O Fórum Contábeis reúne o maior acervo de conteúdo contábil atualizado e com discussães que promovem um crescimento em geral de toda a comunidade contábil. Conheça e comece a fazer parte da nossa comunidade!
Veja quais tópicos são os mais discutidos nos últimos 10 dias.
Veja em tempo real, os últimos tópicos postados no fórum.
Contribua interagindo com tópicos não respondidos.
Utilize nossas editorias para se informar com um conteúdo atualizado diariamente e diretamente voltado para seu interesse. No portal contábeis você tem a certeza de que pode encontrar o suporte de informação necessário para voce ter ainda mais sucesso profissional.
Envie sua matéria, publique seu artigo e compartilhe com milhares de visitantes todos os dias.
Nossos especialistas discutem os assuntos mais relevantes da atualidade.
Ferramentas que ajudam o profissional contábil, empreendedores e acadêmicos
Encontre o anexo e calcule a alíquota da atividade de sua empresa através da descrição ou do CNAE.
O portal contábeis é feito para profissionais como você, que procuram informação de qualidade e uma comunidade ativa e pronta para discutir, opinar e participar de tudo o que envolve o mundo contábil.
Compartilhe seu conhecimento para visitantes todos os dias.
TENDÊNCIAS
25/02/2022 18:30:06
953 acessos
Pexels
O Brasil está na 12ª posição entre as 20 maiores economias globais pelo Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, há um panorama oposto no ranking Doing Business 2020, que revela o país na modesta 124ª posição em relação à facilidade de abertura de novos negócios.
Segundo a startup Company Hero, o fator que mais dificulta a regularização de um negócio no Brasil é a ausência de informações transparentes em um único sistema.
Com base no último relatório do Redesim, sistema criado para gestão de abertura, alteração e baixa de empresas de todo o país, Goiás é o estado com o processo de legalização de empresas mais digitalizado, levando 1 dia e 2 horas.
“Para se ter uma ideia, na Estônia, a abertura de uma empresa pode ser realizada 100% online, custa cerca de 190 euros e leva 2 horas para ser concluída”, ressalta Miklos Grof, CEO da Company Hero.
Diante desse cenário, o executivo listou as cinco principais tendências para o setor de legalização em 2022 que podem ajudar contadores e advogados e facilitar a jornada dos empresários brasileiros. Confira:
Alto investimento em tecnologia por escritórios de contabilidade e advocacia
Os setores contábil e jurídico eram tradicionalmente mais resistentes sobre a aplicação de softwares e automações em sua rotina operacional. “Até a pandemia chegar e pressionar contadores e advogados de todo o mundo a investir em tecnologia para sobreviver com seus negócios.
Agora, muitas startups estão causando uma disrupção no mercado e crescendo muito rápido, forçando essas empresas mais tradicionais a se atualizarem”, pontua Grof.
O Brasil ainda lida com outro fator: parte da rotina de cartórios, prefeituras, juntas comerciais e tribunais ainda é analógica e se mescla com sistemas pouco integrados. “Mas, nos próximos cinco anos, veremos os mercados contábil e jurídico adotando cada vez mais softwares e plataformas para lidar com a alta competitividade e expectativas dos seus clientes”, destaca.
Segundo uma pesquisa da Gartner com diversos líderes de legalização, o orçamento destas empresas destinado a softwares e tecnologia aumentou 1,5 vezes comparando 2017 e 2020. E a projeção até 2025 é que este tipo de investimento aumente 3 vezes.
A mesma pesquisa apontou que, até 2024, o mercado legal e paralegal terá automatizado 50% do trabalho dedicado à legalização de empresas. “A integração entre plataformas privadas e dados de órgãos públicos possibilitará a contabilidades e escritórios de advocacia a automação de consultas cada vez mais ágeis de processos jurídicos, documentação de clientes e informações tributárias”, afirma o CEO.
Automatização do trabalho básico e administrativo nos escritórios contábeis e jurídicos
Uma pesquisa divulgada pela ABL2 em parceria com a Lawgile e a Future Law identificou o desafio da alta improdutividade e tempo que os advogados dedicam diariamente em certas rotinas. Mais de 35% dos entrevistados afirmou trabalhar entre 10 e 12 horas por dia.
Deste período, em média quatro horas são dedicadas ao trabalho jurídico; enquanto a maior parte do tempo é dedicada a tarefas repetitivas como responder e-mails e conversas no telefone, reuniões e consultas de documentos e informações.
“Quando o assunto é regularizar um negócio no Brasil, há quem diga que a burocracia em nosso país é uma grande bagunça, mas temos processos bem definidos. Porém, as etapas são desconexas, cheias de particularidades e com pouca transparência”, explica Grof.
“Por enquanto, ainda lidamos com dados isolados e sistemas com tecnologia desatualizada que não se integram, gerando muitas etapas e validações de diferentes órgãos públicos em instâncias municipais, estaduais e federais para formalizar um CNPJ”, completa.
