O Fórum Contábeis reúne o maior acervo de conteúdo contábil atualizado e com discussães que promovem um crescimento em geral de toda a comunidade contábil. Conheça e comece a fazer parte da nossa comunidade!
Veja quais tópicos são os mais discutidos nos últimos 10 dias.
Veja em tempo real, os últimos tópicos postados no fórum.
Contribua interagindo com tópicos não respondidos.
Utilize nossas editorias para se informar com um conteúdo atualizado diariamente e diretamente voltado para seu interesse. No portal contábeis você tem a certeza de que pode encontrar o suporte de informação necessário para voce ter ainda mais sucesso profissional.
Envie sua matéria, publique seu artigo e compartilhe com milhares de visitantes todos os dias.
Nossos especialistas discutem os assuntos mais relevantes da atualidade.
Ferramentas que ajudam o profissional contábil, empreendedores e acadêmicos
Encontre o anexo e calcule a alíquota da atividade de sua empresa através da descrição ou do CNAE.
O portal contábeis é feito para profissionais como você, que procuram informação de qualidade e uma comunidade ativa e pronta para discutir, opinar e participar de tudo o que envolve o mundo contábil.
Compartilhe seu conhecimento para visitantes todos os dias.
ARTIGO DE ECONOMIA
25/11/2022 13:30:01
1,5 mil acessos
O árduo trabalho estadunidense de baixar a inflação Foto: Karolina Grabowska/Pexels

Num primeiro momento, o título deste artigo nos parece estranho, pois não estamos acostumados a ouvir falar da ocorrência de inflação nos Estados Unidos. Entretanto, o fenômeno é uma realidade atual na terra do “Tio Sam”.

A economia norte-americana, mesmo com os constantes aumentos de juros do banco central do país, o FED, continua dando sinais de força. 

Para se ter uma ideia de como ela está aquecida, existem aproximadamente 5,7 milhões de pessoas desempregadas e mais de 10 milhões de vagas abertas, ou seja, não há desempregado o suficiente para suprir toda a demanda. 

Um exemplo para ilustrar este cenário é o que está acontecendo com os serviços, como restaurantes e hotéis, que estão operando entre 60% e 70% da sua capacidade.

O FED, que já deu início a um processo de normalização monetária, levou os juros a uma faixa de 4,75% a 4,25% – e deve subir mais uma vez em dezembro. Contudo, não é o bastante para sequer diminuir a velocidade de criação de novos empregos, que, atualmente, está na marca de 250 mil novas vagas mensais.

O único setor que dá sinais de começar a sentir os efeitos da subida é o imobiliário: a taxa de mortgage (hipoteca) bateu 7%, ao passo que, há um ano, registrava 2,5%.

Até mesmo a queda na taxa de inflação, apontada nos últimos meses, não pode ser comemorada, uma vez que é originada dos preços voláteis, principalmente dos combustíveis e do petróleo. 

Um dado revelador: apesar de o índice geral ter baixado de 9,1%, em junho, para 7,7%, em outubro, o core – que mede o núcleo “duro” da inflação, principalmente dos serviços – subiu, no mesmo período, de 6,1% para 6,3%. Isso indica que o “inchaço” que preocupa o FED ainda não deu indícios de queda.

Como se não bastasse tudo isso, as vendas do varejo, em outubro, subiram 1,3%, contra uma inflação de 0,4%, o que mostra um crescimento real de quase 1%. Ainda: o indicador, que já vem mostrando alta generalizada há tempos, não dá mínimos sinais de arrefecimento, pois o cidadão estadunidense não está deixando de consumir.

Levando tudo isso em consideração, o objetivo do FED parece ainda estar bem longe de ser atingido. Por isso, surpreende que parte do mercado daquele país já esteja discutindo quando a autoridade baixará os juros, pois novas altas ainda são necessárias, por um período maior de tempo.

Para nós, por aqui, resta a certeza de que o mundo será menos fluido. Os primeiros “esqueletos” desta falta de liquidez começam a aparecer: ativos mais arriscados (como as criptomoedas) derretem – e devem se desfazer ainda mais. 

Além disso, podemos esperar uma alta média das taxas de financiamento e do câmbio. É o preço do ajuste…deles.

Num primeiro momento, o título deste artigo nos parece estranho, pois não estamos acostumados a ouvir falar da ocorrência de inflação nos Estados Unidos. Entretanto, o fenômeno é uma realidade atual na terra do “Tio Sam”.
A economia norte-americana, mesmo com os constantes aumentos de juros do banco central do país, o FED, continua dando sinais de força. 
Para se ter uma ideia de como ela está aquecida, existem aproximadamente 5,7 milhões de pessoas desempregadas e mais de 10 milhões de vagas abertas, ou seja, não há desempregado o suficiente para suprir toda a demanda. 
Um exemplo para ilustrar este cenário é o que está acontecendo com os serviços, como restaurantes e hotéis, que estão operando entre 60% e 70% da sua capacidade.
O FED, que já deu início a um processo de normalização monetária, levou os juros a uma faixa de 4,75% a 4,25% – e deve subir mais uma vez em dezembro. Contudo, não é o bastante para sequer diminuir a velocidade de criação de novos empregos, que, atualmente, está na marca de 250 mil novas vagas mensais.
O único setor que dá sinais de começar a sentir os efeitos da subida é o imobiliário: a taxa de mortgage (hipoteca) bateu 7%, ao passo que, há um ano, registrava 2,5%.
Até mesmo a queda na taxa de inflação, apontada nos últimos meses, não pode ser comemorada, uma vez que é originada dos preços voláteis, principalmente dos combustíveis e do petróleo. 
Um dado revelador: apesar de o índice geral ter baixado de 9,1%, em junho, para 7,7%, em outubro, o core – que mede o núcleo “duro” da inflação, principalmente dos serviços – subiu, no mesmo período, de 6,1% para 6,3%. Isso indica que o “inchaço” que preocupa o FED ainda não deu indícios de queda.
Como se não bastasse tudo isso, as vendas do varejo, em outubro, subiram 1,3%, contra uma inflação de 0,4%, o que mostra um crescimento real de quase 1%. Ainda: o indicador, que já vem mostrando alta generalizada há tempos, não dá mínimos sinais de arrefecimento, pois o cidadão estadunidense não está deixando de consumir.
Levando tudo isso em consideração, o objetivo do FED parece ainda estar bem longe de ser atingido. Por isso, surpreende que parte do mercado daquele país já esteja discutindo quando a autoridade baixará os juros, pois novas altas ainda são necessárias, por um período maior de tempo.
Para nós, por aqui, resta a certeza de que o mundo será menos fluido. Os primeiros “esqueletos” desta falta de liquidez começam a aparecer: ativos mais arriscados (como as criptomoedas) derretem – e devem se desfazer ainda mais. 
Além disso, podemos esperar uma alta média das taxas de financiamento e do câmbio. É o preço do ajuste…deles.
Inscreva-se no Telegram do Contábeis e não perca nenhuma notícia
Publicado por
Economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e membro do Conselho de Economia Empresarial e Política da mesma instituição. PhD em Economia, Relações Governamentais e Ambiente de negócios, também é professor do MBA da FIA-USP
RSS
O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.

source