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PIX
04/04/2022 18:00:01
2,7 mil acessos
Pexels/Portal Contábeis
Por que pessoas são contrárias ao uso da tecnologia e da inovação? Num rápido debate entre amigos, a resposta quase óbvia emergiu do colóquio: teria a ver com o grau de instrução recebido por cada um. Não concordei.
Ao assistir a uma partida do meu time do coração eis que o narrador, dos mais bem pagos da TV brasileira, diz que o Video Assistent Referee, o famoso VAR, está destruindo o futebol porque há muita intromissão quando, na verdade, o jogo é parado para que justiça seja alcançada.
Fintechs, as badaladas startups financeiras, disruptivas, valiosíssimas e tidas como a evolução da espécie bancária também têm o seu time do atraso.
Acredite se quiser: há algumas atuando no Brasil que se definem como bancos 100% digitais, paperless e adeptas da Green Economy e que, na contramão de si mesmas, não aceitam assinaturas digitais na hora de abrir contas.
Muitos supermercados, restaurantes, bares, redes do variadíssimo grande varejo, prestadores de serviço e congêneres não ofertam meios de pagamento convenientes, como a transferência de dinheiro instantânea. Está estampado o anúncio nas paredes de suas instalações: não aceitamos Pix, favor não insistir.
Um ex-colega de trabalho relatou que foi ao médico para tratar de rotineiro incômodo e se alegrou ao ver que ele não precisava mais do ultrapassado binômio de autenticidade de documentos da saúde carimbo e assinatura.
Prontuário Eletrônico do Paciente, assinatura digital e segurança da informação eram sinais do admirável mundo novo que já existe por aí e lá estava diante dos seus olhos.
Eis que o doutor imprimiu o pedido do exame – rubricado eletronicamente, fez uso do carimbo e da caneta e o entregou. “Estou assinando de punho caso o plano de saúde crie problemas”, argumentou. Sem entender, o ex-colega entrou em contato com a clínica que realizaria o exame. Pelo Whatsapp, a atendente pediu foto do pedido médico e orientou que o papel fosse levado no dia do procedimento.
Os exemplos da vida real demonstram que transformação digital não significa a mera adoção de ferramentas tecnológicas digitais nos muitos ambientes que integram nossa sociedade. Ela está para além da aquisição de softwares modernos, do uso de redes sociais e de aplicativos de mensagens.
Transformação digital significa nova cultura, novos hábitos e novas formas de trabalho e relacionamento.
Engajar pessoas, transformar processos, customizar produtos e alcançar otimização não são mais coisas possíveis, mas sim obrigatórias. Sobreviver significa adaptar-se para que o novo não seja fator de exclusão – ou desaparecimento, mas sim agente do amanhã.
Um futebol mais justo produz uma sociedade mais justa, e se a tecnologia pode ser o instrumento dessa metamorfose, por que criticá-la?
Bancos digitais deveriam evitar contradizer-se e acatar manifestações de vontade em meios virtuais, pois elas são mais baratas e menos burocráticas. Essa hibridez sugere casamento com o digital e caso extraconjugal com o analógico.
Que tal se todos os que vendem produtos e prestam serviços fizessem da tecnologia meio de adaptar-se ao desejo do cliente. O famoso bordão “quer pagar como?” pode começar a ganhar novas e entusiasmantes possibilidades, não?
Em outro texto aqui publicado já declarei: papel, carimbo e assinatura são comorbidades da saúde pública do Brasil. A tecnologia é o remédio para isso.
Vamos ser digitais de verdade?
Por que pessoas são contrárias ao uso da tecnologia e da inovação? Num rápido debate entre amigos, a resposta quase óbvia emergiu do colóquio: teria a ver com o grau de instrução recebido por cada um. Não concordei.
Ao assistir a uma partida do meu time do coração eis que o narrador, dos mais bem pagos da TV brasileira, diz que o Video Assistent Referee, o famoso VAR, está destruindo o futebol porque há muita intromissão quando, na verdade, o jogo é parado para que justiça seja alcançada.
Fintechs, as badaladas startups financeiras, disruptivas, valiosíssimas e tidas como a evolução da espécie bancária também têm o seu time do atraso.
Acredite se quiser: há algumas atuando no Brasil que se definem como bancos 100% digitais, paperless e adeptas da Green Economy e que, na contramão de si mesmas, não aceitam assinaturas digitais na hora de abrir contas.
Muitos supermercados, restaurantes, bares, redes do variadíssimo grande varejo, prestadores de serviço e congêneres não ofertam meios de pagamento convenientes, como a transferência de dinheiro instantânea. Está estampado o anúncio nas paredes de suas instalações: não aceitamos Pix, favor não insistir.
Um ex-colega de trabalho relatou que foi ao médico para tratar de rotineiro incômodo e se alegrou ao ver que ele não precisava mais do ultrapassado binômio de autenticidade de documentos da saúde carimbo e assinatura.
Prontuário Eletrônico do Paciente, assinatura digital e segurança da informação eram sinais do admirável mundo novo que já existe por aí e lá estava diante dos seus olhos.
Eis que o doutor imprimiu o pedido do exame – rubricado eletronicamente, fez uso do carimbo e da caneta e o entregou. “Estou assinando de punho caso o plano de saúde crie problemas”, argumentou. Sem entender, o ex-colega entrou em contato com a clínica que realizaria o exame. Pelo Whatsapp, a atendente pediu foto do pedido médico e orientou que o papel fosse levado no dia do procedimento.
Os exemplos da vida real demonstram que transformação digital não significa a mera adoção de ferramentas tecnológicas digitais nos muitos ambientes que integram nossa sociedade. Ela está para além da aquisição de softwares modernos, do uso de redes sociais e de aplicativos de mensagens.
Transformação digital significa nova cultura, novos hábitos e novas formas de trabalho e relacionamento.
Engajar pessoas, transformar processos, customizar produtos e alcançar otimização não são mais coisas possíveis, mas sim obrigatórias. Sobreviver significa adaptar-se para que o novo não seja fator de exclusão – ou desaparecimento, mas sim agente do amanhã.
Um futebol mais justo produz uma sociedade mais justa, e se a tecnologia pode ser o instrumento dessa metamorfose, por que criticá-la?
Bancos digitais deveriam evitar contradizer-se e acatar manifestações de vontade em meios virtuais, pois elas são mais baratas e menos burocráticas. Essa hibridez sugere casamento com o digital e caso extraconjugal com o analógico.
Que tal se todos os que vendem produtos e prestam serviços fizessem da tecnologia meio de adaptar-se ao desejo do cliente. O famoso bordão “quer pagar como?” pode começar a ganhar novas e entusiasmantes possibilidades, não?
Em outro texto aqui publicado já declarei: papel, carimbo e assinatura são comorbidades da saúde pública do Brasil. A tecnologia é o remédio para isso.
Vamos ser digitais de verdade?
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