Atualmente, a tecnologia aplicada à área de legalização está avançando mais rapidamente no setor privado. “Para escalar o atendimento a mais empreendedores e eliminar a improdutividade, plataformas como a da Company Hero, ClickSign, Omie e Conta Azul, com auxílio de bots e integrações, apoiam contadores e advogados para reduzir drasticamente o desperdício de tempo com processos manuais e repetitivos de seus funcionários”, destaca.
Foco na experiência e comunicação digital com o cliente
“Nos últimos 10 anos, bancos digitais, empresas de saúde e bem-estar e comércio eletrônico nos acostumaram a comprar e consumir com a facilidade e agilidade que a tecnologia traz à nossa rotina. E a pandemia abriu ainda mais espaço para a tecnologia moldar definitivamente o nosso modo de trabalhar e fazer negócios”, pontua o CEO.
Advogados e contadores são cada vez mais cobrados por seus clientes não só pela agilidade na prestação dos serviços, mas pela comunicação remota e ágil. “Da mesma forma que reserva hospedagem, paga boleto e pede comida 100% online, o empresário da era digital quer gerenciar, remotamente e em tempo real, o status de um protocolo, documento, certidão ou processo legal da sua empresa”, ressalta.
Em resposta a essa demanda, os contadores e advogados que desejam aumentar receita e produtividade precisam garantir agilidade, transparência e eficiência na comunicação e na experiência que oferecem a estes clientes.
Dados integrados em nuvem e protegidos com blockchain
Durante a pandemia, escritórios de contabilidade e advocacia tiveram que lidar com a transição para o remoto, maior competitividade e alta cobrança de seus clientes por assertividade na prestação dos serviços com o melhor custo-benefício.
A exemplo de outros nichos da economia, o setor de legalização segue a tendência de data driven. Até 2024, segundo a Gartner, estima-se que 20% dos profissionais do setor que atuam em escritórios especializados serão substituídos por outros especialistas em inovação, tecnologia e inteligência de dados.
“Toda essa avalanche de dados de empresas e clientes, naturalmente, aponta o alerta para a cibersegurança. Atrelada ao setor financeiro pelo crescimento das criptomoedas, a tecnologia Blockchain será cada vez mais aplicada, começando por contratos e documentos ‘inteligentes’ de pessoas físicas e jurídicas. Veremos maior agilidade, transparência e confiabilidade dos processos legais e paralegais, com documentos criptografados que não poderão ser excluídos nem sofrer intervenção por humanos”, explica o CEO.
Identidade e assinatura digital
Identidade digital é um recurso que centraliza documentos, biometria e dados individuais em um único cadastro. A Estônia é o país com maior aderência a este modelo de identidade digital com um sistema implementado em 1991.
Cerca de 98% da população possui a identidade digital e sua aplicação no cotidiano é bastante ampla: certidão de nascimento, habilitação de motorista, voto eleitoral, histórico médico, declaração tributária, transações financeiras e a abertura de uma empresa são informações unificadas em um cadastro.
Startups têm investido em tecnologias de identidade e assinatura eletrônica de documentos, como Soluti, Unico ID, CertiSign e ClickSign. “O caso Estônia prova o potencial desta tendência com maior eficiência da gestão integrada de informações público-privadas. Desta forma, recursos governamentais que seriam despendidos com burocracia analógica podem ser usados em educação e serviços para a aplicação”, pontua o CEO.
Fonte: Company Hero
O Brasil está na 12ª posição entre as 20 maiores economias globais pelo Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, há um panorama oposto no ranking Doing Business 2020, que revela o país na modesta 124ª posição em relação à facilidade de abertura de novos negócios.
Segundo a startup Company Hero, o fator que mais dificulta a regularização de um negócio no Brasil é a ausência de informações transparentes em um único sistema.
Com base no último relatório do Redesim, sistema criado para gestão de abertura, alteração e baixa de empresas de todo o país, Goiás é o estado com o processo de legalização de empresas mais digitalizado, levando 1 dia e 2 horas.
“Para se ter uma ideia, na Estônia, a abertura de uma empresa pode ser realizada 100% online, custa cerca de 190 euros e leva 2 horas para ser concluída”, ressalta Miklos Grof, CEO da Company Hero.
Diante desse cenário, o executivo listou as cinco principais tendências para o setor de legalização em 2022 que podem ajudar contadores e advogados e facilitar a jornada dos empresários brasileiros. Confira:
Os setores contábil e jurídico eram tradicionalmente mais resistentes sobre a aplicação de softwares e automações em sua rotina operacional. “Até a pandemia chegar e pressionar contadores e advogados de todo o mundo a investir em tecnologia para sobreviver com seus negócios.
Agora, muitas startups estão causando uma disrupção no mercado e crescendo muito rápido, forçando essas empresas mais tradicionais a se atualizarem”, pontua Grof.
O Brasil ainda lida com outro fator: parte da rotina de cartórios, prefeituras, juntas comerciais e tribunais ainda é analógica e se mescla com sistemas pouco integrados. “Mas, nos próximos cinco anos, veremos os mercados contábil e jurídico adotando cada vez mais softwares e plataformas para lidar com a alta competitividade e expectativas dos seus clientes”, destaca.
