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Atuação feminina
07/04/2022 15:30:01
612 acessos
Pexels
O empreendedorismo tem sido o caminho mais viável para muitos brasileiros, desde o surgimento da pandemia de Covid-19, para tentar driblar a crise. A participação feminina nesse universo volta a dar sinais de recuperação.
Segundo um estudo do Sebrae feito a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE (PNADC), após recuar para um total de 8,6 milhões de donas de negócio, no segundo trimestre de 2020, o número de mulheres à frente de um negócio no país fechou o quarto trimestre de 2021 em 10,1 milhões, mesmo resultado alcançado no último trimestre de 2019.
Mas o levantamento também mostra que a participação das mulheres empreendedoras no universo de pequenos negócios ainda está em 34%, índice abaixo da melhor marca histórica, de 34,8%, também em 2019.
A pesquisa ainda aponta que a participação feminina entre os donos de negócios empregadores também continua abaixo do período pré-crise.
No final de 2019, havia 1,3 milhão de donas de empresas que contratavam empregados (o que representava 13,6% do total das Donas de Negócio). Já no final do ano passado, esse número havia recuado para 1,1 milhão (11,4% do universo).
Incentivo ao empreendedorismo feminino
Quando o assunto é empreendedorismo, os estudos mostram que as mulheres ainda atuam em um universo de atividades mais restrito que os homens.
Segundo o relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM) de 2020, mais da metade das empreendedoras iniciais, aquelas com empreendimento de no máximo 3,5 anos, ou seja, quase 60%, atuam em apenas seis atividades.
Já entre os homens, o número das principais atividades sobe para 14, mais do que o dobro.
Para o especialista em empreendedorismo e soluções financeiras da Brainstorm Soluções inteligentes, Enzo Ribeiro, ainda há desafios que impedem as mulheres de explorarem todo o seu potencial empreendedor.
“Os principais desafios das mulheres no empreendedorismo, acredito que ainda estão relacionados à autoconfiança que muitas vezes é baixa por falta de incentivo. Especialmente mulheres que não tem apoio da família, do marido, que não recebe incentivo nesse contexto empresarial, acaba criando uma trava, fazendo com o que ela não tenha condições para explorar seu pleno potencial”, explica.
Estudo realizado pelo Movimento Expansão, NOZ Inteligência, Plataforma Empreendedoras Maduras e o Grupo Mulheres do Brasil mostra que 74% das entrevistadas têm vontade de empreender, enquanto 24% já estão planejando um novo negócio.
Enzo afirma que há pontos na liderança feminina que podem somar e se destacar no universo empresarial e, por isso, podem impactar nos resultados frente a um negócio ou uma equipe.
“A liderança feminina geralmente é caracterizada pelos detralhes. As mulheres se preocupam mais e isso, de certa forma, vai ser um pouco mais impactante nos resultados. As mulheres têm um olhar mais crítico, mais dedicação, atenção aos detalhes, e esses são fatores que quase todas trazem pela própria natureza”, pontua.
O empreendedorismo tem sido o caminho mais viável para muitos brasileiros, desde o surgimento da pandemia de Covid-19, para tentar driblar a crise. A participação feminina nesse universo volta a dar sinais de recuperação.
Segundo um estudo do Sebrae feito a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE (PNADC), após recuar para um total de 8,6 milhões de donas de negócio, no segundo trimestre de 2020, o número de mulheres à frente de um negócio no país fechou o quarto trimestre de 2021 em 10,1 milhões, mesmo resultado alcançado no último trimestre de 2019.
Mas o levantamento também mostra que a participação das mulheres empreendedoras no universo de pequenos negócios ainda está em 34%, índice abaixo da melhor marca histórica, de 34,8%, também em 2019.
A pesquisa ainda aponta que a participação feminina entre os donos de negócios empregadores também continua abaixo do período pré-crise.
No final de 2019, havia 1,3 milhão de donas de empresas que contratavam empregados (o que representava 13,6% do total das Donas de Negócio). Já no final do ano passado, esse número havia recuado para 1,1 milhão (11,4% do universo).
Quando o assunto é empreendedorismo, os estudos mostram que as mulheres ainda atuam em um universo de atividades mais restrito que os homens.
Segundo o relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM) de 2020, mais da metade das empreendedoras iniciais, aquelas com empreendimento de no máximo 3,5 anos, ou seja, quase 60%, atuam em apenas seis atividades.
Já entre os homens, o número das principais atividades sobe para 14, mais do que o dobro.
Para o especialista em empreendedorismo e soluções financeiras da Brainstorm Soluções inteligentes, Enzo Ribeiro, ainda há desafios que impedem as mulheres de explorarem todo o seu potencial empreendedor.
“Os principais desafios das mulheres no empreendedorismo, acredito que ainda estão relacionados à autoconfiança que muitas vezes é baixa por falta de incentivo. Especialmente mulheres que não tem apoio da família, do marido, que não recebe incentivo nesse contexto empresarial, acaba criando uma trava, fazendo com o que ela não tenha condições para explorar seu pleno potencial”, explica.
Estudo realizado pelo Movimento Expansão, NOZ Inteligência, Plataforma Empreendedoras Maduras e o Grupo Mulheres do Brasil mostra que 74% das entrevistadas têm vontade de empreender, enquanto 24% já estão planejando um novo negócio.
Enzo afirma que há pontos na liderança feminina que podem somar e se destacar no universo empresarial e, por isso, podem impactar nos resultados frente a um negócio ou uma equipe.
“A liderança feminina geralmente é caracterizada pelos detralhes. As mulheres se preocupam mais e isso, de certa forma, vai ser um pouco mais impactante nos resultados. As mulheres têm um olhar mais crítico, mais dedicação, atenção aos detalhes, e esses são fatores que quase todas trazem pela própria natureza”, pontua.
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Publicado por
Jornalista
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