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INSS
31/03/2022 14:30:01
783 acessos
Motorista e entregador de aplicativo terão contribuição ao INSS descontada na fonte; entenda proposta Pixabay

Motoristas e entregadores de aplicativos ganharão um novo plano previdenciário para a categoria com cobrança obrigatória de uma alíquota dos prestadores de serviço e das plataformas, segundo a proposta do governo federal para formalizar esses profissionais.

Apesar do projeto estabelecer que não há vínculo empregatício com os aplicativos, haverá descontos na fonte para esses trabalhadores, realizado pelas plataformas. 

O texto está sendo finalizado pelo Executivo e faz parte de um pacote de medidas para mudar as relações trabalhistas. 

Categoria será prestadora de serviços

Segundo pessoas que estão finalizando o texto da proposta, a ideia é deixar clara a não existência de vínculo empregatício, um dos principais temores das empresas. Por isso, esses trabalhadores seriam enquadrados na modalidade de prestador de serviço.

O sistema funcionaria na prática como o existente para os prestadores de serviço enquadrados como pessoas física: as empresas fazem o desconto na fonte e recolhem mensalmente para o INSS a contribuição do trabalhador e a patronal, que deve ser inferior aos 20% cobrados dos empregadores. Tudo seria feito pelo eSocial.

Em compensação, esses trabalhadores teriam direito à cobertura previdenciária. Inicialmente, o governo trabalhava com a possibilidade de enquadrar os trabalhadores em aplicativos no MEI, mas diante da alta inadimplência do regime, optou pelo desconto na fonte.

Maior suporte aos trabalhadores

A proposta também exige que as empresas deem suporte aos trabalhadores, oferecendo, por exemplo uma estrutura física de apoio, para carregar celular, beber água e um espaço onde possa se alimentar, por exemplo.

Pesquisa recente aponta que trabalhador de plataforma digital ganha menos de R$ 5,50 por hora e se queixa de não ter acesso a água potável e banheiro. Também não têm proteção contra acidentes, seguro de vida ou saúde e não têm contratos de trabalho justo.

O governo ainda não definiu os detalhes destes planos, como as alíquotas, tanto dos trabalhadores como dos aplicativos. A ideia é ter mais um regime exclusivo para os trabalhadores em aplicativos, com alíquota diferenciada entre prestadores de serviço e empresa. 

Segundo técnicos a par das discussões, no novo plano, a alíquota efetiva vai variar de acordo com o tipo de serviço prestado.

Será com base na renda líquida presumida e não na renda bruta, pois parte do que esses trabalhadores recebem é usada para cobrir despesas com combustível e manutenção dos veículos, como é o caso dos motoristas autônomos.

Alíquota maior ou menor que a do MEI

A parte do trabalhador pode ser maior ou menor que a do MEI dependendo do rendimento. Porém, se ele ganha mais, também terá benefícios em valor maior, enquanto no MEI, o limite é o salário mínimo. Quem faz só “bicos” vai contribuir pouco, explicou o técnico.

Atualmente, existem três planos para o trabalhador que é contribuinte individual, ou seja, que pode ser adotado por estes trabalhadores de aplicativos: 

  • completo, em que o trabalhador recolhe para o INSS 20% sobre o salário mínimo ou mais e pode ter direito à aposentadoria acima do piso nacional e por tempo de contribuição, além de outros benefícios; 
  • o modelo simplificado com alíquota fixa de 11% sobre o salário mínimo e o Microempreendedor Individual (MEI) , de 5% sobre o salário mínimo.

Estes regimes asseguram aposentadoria por idade equivalente ao mínimo e demais benefícios, como auxílio doença e pensão por morte.  

A proposta deveria ser enviada como um projeto de lei complementar ao Congresso. Ainda não há a data exata para este envio.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) existe 1,4 milhões de motoristas e entregadores vinculados às plataformas. Representantes das empresas confirmam que o plano do governo é a retenção da contribuição previdenciária dos trabalhadores na fonte, mas evitam se posicionar por considerar o tema polêmico. 

Segundo um executivo, a medida gera custo e pode encarecer o serviço para os usuários, ou dificultar que novos serviços de delivery, menores, ganhem espaço. 

Além disso, a seguridade não faz parte da pauta dos trabalhadores de aplicativos, como os motoristas por exemplo, que querem reajuste na taxa pela prestação do serviço. 

Houve manifestação de motoristas no Rio e em várias cidades nessa terça-feira e uma nova está marcada para a próxima sexta-feira.

Ainda há representantes das plataformas que temem que o debate seja contaminado pelo momento eleitoral. Alguns acreditam que esta regulamentação pode se tornar uma bandeira de candidatos, outros que o governo de Jair Bolsonaro possa ter pressa para dizer que “regularizou” um grande contingente de trabalhadores.