Segundo uma pesquisa da Gartner com diversos líderes de legalização, o orçamento destas empresas destinado a softwares e tecnologia aumentou 1,5 vezes comparando 2017 e 2020. E a projeção até 2025 é que este tipo de investimento aumente 3 vezes.
A mesma pesquisa apontou que, até 2024, o mercado legal e paralegal terá automatizado 50% do trabalho dedicado à legalização de empresas. “A integração entre plataformas privadas e dados de órgãos públicos possibilitará a contabilidades e escritórios de advocacia a automação de consultas cada vez mais ágeis de processos jurídicos, documentação de clientes e informações tributárias”, afirma o CEO.
Uma pesquisa divulgada pela ABL2 em parceria com a Lawgile e a Future Law identificou o desafio da alta improdutividade e tempo que os advogados dedicam diariamente em certas rotinas. Mais de 35% dos entrevistados afirmou trabalhar entre 10 e 12 horas por dia.
Deste período, em média quatro horas são dedicadas ao trabalho jurídico; enquanto a maior parte do tempo é dedicada a tarefas repetitivas como responder e-mails e conversas no telefone, reuniões e consultas de documentos e informações.
“Quando o assunto é regularizar um negócio no Brasil, há quem diga que a burocracia em nosso país é uma grande bagunça, mas temos processos bem definidos. Porém, as etapas são desconexas, cheias de particularidades e com pouca transparência”, explica Grof.
“Por enquanto, ainda lidamos com dados isolados e sistemas com tecnologia desatualizada que não se integram, gerando muitas etapas e validações de diferentes órgãos públicos em instâncias municipais, estaduais e federais para formalizar um CNPJ”, completa.
Atualmente, a tecnologia aplicada à área de legalização está avançando mais rapidamente no setor privado. “Para escalar o atendimento a mais empreendedores e eliminar a improdutividade, plataformas como a da Company Hero, ClickSign, Omie e Conta Azul, com auxílio de bots e integrações, apoiam contadores e advogados para reduzir drasticamente o desperdício de tempo com processos manuais e repetitivos de seus funcionários”, destaca.
“Nos últimos 10 anos, bancos digitais, empresas de saúde e bem-estar e comércio eletrônico nos acostumaram a comprar e consumir com a facilidade e agilidade que a tecnologia traz à nossa rotina. E a pandemia abriu ainda mais espaço para a tecnologia moldar definitivamente o nosso modo de trabalhar e fazer negócios”, pontua o CEO.
Advogados e contadores são cada vez mais cobrados por seus clientes não só pela agilidade na prestação dos serviços, mas pela comunicação remota e ágil. “Da mesma forma que reserva hospedagem, paga boleto e pede comida 100% online, o empresário da era digital quer gerenciar, remotamente e em tempo real, o status de um protocolo, documento, certidão ou processo legal da sua empresa”, ressalta.
Em resposta a essa demanda, os contadores e advogados que desejam aumentar receita e produtividade precisam garantir agilidade, transparência e eficiência na comunicação e na experiência que oferecem a estes clientes.
Durante a pandemia, escritórios de contabilidade e advocacia tiveram que lidar com a transição para o remoto, maior competitividade e alta cobrança de seus clientes por assertividade na prestação dos serviços com o melhor custo-benefício.
A exemplo de outros nichos da economia, o setor de legalização segue a tendência de data driven. Até 2024, segundo a Gartner, estima-se que 20% dos profissionais do setor que atuam em escritórios especializados serão substituídos por outros especialistas em inovação, tecnologia e inteligência de dados.
“Toda essa avalanche de dados de empresas e clientes, naturalmente, aponta o alerta para a cibersegurança. Atrelada ao setor financeiro pelo crescimento das criptomoedas, a tecnologia Blockchain será cada vez mais aplicada, começando por contratos e documentos ‘inteligentes’ de pessoas físicas e jurídicas. Veremos maior agilidade, transparência e confiabilidade dos processos legais e paralegais, com documentos criptografados que não poderão ser excluídos nem sofrer intervenção por humanos”, explica o CEO.
Identidade digital é um recurso que centraliza documentos, biometria e dados individuais em um único cadastro. A Estônia é o país com maior aderência a este modelo de identidade digital com um sistema implementado em 1991.
Cerca de 98% da população possui a identidade digital e sua aplicação no cotidiano é bastante ampla: certidão de nascimento, habilitação de motorista, voto eleitoral, histórico médico, declaração tributária, transações financeiras e a abertura de uma empresa são informações unificadas em um cadastro.
Startups têm investido em tecnologias de identidade e assinatura eletrônica de documentos, como Soluti, Unico ID, CertiSign e ClickSign. “O caso Estônia prova o potencial desta tendência com maior eficiência da gestão integrada de informações público-privadas. Desta forma, recursos governamentais que seriam despendidos com burocracia analógica podem ser usados em educação e serviços para a aplicação”, pontua o CEO.
Fonte: Company Hero
Inscreva-se no Telegram do Contábeis e não perca nenhuma notícia
Publicado por
RSS
O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.