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SETOR INDUSTRIAL
24/07/2022 14:00:01
975 acessos
Indústria brasileira sofre declínio de 1 milhão de postos de trabalho em uma década Pexels

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou na última quinta-feira (21) uma pesquisa indicando que, em dez anos, a indústria brasileira perdeu cerca de 1 milhão de empregos.

De acordo com o levantamento, a população ocupada no setor era de 8,7 milhões de pessoas no ano de 2011. Com a chegada da pandemia da Covid-19, o número caiu, ficando em 7,7 milhões em 2020, ano mais recente com dados disponíveis.

A redução de 1 milhão de postos de trabalho vem dessa comparação, aponta a Pesquisa Industrial Anual (PIA).

Conforme explica a gerente de análise estrutural do IBGE, Synthia Santana, a redução de vagas pode ser associada a uma sucessão de turbulências encaradas pelas fábricas ao longo da década.

“Em 2011, a gente tinha acabado de sair da crise global. Depois, veio a recessão, [de 2015 e 2016]. Em 2020, surgiu outra crise [pandemia]. Alguns setores da indústria não conseguiram se recuperar”, relatou a pesquisadora.

O IBGE afirma que metade da diminuição de empregos, entre 2011 e 2020, ficou concentrada em três segmentos:

  • Confecção de artigos do vestuário e acessórios (-258,4 mil);
  • Preparação e fabricação de artigos de couro, artigos para viagem e calçados (-138,1 mil);
  • Fabricação de produtos de metal, tirando máquinas e equipamentos (-134,2 mil).

A pesquisa aponta que atividades como essas provavelmente enfrentaram de forma mais intensa mudanças estruturais relacionadas, por exemplo, à evolução da tecnologia, à forte concorrência com o setor externo e à dependência do consumo interno.

Na passagem do ano de 2019 para 2020, mesmo com os impactos do início da pandemia sobre parte da indústria, o setor como um todo conseguiu registrar um aumento de 35,2 mil postos de trabalho. A população ocupada saltou de 7,6 milhões para 7,7 milhões.

O que puxou essa expansão, foi a fabricação de produtos alimentícios, com incremento de 121,5 mil postos.

A demanda global por alimentos seguiu aquecida após a chegada da crise sanitária, o que ajudou a compensar as perdas de empregos de outros setores industriais em 2020, tal como o de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-91,9 mil).

Encolhimento salarial

O IBGE também mostrou que, ao longo dos dez anos, a renda do trabalhador industrial reduziu. O salário médio na indústria caiu de 3,5 para 3 salários mínimos, de 2011 para 2020.

O levantamento ainda informou que o número de empresas industriais com uma ou mais pessoas ocupadas recuou pelo sétimo ano consecutivo, ou seja, cai desde o ano de 2014. O contingente alcançou 303,6 mil.

No início da década, em 2011, havia 313,2 mil indústrias. O número chegou a se aproximar em 2013 de 335 mil, o maior nível da série histórica.

Com informações da Folha de S. Paulo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou na última quinta-feira (21) uma pesquisa indicando que, em dez anos, a indústria brasileira perdeu cerca de 1 milhão de empregos.
De acordo com o levantamento, a população ocupada no setor era de 8,7 milhões de pessoas no ano de 2011. Com a chegada da pandemia da Covid-19, o número caiu, ficando em 7,7 milhões em 2020, ano mais recente com dados disponíveis.
A redução de 1 milhão de postos de trabalho vem dessa comparação, aponta a Pesquisa Industrial Anual (PIA).
Conforme explica a gerente de análise estrutural do IBGE, Synthia Santana, a redução de vagas pode ser associada a uma sucessão de turbulências encaradas pelas fábricas ao longo da década.
“Em 2011, a gente tinha acabado de sair da crise global. Depois, veio a recessão, [de 2015 e 2016]. Em 2020, surgiu outra crise [pandemia]. Alguns setores da indústria não conseguiram se recuperar”, relatou a pesquisadora.
O IBGE afirma que metade da diminuição de empregos, entre 2011 e 2020, ficou concentrada em três segmentos:
A pesquisa aponta que atividades como essas provavelmente enfrentaram de forma mais intensa mudanças estruturais relacionadas, por exemplo, à evolução da tecnologia, à forte concorrência com o setor externo e à dependência do consumo interno.
Na passagem do ano de 2019 para 2020, mesmo com os impactos do início da pandemia sobre parte da indústria, o setor como um todo conseguiu registrar um aumento de 35,2 mil postos de trabalho. A população ocupada saltou de 7,6 milhões para 7,7 milhões.
O que puxou essa expansão, foi a fabricação de produtos alimentícios, com incremento de 121,5 mil postos.
A demanda global por alimentos seguiu aquecida após a chegada da crise sanitária, o que ajudou a compensar as perdas de empregos de outros setores industriais em 2020, tal como o de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-91,9 mil).
O IBGE também mostrou que, ao longo dos dez anos, a renda do trabalhador industrial reduziu. O salário médio na indústria caiu de 3,5 para 3 salários mínimos, de 2011 para 2020.
O levantamento ainda informou que o número de empresas industriais com uma ou mais pessoas ocupadas recuou pelo sétimo ano consecutivo, ou seja, cai desde o ano de 2014. O contingente alcançou 303,6 mil.
No início da década, em 2011, havia 313,2 mil indústrias. O número chegou a se aproximar em 2013 de 335 mil, o maior nível da série histórica.
Com informações da Folha de S. Paulo
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