermelinger não abre o dado das linhas do FGTS, mas disse que estão controladas e não são motivo de preocupação.
A Caixa hoje responde por 99,9% dos empréstimos com recursos do FGTS. Até 2014, a sua participação era de 80%, ficando a fatia restante com o Banco do Brasil, que foi saindo aos poucos do ramo. De janeiro a julho, as contratações da Caixa no segmento atingiram R$ 34,8 bilhões.
Fonte: com informações do Estadão
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Jornalista e editora do Portal Contábeis l Instagram: @anandasantos.c
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