O Fórum Contábeis reúne o maior acervo de conteúdo contábil atualizado e com discussães que promovem um crescimento em geral de toda a comunidade contábil. Conheça e comece a fazer parte da nossa comunidade!
Veja quais tópicos são os mais discutidos nos últimos 10 dias.
Veja em tempo real, os últimos tópicos postados no fórum.
Contribua interagindo com tópicos não respondidos.
Utilize nossas editorias para se informar com um conteúdo atualizado diariamente e diretamente voltado para seu interesse. No portal contábeis você tem a certeza de que pode encontrar o suporte de informação necessário para voce ter ainda mais sucesso profissional.
Envie sua matéria, publique seu artigo e compartilhe com milhares de visitantes todos os dias.
Nossos especialistas discutem os assuntos mais relevantes da atualidade.
Ferramentas que ajudam o profissional contábil, empreendedores e acadêmicos
Encontre o anexo e calcule a alíquota da atividade de sua empresa através da descrição ou do CNAE.
O portal contábeis é feito para profissionais como você, que procuram informação de qualidade e uma comunidade ativa e pronta para discutir, opinar e participar de tudo o que envolve o mundo contábil.
Compartilhe seu conhecimento para visitantes todos os dias.
Inflação
16/06/2022 09:00:01
3,9 mil acessos
Pixabay
A nota de R$ 100, que em 1994 pagava o valor do salário mínimo e ainda sobrava troco, após 28 anos do Plano Real está valendo R$ 13,43.
Em julho de 1994, o salário mínimo era de R$ 64,79. Hoje, são necessárias 12 notas e ainda falta dinheiro para pagar o mínimo de R$ 1.212.
De acordo com cálculo feito com exclusividade pelo matemático financeiro José Dutra Vieira Sobrinho para a coluna do R7 – “O que é que eu faço, Sophia?”, a inflação, de 1º de julho de 1994 até 1º de maio de 2022, foi de 644,55%.
Na prática, isso significa que, para adquirir a mesma quantidade de mercadorias e serviços que R$ 100 compravam em 1994, o consumidor precisa desembolsar R$ 744,55.
Isso equivale a uma perda de 86,57% do poder de compra da moeda.
Dinheiro parado X Dinheiro investido
Para compreender a importância de investir o dinheiro para proteger dos efeitos negativos da inflação, vamos supor que duas pessoas tivessem R$ 100 mil em 1994. Na época, com esse dinheiro era possível comprar um apartamento de bom padrão.
Uma dessas pessoas resolveu guardar o dinheiro no colchão, ou no cofre, ou deixá-lo parado na conta. Os R$ 100 mil de 1994, hoje, equivaleriam, com a desvalorização da moeda, a R$ 13.430, que não dá para comprar um carro zero popular.
O carro zero mais barato de 2022 é o Renault Kwid Zen, que sai por R$ 59.890, segundo a lista Autos Carros.
Para comprar o mesmo tipo de apartamento que valia R$ 100 mil em 1994, um brasileiro precisaria desembolsar, hoje, R$ 744.550.
“Ou seja, continuaria com os mesmos R$ 100 mil, mas esse dinheiro teria um poder de compra muito menor”, explica o professor.
Já quem tivesse decidido aplicar o dinheiro colocando-o, por exemplo, na poupança e não tivesse mexido nele até hoje, teria agora um saldo de R$ 1.534.132, segundo informa o matemático financeiro.
Percepção de valor
O professor lembra que, apesar dessa desvalorização, a percepção de valor do real se mantém. “Apesar de a nota de R$ 100 ter perdido 86% do seu poder aquisitivo, em muitos lugares as pessoas ainda não conseguem trocar essa nota, por ser considerada de valor alto. E a nota de R$ 200, lançada em setembro de 2020, quase nem é vista em circulação”, afirma o professor.
Outro fato interessante a ressaltar é que, enquanto o real perdeu 86,57% do poder de compra da moeda, no período de apenas um ano na época da hiperinflação, o Brasil perdeu muito mais do que isso.
“Basta lembrar que, em apenas um mês, de 1º de março de 1990 a 1º de abril de 1990, a inflação oficial foi de 84,32%.”
Fonte: com informações do R7
A nota de R$ 100, que em 1994 pagava o valor do salário mínimo e ainda sobrava troco, após 28 anos do Plano Real está valendo R$ 13,43.
Em julho de 1994, o salário mínimo era de R$ 64,79. Hoje, são necessárias 12 notas e ainda falta dinheiro para pagar o mínimo de R$ 1.212.
De acordo com cálculo feito com exclusividade pelo matemático financeiro José Dutra Vieira Sobrinho para a coluna do R7 – “O que é que eu faço, Sophia?”, a inflação, de 1º de julho de 1994 até 1º de maio de 2022, foi de 644,55%.
Na prática, isso significa que, para adquirir a mesma quantidade de mercadorias e serviços que R$ 100 compravam em 1994, o consumidor precisa desembolsar R$ 744,55.
Isso equivale a uma perda de 86,57% do poder de compra da moeda.
Para compreender a importância de investir o dinheiro para proteger dos efeitos negativos da inflação, vamos supor que duas pessoas tivessem R$ 100 mil em 1994. Na época, com esse dinheiro era possível comprar um apartamento de bom padrão.
Uma dessas pessoas resolveu guardar o dinheiro no colchão, ou no cofre, ou deixá-lo parado na conta. Os R$ 100 mil de 1994, hoje, equivaleriam, com a desvalorização da moeda, a R$ 13.430, que não dá para comprar um carro zero popular.
O carro zero mais barato de 2022 é o Renault Kwid Zen, que sai por R$ 59.890, segundo a lista Autos Carros.
Para comprar o mesmo tipo de apartamento que valia R$ 100 mil em 1994, um brasileiro precisaria desembolsar, hoje, R$ 744.550.
“Ou seja, continuaria com os mesmos R$ 100 mil, mas esse dinheiro teria um poder de compra muito menor”, explica o professor.
Já quem tivesse decidido aplicar o dinheiro colocando-o, por exemplo, na poupança e não tivesse mexido nele até hoje, teria agora um saldo de R$ 1.534.132, segundo informa o matemático financeiro.
O professor lembra que, apesar dessa desvalorização, a percepção de valor do real se mantém. “Apesar de a nota de R$ 100 ter perdido 86% do seu poder aquisitivo, em muitos lugares as pessoas ainda não conseguem trocar essa nota, por ser considerada de valor alto. E a nota de R$ 200, lançada em setembro de 2020, quase nem é vista em circulação”, afirma o professor.
Outro fato interessante a ressaltar é que, enquanto o real perdeu 86,57% do poder de compra da moeda, no período de apenas um ano na época da hiperinflação, o Brasil perdeu muito mais do que isso.
“Basta lembrar que, em apenas um mês, de 1º de março de 1990 a 1º de abril de 1990, a inflação oficial foi de 84,32%.”
Fonte: com informações do R7
Receba notícias no seu e-mail
Publicado por
Jornalista
RSS
O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.