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Desemprego
02/06/2022 17:15:01
609 acessos
Desemprego cai para 10,5% em abril e atinge 11,3 milhões de brasileiros Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 10,5% no trimestre encerrado em abril, o menor nível desde 2016.

Contudo, o número ainda representa que a falta de trabalho ainda atinge 11,3 milhões de brasileiros, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data projetavam uma taxa de 10,9% no trimestre encerrado em abril. 

Ou seja, o resultado veio melhor que o esperado, o que indica que o mercado de trabalho segue em trajetória de recuperação apesar dos impactos da inflação na renda.

Rendimento médio

Já o rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 2.569, apresentando estabilidade frente ao trimestre anterior (R$ 2.566), mas redução de 7,9% em relação ao mesmo trimestre de 2021 (R$ 2.790), mesmo com o crescimento do número de trabalhadores empregados.

“Embora tenha havido crescimento da formalidade, não foi observada expansão do rendimento médio real do emprego com carteira assinada no setor privado. Além disso, houve queda no rendimento do setor público”, explicou a coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE,  Adriana Beringuy.

Entre as modalidades de ocupação, a maior queda no rendimento médio em um ano foi observada no setor público (-12,4%), seguido pelos empregados com carteira assinada (-4,4%) e pelos sem carteira e conta própria, ambos com recuo de -3,3%.

Já a massa de rendimento real habitual (R$ 242,9 bilhões) cresceu 1,3% frente ao trimestre anterior, beneficiada pela expansão da ocupação, mas ficou estável quando comparado com o ano anterior e segue distante do pico pré-pandemia, quando somou R$ 259,1 bilhões.

Ocupação recorde

O número de pessoas ocupadas alcançou 96,5 milhões, o maior da série histórica, iniciada em 2012, com uma alta de 1,1% (1,1 milhão de pessoas) na comparação com o trimestre de novembro a janeiro e avanço de 10,3% (9 milhões de pessoas) na comparação com o mesmo trimestre de 2021.

“Nesse trimestre, estamos diante da manutenção do processo de retração da taxa de desocupação, que vem ocorrendo desde o trimestre encerrado em julho de 2021, em função, principalmente, do avanço da população ocupada nos últimos trimestres”, destacou a coordenadora do IBGE.

A população desempregada, estimada em 11,3 milhões de pessoas, recuou 5,8% frente ao trimestre anterior, o que representa 699 mil pessoas a menos, e 25,3% (menos 3,8 milhões de pessoas desocupadas) em relação ao mesmo período do ano passado, retornando ao patamar do início de 2016. 

Trabalhadores informais

A taxa de informalidade recuou para 40,1% da população ocupada, contra 40,4% no trimestre anterior, mas ainda ficou acima da registrada no mesmo período do ano passado (39,3%), reunindo 38,7 milhões de trabalhadores informais.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (12,5 milhões de pessoas) foi o maior da série histórica do IBGE. Este contingente apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior e teve alta 20,8% (2,2 milhões de pessoas) no ano.

Trabalhadores formais

Já os trabalhadores com carteira de trabalho assinada somaram 35,2 milhões, subindo 2% (mais 690 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 11,6% (mais 3,7 milhões) na comparação anual. Segundo o IBGE, é o maior contingente com carteira desde o trimestre encerrado em abril de 2016.

O número de trabalhadores por conta própria (25,5 milhões de pessoas) manteve-se estável frente aos 3 meses anteriores, mas subiu 7,2% (mais 1,7 milhão de pessoas) em 1 ano.

“Nesse trimestre, mantém-se a trajetória de recuperação do emprego com carteira, com diversas atividades registrando expansão, principalmente no Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas e em Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas”, destacou Beringuy.

Com informações do G1

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 10,5% no trimestre encerrado em abril, o menor nível desde 2016.
Contudo, o número ainda representa que a falta de trabalho ainda atinge 11,3 milhões de brasileiros, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data projetavam uma taxa de 10,9% no trimestre encerrado em abril. 
Ou seja, o resultado veio melhor que o esperado, o que indica que o mercado de trabalho segue em trajetória de recuperação apesar dos impactos da inflação na renda.
Já o rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 2.569, apresentando estabilidade frente ao trimestre anterior (R$ 2.566), mas redução de 7,9% em relação ao mesmo trimestre de 2021 (R$ 2.790), mesmo com o crescimento do número de trabalhadores empregados.
“Embora tenha havido crescimento da formalidade, não foi observada expansão do rendimento médio real do emprego com carteira assinada no setor privado. Além disso, houve queda no rendimento do setor público”, explicou a coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE,  Adriana Beringuy.
Entre as modalidades de ocupação, a maior queda no rendimento médio em um ano foi observada no setor público (-12,4%), seguido pelos empregados com carteira assinada (-4,4%) e pelos sem carteira e conta própria, ambos com recuo de -3,3%.
Já a massa de rendimento real habitual (R$ 242,9 bilhões) cresceu 1,3% frente ao trimestre anterior, beneficiada pela expansão da ocupação, mas ficou estável quando comparado com o ano anterior e segue distante do pico pré-pandemia, quando somou R$ 259,1 bilhões.
O número de pessoas ocupadas alcançou 96,5 milhões, o maior da série histórica, iniciada em 2012, com uma alta de 1,1% (1,1 milhão de pessoas) na comparação com o trimestre de novembro a janeiro e avanço de 10,3% (9 milhões de pessoas) na comparação com o mesmo trimestre de 2021.
“Nesse trimestre, estamos diante da manutenção do processo de retração da taxa de desocupação, que vem ocorrendo desde o trimestre encerrado em julho de 2021, em função, principalmente, do avanço da população ocupada nos últimos trimestres”, destacou a coordenadora do IBGE.
A população desempregada, estimada em 11,3 milhões de pessoas, recuou 5,8% frente ao trimestre anterior, o que representa 699 mil pessoas a menos, e 25,3% (menos 3,8 milhões de pessoas desocupadas) em relação ao mesmo período do ano passado, retornando ao patamar do início de 2016. 
A taxa de informalidade recuou para 40,1% da população ocupada, contra 40,4% no trimestre anterior, mas ainda ficou acima da registrada no mesmo período do ano passado (39,3%), reunindo 38,7 milhões de trabalhadores informais.
O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (12,5 milhões de pessoas) foi o maior da série histórica do IBGE. Este contingente apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior e teve alta 20,8% (2,2 milhões de pessoas) no ano.
Já os trabalhadores com carteira de trabalho assinada somaram 35,2 milhões, subindo 2% (mais 690 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 11,6% (mais 3,7 milhões) na comparação anual. Segundo o IBGE, é o maior contingente com carteira desde o trimestre encerrado em abril de 2016.
O número de trabalhadores por conta própria (25,5 milhões de pessoas) manteve-se estável frente aos 3 meses anteriores, mas subiu 7,2% (mais 1,7 milhão de pessoas) em 1 ano.
“Nesse trimestre, mantém-se a trajetória de recuperação do emprego com carteira, com diversas atividades registrando expansão, principalmente no Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas e em Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas”, destacou Beringuy.
Com informações do G1
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