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AUMENTO DE 1 PONTO PERCENTUAL
17/03/2022 09:03:20
711 acessos
Taxa Selic: Copom eleva juros básicos para 11,75% ao ano e já prevê novos aumentos Pixabay

Atingindo seu maior nível desde abril de 2017, a taxa Selic foi mais uma vez reajustada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), elevando os juros básicos da economia de 10,75% para 11,75% ao ano.

O aumento de 1 ponto percentual foi anunciado nesta quarta-feira (16), após a segunda reunião do Copom do ano, que acontece a cada 45 dias para analisar o cenário econômico nacional e internacional, e decidir a nova taxa, principal ferramenta do governo para combater a inflação.

Nas reuniões do final do ano passado, a taxa Selic sofreu ajustes consecutivos de 1,5 ponto percentual, sendo a primeira desaceleração do aumento da taxa, e o BC justifica em comunicado que o momento exige cautela.

A decisão foi tomada em um momento de incertezas sobre o impacto da guerra da Rússia no país e na economia global, mas apesar da redução do ritmo de aumentos, novas elevações devem ser feitas nas próximas reuniões.

“Para a próxima reunião, o comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude. O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas”, destacou o texto.

Crédito mais caro

Com o nono aumento seguido, a Selic alcança 11,75% ao ano e dificulta a tomada de crédito pela população, já que encarece o crédito e desestimula a produção e consumo.

Embora ajude a controlar a inflação pelo aperto monetário, as taxas elevadas dificultam a recuperação da economia em um cenário pós-pandemia.

Inflação em 2022

A meta da inflação a ser alcançada pelo BC em 2022, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, podendo variar então entre 2% e 5%.

Não deve ser uma tarefa de fácil alcance pelo órgão, já que o Relatório de Inflação mais recente estima que para isso acontecer, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, deve ficar em 4,7% neste ano se a Selic conseguir ficar em 11,25% ao ano e o câmbio a R$5,65.

 

Atingindo seu maior nível desde abril de 2017, a taxa Selic foi mais uma vez reajustada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), elevando os juros básicos da economia de 10,75% para 11,75% ao ano.
O aumento de 1 ponto percentual foi anunciado nesta quarta-feira (16), após a segunda reunião do Copom do ano, que acontece a cada 45 dias para analisar o cenário econômico nacional e internacional, e decidir a nova taxa, principal ferramenta do governo para combater a inflação.
Nas reuniões do final do ano passado, a taxa Selic sofreu ajustes consecutivos de 1,5 ponto percentual, sendo a primeira desaceleração do aumento da taxa, e o BC justifica em comunicado que o momento exige cautela.
A decisão foi tomada em um momento de incertezas sobre o impacto da guerra da Rússia no país e na economia global, mas apesar da redução do ritmo de aumentos, novas elevações devem ser feitas nas próximas reuniões.
“Para a próxima reunião, o comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude. O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas”, destacou o texto.
Com o nono aumento seguido, a Selic alcança 11,75% ao ano e dificulta a tomada de crédito pela população, já que encarece o crédito e desestimula a produção e consumo.
Embora ajude a controlar a inflação pelo aperto monetário, as taxas elevadas dificultam a recuperação da economia em um cenário pós-pandemia.
A meta da inflação a ser alcançada pelo BC em 2022, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, podendo variar então entre 2% e 5%.
Não deve ser uma tarefa de fácil alcance pelo órgão, já que o Relatório de Inflação mais recente estima que para isso acontecer, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, deve ficar em 4,7% neste ano se a Selic conseguir ficar em 11,25% ao ano e o câmbio a R$5,65.
 
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Jornalista
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