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INFLAÇÃO
15/05/2022 13:00:01
712 acessos
Pexels
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, desacelerou para 1,06% em abril na comparação com o mês anterior, informou o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (11).
O resultado foi o maior para o mês de abril desde o ano de 1996 (1,26%). Sem contar que no mês de março o índice havia ficado em 1,62%.
Ainda de acordo com o IBGE, no ano, o indicador acumula alta de 4,29% e, nos últimos 12 meses, de 12,13%, acima dos 11,30% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Em abril de 2021, a variação havia sido de 0,31%.
Responsáveis pelos números
Os principais efeitos vieram de bebidas, alimentação e dos transportes. Juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 80% do IPCA em abril.
Segundo o analista da pesquisa, André Almeida, “alimentos e transportes, que já haviam subido no mês anterior, continuaram em alta em abril. Em alimentos e bebidas, a alta foi puxada pela elevação dos preços dos alimentos para consumo no domicílio (2,59%)”.
O analista ainda afirma que houve alta de mais de 10% no leite longa vida e em componentes importantes da cesta do consumidor, tais como:
- Batata-inglesa (18,28%);
- Tomate (10,18%);
- Óleo de soja (8,24%);
- Pão francês (4,52%);
- Carnes (1,02%);
Com relação aos transportes, a alta se deu, principalmente, nos preços dos combustíveis, assim como no mês anterior, com destaque para gasolina, com alta de 2,48%.
Almeida acrescenta que “a gasolina é o subitem com maior peso no IPCA, mas os outros combustíveis também subiram. O etanol subiu 8,44%, o óleo diesel, 4,74% e ainda houve uma alta de 0,24% no gás veicular.
Segundo o IBGE, ainda houve aceleração dos grupos de saúde e cuidados pessoais (1,77%) e artigos de residência (1,53%).
Essa alta do grupo saúde e cuidados pessoais é resultado do aumento no preço dos produtos farmacêuticos (6,13%). No dia 1º de abril, foi autorizado o reajuste de até 10,89% no preço dos medicamentos.
Além disso, houve alta também nos produtos de higiene pessoal (0,85%). Já plano de saúde (-0,69%) segue com variação negativa, refletindo o reajuste negativo de 8,19% aplicado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no ano passado.
Por outro lado, o único grupo a apresentar queda no IPCA de abril foi habitação (-1,14%), devido à queda nos preços de energia elétrica (6,27%) com a mudança da bandeira de escassez hídrica para bandeira tarifária verde.
Apesar disso, foram registradas altas no gás de botijão (3,32%) e no gás encanado (1,38%).
INPC foi de 1,04% em abril
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 1,04% em abril, abaixo do registrado no mês anterior (1,71%). Foi a maior variação para um mês de abril desde 2003, quando registrou 1,38%.
No ano, o INPC acumula alta de 4,49% e, nos últimos 12 meses, de 12,74%, acima dos 11,74% dos 12 meses anteriores, informou o IBGE. Só em abril de 2021, a taxa foi de 0,38%.
Com informações da CNN Brasil
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, desacelerou para 1,06% em abril na comparação com o mês anterior, informou o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (11).
O resultado foi o maior para o mês de abril desde o ano de 1996 (1,26%). Sem contar que no mês de março o índice havia ficado em 1,62%.
Ainda de acordo com o IBGE, no ano, o indicador acumula alta de 4,29% e, nos últimos 12 meses, de 12,13%, acima dos 11,30% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Em abril de 2021, a variação havia sido de 0,31%.
Os principais efeitos vieram de bebidas, alimentação e dos transportes. Juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 80% do IPCA em abril.
Segundo o analista da pesquisa, André Almeida, “alimentos e transportes, que já haviam subido no mês anterior, continuaram em alta em abril. Em alimentos e bebidas, a alta foi puxada pela elevação dos preços dos alimentos para consumo no domicílio (2,59%)”.
O analista ainda afirma que houve alta de mais de 10% no leite longa vida e em componentes importantes da cesta do consumidor, tais como:
Com relação aos transportes, a alta se deu, principalmente, nos preços dos combustíveis, assim como no mês anterior, com destaque para gasolina, com alta de 2,48%.
Almeida acrescenta que “a gasolina é o subitem com maior peso no IPCA, mas os outros combustíveis também subiram. O etanol subiu 8,44%, o óleo diesel, 4,74% e ainda houve uma alta de 0,24% no gás veicular.
Segundo o IBGE, ainda houve aceleração dos grupos de saúde e cuidados pessoais (1,77%) e artigos de residência (1,53%).
Essa alta do grupo saúde e cuidados pessoais é resultado do aumento no preço dos produtos farmacêuticos (6,13%). No dia 1º de abril, foi autorizado o reajuste de até 10,89% no preço dos medicamentos.
Além disso, houve alta também nos produtos de higiene pessoal (0,85%). Já plano de saúde (-0,69%) segue com variação negativa, refletindo o reajuste negativo de 8,19% aplicado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no ano passado.
Por outro lado, o único grupo a apresentar queda no IPCA de abril foi habitação (-1,14%), devido à queda nos preços de energia elétrica (6,27%) com a mudança da bandeira de escassez hídrica para bandeira tarifária verde.
Apesar disso, foram registradas altas no gás de botijão (3,32%) e no gás encanado (1,38%).
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 1,04% em abril, abaixo do registrado no mês anterior (1,71%). Foi a maior variação para um mês de abril desde 2003, quando registrou 1,38%.
No ano, o INPC acumula alta de 4,49% e, nos últimos 12 meses, de 12,74%, acima dos 11,74% dos 12 meses anteriores, informou o IBGE. Só em abril de 2021, a taxa foi de 0,38%.
Com informações da CNN Brasil
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