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DIVERSIDADE CORPORATIVA
22/03/2022 18:15:01
127 acessos
Pexels
Convido-lhe a acessar uma nova guia e digitar na aba de buscas do seu navegador “CEO”, “empresário” ou “empreendedor”, notou algo semelhante entre as buscas?
Pode parecer algo simples, mas as imagens de homens cis brancos de terno que bombardearam os resultados das consultas que você realizou vão muito além de uma coincidência do retorno algorítmico do navegador.
Nossa sociedade foi historicamente construída para associarmos cargos e funções de poder a homens brancos héteros cisgêneros.
O patriarcado como conhecemos começou muitos antes do Brasil ser invadido por colonizadores de todo o globo, já se tratava de uma realidade em diversas nações pelo mundo antes do ano de 1500, com ênfase no continente europeu.
Atualmente podemos observar que os reflexos desse sistema cis branco heteronormativo ecoa até os dias de hoje nas relações de poder, seja na política, nas instituições públicas e privadas e nas empresas de todo o país.
Corpos que não correspondem a essa expectativa, sendo: mulheres, negros, LGBTQIAP+, indígenas e PCDs são menorizados de diversas formas. E por qual motivo? Simples, manter o patriarca conservador no poder.
Isso significa que não pode se ter homens brancos cis héteros no poder? Não, significa que é preciso questionar o motivo do Brasil, um país onde mais de 50% da população é negra ainda a maioria dos cargos de políticos e organizacionais são ocupados por pessoas brancas.
Não precisamos ir longe, se olharmos a nossa volta, e questionarmos quantos amigos, colegas e familiares que são mulheres, negros, LGBTQIAP+, indígenas e PCDs ocupam papéis de liderança em organizações. Será muito pouco, isso se não for zero.
A história e a realidade social brasileira podem se apresentar desmotivadoras devido à ausência da diversidade nos diversos setores da sociedade.
Contudo, as novas gerações inspiradas no ativismo e movimentos passados têm encontrado várias formas de confrontar as desigualdades e a falta da diversidade nas organizações, sendo a mais conhecida a pressão comercial, marcas de diversos setores da economia não querem ter sua imagem associada a narrativas e comportamentos preconceituosos que desvalorizem seus produtos e serviços resultando em prejuízos e baixa popularidade.
Mas para não nos limitarmos a argumentos teóricos, vamos partir para os números. Em um ótimo artigo de Carolina Cavenaghi, a autora apresenta fortes argumentos para investir em diversidade nas organizações:
- 93% é a probabilidade de empresas com diversidade de gênero superarem a performance financeira de suas concorrentes. (Fonte: Mckinsey, 2020)
- 24 meses após a contratação, mulheres CFO (diretoras financeiras) geram aumento de 6% no lucro e 8% no preço das ações. (Fonte: S&P Global Market Intelligence, 2019)
- 83% dos millennials são mais engajados quando acreditam que a empresa em que trabalham têm cultura inclusiva. (Fonte: Delloite, 2015).
- 19% a mais de receita é gerada por equipes de gestão diversificadas devido à capacidade de inovação. (Fonte: BCG, 2018)
Para além das vantagens citadas pela autora, vale destacar que empresas que incluem a diversidade na cultura organizacional conseguem um maior estímulo da criatividade, aumentam o senso de pertencimento e um maior engajamento, além de reter talentos e fortalecer o employer branding resultando em uma organização com credibilidade e potencial competitivo no mercado.
Convido-lhe a acessar uma nova guia e digitar na aba de buscas do seu navegador “CEO”, “empresário” ou “empreendedor”, notou algo semelhante entre as buscas?
Pode parecer algo simples, mas as imagens de homens cis brancos de terno que bombardearam os resultados das consultas que você realizou vão muito além de uma coincidência do retorno algorítmico do navegador.
Nossa sociedade foi historicamente construída para associarmos cargos e funções de poder a homens brancos héteros cisgêneros.
O patriarcado como conhecemos começou muitos antes do Brasil ser invadido por colonizadores de todo o globo, já se tratava de uma realidade em diversas nações pelo mundo antes do ano de 1500, com ênfase no continente europeu.
Atualmente podemos observar que os reflexos desse sistema cis branco heteronormativo ecoa até os dias de hoje nas relações de poder, seja na política, nas instituições públicas e privadas e nas empresas de todo o país.
Corpos que não correspondem a essa expectativa, sendo: mulheres, negros, LGBTQIAP+, indígenas e PCDs são menorizados de diversas formas. E por qual motivo? Simples, manter o patriarca conservador no poder.
Isso significa que não pode se ter homens brancos cis héteros no poder? Não, significa que é preciso questionar o motivo do Brasil, um país onde mais de 50% da população é negra ainda a maioria dos cargos de políticos e organizacionais são ocupados por pessoas brancas.
Não precisamos ir longe, se olharmos a nossa volta, e questionarmos quantos amigos, colegas e familiares que são mulheres, negros, LGBTQIAP+, indígenas e PCDs ocupam papéis de liderança em organizações. Será muito pouco, isso se não for zero.
A história e a realidade social brasileira podem se apresentar desmotivadoras devido à ausência da diversidade nos diversos setores da sociedade.
Contudo, as novas gerações inspiradas no ativismo e movimentos passados têm encontrado várias formas de confrontar as desigualdades e a falta da diversidade nas organizações, sendo a mais conhecida a pressão comercial, marcas de diversos setores da economia não querem ter sua imagem associada a narrativas e comportamentos preconceituosos que desvalorizem seus produtos e serviços resultando em prejuízos e baixa popularidade.
Mas para não nos limitarmos a argumentos teóricos, vamos partir para os números. Em um ótimo artigo de Carolina Cavenaghi, a autora apresenta fortes argumentos para investir em diversidade nas organizações:
Para além das vantagens citadas pela autora, vale destacar que empresas que incluem a diversidade na cultura organizacional conseguem um maior estímulo da criatividade, aumentam o senso de pertencimento e um maior engajamento, além de reter talentos e fortalecer o employer branding resultando em uma organização com credibilidade e potencial competitivo no mercado.
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Publicado por
Graduado em Gestão de Recursos Humanos. Esp. em MBA em Gestão de Pessoas e Liderança; Antropologia; Psicanálise Clínica; Psicologia: Orientação Vocacional/Profissional e Terapia Cognitivo Comportamental de Alta Performance.
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