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ARTIGO DE ECONOMIA
07/04/2022 11:04:42
1,7 mil acessos
A boa notícia que vem do mar: concessão de portos Pexels

Dois portos do Espírito Santo foram privatizados em leilão ocorrido na semana passada. O fundo Shelf 119 venceu o leilão da Codesa, com oferta de R$ 106 milhões, assumindo a concessão dos portos de Vitória e Barra do Riacho.

Vale lembrar que o valor se refere apenas à outorga, já que são previstos investimentos totais de R$ 850 milhões, dos quais R$ 350 milhões serão destinados apenas a ampliar os portos. 

Haverá também uma outorga anual de R$ 25 milhões e mais 7,5% da receia do fundo no porto, além de R$ 3 milhões para a supervisão da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). 

O valor total dos investimentos pode chegar a R$ 1,3 bilhão.

O Porto de Vitória tem localização favorável, com acessos rodoviário e ferroviário. 

Após a concessão, a ideia é dobrar a movimentação de cargas, de 7 milhões para 14 milhões de toneladas durante a concessão. 

O Porto de Barra do Riacho é especializado em celulose e tem movimentação atual de 8 milhões de toneladas por ano, com um potencial gigante de exploração de novas áreas.

A concessão vem em boa hora, com o preço dos combustíveis subindo e a demanda por fretes aumentando na mesma proporção. 

Neste contexto, é importante que os portos ganhem competitividade para tentar amenizar os efeitos dos valores dos fretes sobre o produto.

O governo federal há tempos não tem caixa para investir no setor; e a concessão, muito além do caixa, pode gerar novos investimentos para aumentar a produtividade e a eficiência dos portos nacionais.

Com o aumento dos investimentos, não serão apenas os custos dos fretes que irão melhorar. 

O aumento da produtividade e a expansão dos portos podem gerar, juntos, até 110 mil novos empregos, apenas no Terminal de Vila Velha (TVV), segundo o prefeito da região.

Os trabalhos de expansão vão demandar mais mão de obra, tanto no ato da ampliação como, depois, para a manutenção do novo terminal.

Ainda mais importante que a concessão, o mercado enxergava este leilão como uma prévia do que poderá acontecer na privatização do Porto de Santos. 

O governo federal, animado com o êxito da privatização, já pensa em fazer o mesmo com o porto paulista ainda neste ano, em novembro, segundo o ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. 

É um cronograma arriscado e ainda pouco provável, considerando que estaremos no meio das eleições. 

De qualquer forma, é inegável que o sucesso na concessão da Codesa anime os investidores e o mercado, para que os processos sejam racionalizados até o leilão.

A atenção dada ao Porto de Santos vem de seu gigantismo. O complexo portuário é responsável por movimentar mais de 150 milhões de toneladas de cargas por ano, além de ser o maior do Brasil, com folga, passando por seu entorno mais de U$ 100 bilhões em mercadorias.

O ganho que o porto pode ter com a privatização é difícil de medir. O gargalo logístico nas saídas e nas entradas de mercadorias é muito grande, por isso, uma expansão com ganho de eficiência pode ser vital para as pretensões de crescimento do País. 

Assim, o bom resultado obtido no Espírito Santo nos enche de esperança sobre o futuro do porto paulista e sobre a percepção da necessidade urgente das privatizações.

Dois portos do Espírito Santo foram privatizados em leilão ocorrido na semana passada. O fundo Shelf 119 venceu o leilão da Codesa, com oferta de R$ 106 milhões, assumindo a concessão dos portos de Vitória e Barra do Riacho.
Vale lembrar que o valor se refere apenas à outorga, já que são previstos investimentos totais de R$ 850 milhões, dos quais R$ 350 milhões serão destinados apenas a ampliar os portos. 
Haverá também uma outorga anual de R$ 25 milhões e mais 7,5% da receia do fundo no porto, além de R$ 3 milhões para a supervisão da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). 
O valor total dos investimentos pode chegar a R$ 1,3 bilhão.
O Porto de Vitória tem localização favorável, com acessos rodoviário e ferroviário. 
Após a concessão, a ideia é dobrar a movimentação de cargas, de 7 milhões para 14 milhões de toneladas durante a concessão. 
O Porto de Barra do Riacho é especializado em celulose e tem movimentação atual de 8 milhões de toneladas por ano, com um potencial gigante de exploração de novas áreas.
A concessão vem em boa hora, com o preço dos combustíveis subindo e a demanda por fretes aumentando na mesma proporção. 
Neste contexto, é importante que os portos ganhem competitividade para tentar amenizar os efeitos dos valores dos fretes sobre o produto.
O governo federal há tempos não tem caixa para investir no setor; e a concessão, muito além do caixa, pode gerar novos investimentos para aumentar a produtividade e a eficiência dos portos nacionais.
Com o aumento dos investimentos, não serão apenas os custos dos fretes que irão melhorar. 
O aumento da produtividade e a expansão dos portos podem gerar, juntos, até 110 mil novos empregos, apenas no Terminal de Vila Velha (TVV), segundo o prefeito da região.
Os trabalhos de expansão vão demandar mais mão de obra, tanto no ato da ampliação como, depois, para a manutenção do novo terminal.
Ainda mais importante que a concessão, o mercado enxergava este leilão como uma prévia do que poderá acontecer na privatização do Porto de Santos. 
O governo federal, animado com o êxito da privatização, já pensa em fazer o mesmo com o porto paulista ainda neste ano, em novembro, segundo o ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. 
É um cronograma arriscado e ainda pouco provável, considerando que estaremos no meio das eleições. 
De qualquer forma, é inegável que o sucesso na concessão da Codesa anime os investidores e o mercado, para que os processos sejam racionalizados até o leilão.
A atenção dada ao Porto de Santos vem de seu gigantismo. O complexo portuário é responsável por movimentar mais de 150 milhões de toneladas de cargas por ano, além de ser o maior do Brasil, com folga, passando por seu entorno mais de U$ 100 bilhões em mercadorias.
O ganho que o porto pode ter com a privatização é difícil de medir. O gargalo logístico nas saídas e nas entradas de mercadorias é muito grande, por isso, uma expansão com ganho de eficiência pode ser vital para as pretensões de crescimento do País. 
Assim, o bom resultado obtido no Espírito Santo nos enche de esperança sobre o futuro do porto paulista e sobre a percepção da necessidade urgente das privatizações.
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Publicado por
Economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e membro do Conselho de Economia Empresarial e Política da mesma instituição. PhD em Economia, Relações Governamentais e Ambiente de negócios, também é professor do MBA da FIA-USP
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