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DEFLAÇÃO
15/07/2023 11:00:05
De acordo com dados divulgados na terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no mês de junho, o indicador oficial da inflação doméstica ficou negativo pela primeira vez desde setembro de 2022.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma queda de 0,08% ante avanço de 0,23% no mês de maio. Vale destacar que o resultado fez o acumulado de 12 meses cair 3,16%, abaixo da meta perseguida pelo Banco Central (BC).
Dessa forma, assim como a inflação, a deflação, ou até mesmo a queda disseminada dos preços, também gera impactos no bolso dos consumidores.
No entanto, isso não quer dizer, necessariamente, que os consumidores irão perceber todos os produtos mais baratos nas lojas e prateleiras dos supermercados no dia a dia.
Isso porque esse fenômeno é medido por indicadores que acompanham os preços para os consumidores, os mesmos indicadores que medem a inflação
De maneira geral, esses indicadores avaliam a variação de preços de uma cesta de produtos, porém cada um deles seleciona uma determinada lista, além de conferir pesos diferentes para cada item presente nela.
Assim, isso significa que nem sempre todos os produtos precisam registrar queda de preço para ter uma deflação, porém a média ponderada desses itens precisa mostrar um recuo para que isso ocorra.
A partir disso, os dados divulgados pelos indicadores resultam de um cálculo específico.
Como explica o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, a medida de deflação dos indicadores pode ser vista como uma simulação.
“Se uma pessoa consumisse todos os produtos da cesta, nas mesmas proporções, ela concluiria que teria gasto menor na comparação com o período anterior. Mas nenhum brasileiro consome todos os itens de uma cesta em todos os meses do ano”, explica Cruz.
Consumidores
Vale destacar que o IPCA calcula a variação de preço de mais de 374 itens que chegam, de alguma maneira, ao lar ou à vida da maioria dos consumidores brasileiros.
A lista do indicador é dividida em nove grupos, sendo eles:
- Alimentos e bebidas;
- Habitação;
- Artigos de residência;
- Vestuário;
- Transportes;
- Saúde;
- Cuidados pessoais e despesas pessoais;
- Educação;
- Comunicação.
Por exemplo, os alimentos comprados no supermercado que estão em um subgrupo chamado de “alimentação no domicílio”, representam 16% do indicador, enquanto transportes, 21%.
Enquanto isso, o Índice Geral de Preços — Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel, estuda os preços de:
- Contratos de aluguel;
- Tarifas públicas, como energia e telefonia;
- Valor de contratos de empresas prestadoras de serviços em diversas categorias, como saúde e educação;
- Preços de contratos público-privados dos mais variados segmentos.
No entanto, a regra funciona igualmente para todos os indicadores. Assim, se houve deflação, a média ponderada dos itens resultou em um valor menor do que o divulgado no período anterior, apontando para uma queda de preços disseminada pelos itens da cesta.
Por outro lado, se registrar inflação, o valor foi maior que o anterior.
A deflação pode ter impactos diferentes no consumidor, a depender do cenário econômico em que o país se encontra.
Uma deflação isolada, ou seja, aquela que quebra uma sequência de inflações, representa um alívio nos preços para o consumidor, os quais estavam vendo os preços, em média, subirem mês após mês.
Dessa forma, a deflação pode indicar um alívio para o setor de consumo. Isso porque o BC tem a função de controlar a inflação através do aumento dos juros.
Logo, um movimento negativo na comparação de preços por mês pode sinalizar um alívio monetário, com a autarquia diminuindo as taxas de juros e, consequentemente, estimulando mais o consumo.
Em um outro cenário, um movimento contínuo de desinflações pode ser preocupante para a economia, uma vez que ela representa uma queda contínua dos preços, em média.
A partir disso, os setores da indústria podem deixar de produzir para não vender suas mercadorias a um preço mais baixo.
Nesse contexto, pode gerar uma desaceleração na economia e aumentar o desemprego, o que acaba por reduzir o poder de compra da população e, consequentemente, desencadear uma inflação.
Com informações da CNN Brasil
De acordo com dados divulgados na terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no mês de junho, o indicador oficial da inflação doméstica ficou negativo pela primeira vez desde setembro de 2022.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma queda de 0,08% ante avanço de 0,23% no mês de maio. Vale destacar que o resultado fez o acumulado de 12 meses cair 3,16%, abaixo da meta perseguida pelo Banco Central (BC).
Dessa forma, assim como a inflação, a deflação, ou até mesmo a queda disseminada dos preços, também gera impactos no bolso dos consumidores.
No entanto, isso não quer dizer, necessariamente, que os consumidores irão perceber todos os produtos mais baratos nas lojas e prateleiras dos supermercados no dia a dia.
Isso porque esse fenômeno é medido por indicadores que acompanham os preços para os consumidores, os mesmos indicadores que medem a inflação
De maneira geral, esses indicadores avaliam a variação de preços de uma cesta de produtos, porém cada um deles seleciona uma determinada lista, além de conferir pesos diferentes para cada item presente nela.
Assim, isso significa que nem sempre todos os produtos precisam registrar queda de preço para ter uma deflação, porém a média ponderada desses itens precisa mostrar um recuo para que isso ocorra.
A partir disso, os dados divulgados pelos indicadores resultam de um cálculo específico.
Como explica o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, a medida de deflação dos indicadores pode ser vista como uma simulação.
“Se uma pessoa consumisse todos os produtos da cesta, nas mesmas proporções, ela concluiria que teria gasto menor na comparação com o período anterior. Mas nenhum brasileiro consome todos os itens de uma cesta em todos os meses do ano”, explica Cruz.
Vale destacar que o IPCA calcula a variação de preço de mais de 374 itens que chegam, de alguma maneira, ao lar ou à vida da maioria dos consumidores brasileiros.
A lista do indicador é dividida em nove grupos, sendo eles:
Por exemplo, os alimentos comprados no supermercado que estão em um subgrupo chamado de “alimentação no domicílio”, representam 16% do indicador, enquanto transportes, 21%.
Enquanto isso, o Índice Geral de Preços — Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel, estuda os preços de:
No entanto, a regra funciona igualmente para todos os indicadores. Assim, se houve deflação, a média ponderada dos itens resultou em um valor menor do que o divulgado no período anterior, apontando para uma queda de preços disseminada pelos itens da cesta.
Por outro lado, se registrar inflação, o valor foi maior que o anterior.
A deflação pode ter impactos diferentes no consumidor, a depender do cenário econômico em que o país se encontra.
Uma deflação isolada, ou seja, aquela que quebra uma sequência de inflações, representa um alívio nos preços para o consumidor, os quais estavam vendo os preços, em média, subirem mês após mês.
Dessa forma, a deflação pode indicar um alívio para o setor de consumo. Isso porque o BC tem a função de controlar a inflação através do aumento dos juros.
Logo, um movimento negativo na comparação de preços por mês pode sinalizar um alívio monetário, com a autarquia diminuindo as taxas de juros e, consequentemente, estimulando mais o consumo.
Em um outro cenário, um movimento contínuo de desinflações pode ser preocupante para a economia, uma vez que ela representa uma queda contínua dos preços, em média.
A partir disso, os setores da indústria podem deixar de produzir para não vender suas mercadorias a um preço mais baixo.
Nesse contexto, pode gerar uma desaceleração na economia e aumentar o desemprego, o que acaba por reduzir o poder de compra da população e, consequentemente, desencadear uma inflação.
Com informações da CNN Brasil
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