Procurada, a Associação Brasileira Online to Offline (O2O) — que representa algumns aplicativo e que no ano passado debatia com o governo uma forma de regulamentação dos trabalhadores — preferiu não comentar esta proposta do governo.

Fonte: com informações do O Globo

Motoristas e entregadores de aplicativos ganharão um novo plano previdenciário para a categoria com cobrança obrigatória de uma alíquota dos prestadores de serviço e das plataformas, segundo a proposta do governo federal para formalizar esses profissionais.
Apesar do projeto estabelecer que não há vínculo empregatício com os aplicativos, haverá descontos na fonte para esses trabalhadores, realizado pelas plataformas. 
O texto está sendo finalizado pelo Executivo e faz parte de um pacote de medidas para mudar as relações trabalhistas. 
Segundo pessoas que estão finalizando o texto da proposta, a ideia é deixar clara a não existência de vínculo empregatício, um dos principais temores das empresas. Por isso, esses trabalhadores seriam enquadrados na modalidade de prestador de serviço.
O sistema funcionaria na prática como o existente para os prestadores de serviço enquadrados como pessoas física: as empresas fazem o desconto na fonte e recolhem mensalmente para o INSS a contribuição do trabalhador e a patronal, que deve ser inferior aos 20% cobrados dos empregadores. Tudo seria feito pelo eSocial.
Em compensação, esses trabalhadores teriam direito à cobertura previdenciária. Inicialmente, o governo trabalhava com a possibilidade de enquadrar os trabalhadores em aplicativos no MEI, mas diante da alta inadimplência do regime, optou pelo desconto na fonte.
A proposta também exige que as empresas deem suporte aos trabalhadores, oferecendo, por exemplo uma estrutura física de apoio, para carregar celular, beber água e um espaço onde possa se alimentar, por exemplo.
Pesquisa recente aponta que trabalhador de plataforma digital ganha menos de R$ 5,50 por hora e se queixa de não ter acesso a água potável e banheiro. Também não têm proteção contra acidentes, seguro de vida ou saúde e não têm contratos de trabalho justo.
O governo ainda não definiu os detalhes destes planos, como as alíquotas, tanto dos trabalhadores como dos aplicativos. A ideia é ter mais um regime exclusivo para os trabalhadores em aplicativos, com alíquota diferenciada entre prestadores de serviço e empresa. 
Segundo técnicos a par das discussões, no novo plano, a alíquota efetiva vai variar de acordo com o tipo de serviço prestado.
Será com base na renda líquida presumida e não na renda bruta, pois parte do que esses trabalhadores recebem é usada para cobrir despesas com combustível e manutenção dos veículos, como é o caso dos motoristas autônomos.
A parte do trabalhador pode ser maior ou menor que a do MEI dependendo do rendimento. Porém, se ele ganha mais, também terá benefícios em valor maior, enquanto no MEI, o limite é o salário mínimo. Quem faz só “bicos” vai contribuir pouco, explicou o técnico.
Atualmente, existem três planos para o trabalhador que é contribuinte individual, ou seja, que pode ser adotado por estes trabalhadores de aplicativos: 
Estes regimes asseguram aposentadoria por idade equivalente ao mínimo e demais benefícios, como auxílio doença e pensão por morte.  
A proposta deveria ser enviada como um projeto de lei complementar ao Congresso. Ainda não há a data exata para este envio.
Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) existe 1,4 milhões de motoristas e entregadores vinculados às plataformas. Representantes das empresas confirmam que o plano do governo é a retenção da contribuição previdenciária dos trabalhadores na fonte, mas evitam se posicionar por considerar o tema polêmico. 
Segundo um executivo, a medida gera custo e pode encarecer o serviço para os usuários, ou dificultar que novos serviços de delivery, menores, ganhem espaço. 
Além disso, a seguridade não faz parte da pauta dos trabalhadores de aplicativos, como os motoristas por exemplo, que querem reajuste na taxa pela prestação do serviço. 
Houve manifestação de motoristas no Rio e em várias cidades nessa terça-feira e uma nova está marcada para a próxima sexta-feira.
Ainda há representantes das plataformas que temem que o debate seja contaminado pelo momento eleitoral. Alguns acreditam que esta regulamentação pode se tornar uma bandeira de candidatos, outros que o governo de Jair Bolsonaro possa ter pressa para dizer que “regularizou” um grande contingente de trabalhadores.
Procurada, a Associação Brasileira Online to Offline (O2O) — que representa algumns aplicativo e que no ano passado debatia com o governo uma forma de regulamentação dos trabalhadores — preferiu não comentar esta proposta do governo.
Fonte: com informações do O Globo
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