O Fórum Contábeis reúne o maior acervo de conteúdo contábil atualizado e com discussães que promovem um crescimento em geral de toda a comunidade contábil. Conheça e comece a fazer parte da nossa comunidade!
Veja quais tópicos são os mais discutidos nos últimos 10 dias.
Veja em tempo real, os últimos tópicos postados no fórum.
Contribua interagindo com tópicos não respondidos.
Utilize nossas editorias para se informar com um conteúdo atualizado diariamente e diretamente voltado para seu interesse. No portal contábeis você tem a certeza de que pode encontrar o suporte de informação necessário para voce ter ainda mais sucesso profissional.
Envie sua matéria, publique seu artigo e compartilhe com milhares de visitantes todos os dias.
Nossos especialistas discutem os assuntos mais relevantes da atualidade.
Ferramentas que ajudam o profissional contábil, empreendedores e acadêmicos
Encontre o anexo e calcule a alíquota da atividade de sua empresa através da descrição ou do CNAE.
O portal contábeis é feito para profissionais como você, que procuram informação de qualidade e uma comunidade ativa e pronta para discutir, opinar e participar de tudo o que envolve o mundo contábil.
Compartilhe seu conhecimento para visitantes todos os dias.
ARTIGO DE ECONOMIA
20/04/2023 13:30:06
1,6 mil acessos
Em virtude de mudanças na metodologia, só agora o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) liberou os números de janeiro deste ano do varejo e do setor de serviços.
De imediato, os primeiros dados do ano sobre estas atividades trazem informações relevantes a respeito da situação atual do país, vamos a elas.
O setor de varejo apontou aumento de 3,8% em comparação a janeiro do ano passado, e uma alta de 2,6% em relação a dezembro. Quanto às receitas nominais, houve alta de 14,1% em 12 meses.
O que se percebe, e era esperado, é uma desaceleração que deve se manter durante 2023, mas em níveis ainda altos. Os setores que mais cresceram no mês, como os supermercados, dependem mais do mercado de trabalho do que do crédito.
Por falar em mercado de trabalho, este ainda mostra crescimento, gerando mais renda e consumo, mesmo com a subida dos juros. Como este processo ainda não foi revertido, é natural que o varejo apresente melhora em comparação ao ano passado, mas cada vez menor, ainda que feche o ano no positivo em termos de volume.
Já os dados dos serviços apontaram que, apesar de o setor ter caído 3,1% em janeiro frente a dezembro, apresentou forte alta de 6,1% diante de janeiro de 2022.
E aqui deixo uma má notícia na briga contra a inflação: serviços às famílias e alojamento e alimentação, setores dependentes da força do mercado laboral, registraram alta, inclusive na margem: 1% e 0,7%, respectivamente. No confronto com o ano passado, este resultado passa de 11%.
Em geral, estes resultados nos dizem que, pelo menos até janeiro, não houve clara tendência de arrefecimento da demanda que justificasse afrouxamento da política monetária, como falado no último texto.
É necessário estabilidade no mercado de trabalho para que haja espaço para a queda de juros, a qual também poderia ser obtida por meio de um comprometimento inequívoco com o corte de gastos do governo.
Perante uma conjuntura mais inflacionária nestes segmentos, as expectativas futuras de inflação também não cedem e obrigam o Banco Central (Bacen) a manter uma postura mais conservadora. Não basta a autoridade monetária garantir a convergência da inflação no curto prazo, é preciso também que se estabeleça uma solidez de convergência nas expectativas para a meta.
A despeito das circunstâncias, os números nos garantem uma desaceleração em voga, inclusive dos índices inflacionários. Até os serviços, ainda em níveis muito altos de atividade, já revelam alguma desaceleração na margem (alta de 8% em 12 meses, em nível muito aquecido, mas menor desde setembro de 2021).
A luta contra a inflação exige paciência para que não provoque precipitação na baixa dos juros. Como bem disse o presidente do Bacen, Roberto Campos Neto, a dose de juros é como um antibiótico: mesmo quando os exames mostram melhoras, é fundamental que se continue tomando a medicação, pois, se parar antes, a doença pode voltar, ainda mais resistente.
Em virtude de mudanças na metodologia, só agora o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) liberou os números de janeiro deste ano do varejo e do setor de serviços.
De imediato, os primeiros dados do ano sobre estas atividades trazem informações relevantes a respeito da situação atual do país, vamos a elas.
O setor de varejo apontou aumento de 3,8% em comparação a janeiro do ano passado, e uma alta de 2,6% em relação a dezembro. Quanto às receitas nominais, houve alta de 14,1% em 12 meses.
O que se percebe, e era esperado, é uma desaceleração que deve se manter durante 2023, mas em níveis ainda altos. Os setores que mais cresceram no mês, como os supermercados, dependem mais do mercado de trabalho do que do crédito.
Por falar em mercado de trabalho, este ainda mostra crescimento, gerando mais renda e consumo, mesmo com a subida dos juros. Como este processo ainda não foi revertido, é natural que o varejo apresente melhora em comparação ao ano passado, mas cada vez menor, ainda que feche o ano no positivo em termos de volume.
Já os dados dos serviços apontaram que, apesar de o setor ter caído 3,1% em janeiro frente a dezembro, apresentou forte alta de 6,1% diante de janeiro de 2022.
E aqui deixo uma má notícia na briga contra a inflação: serviços às famílias e alojamento e alimentação, setores dependentes da força do mercado laboral, registraram alta, inclusive na margem: 1% e 0,7%, respectivamente. No confronto com o ano passado, este resultado passa de 11%.
Em geral, estes resultados nos dizem que, pelo menos até janeiro, não houve clara tendência de arrefecimento da demanda que justificasse afrouxamento da política monetária, como falado no último texto.
É necessário estabilidade no mercado de trabalho para que haja espaço para a queda de juros, a qual também poderia ser obtida por meio de um comprometimento inequívoco com o corte de gastos do governo.
Perante uma conjuntura mais inflacionária nestes segmentos, as expectativas futuras de inflação também não cedem e obrigam o Banco Central (Bacen) a manter uma postura mais conservadora. Não basta a autoridade monetária garantir a convergência da inflação no curto prazo, é preciso também que se estabeleça uma solidez de convergência nas expectativas para a meta.
A despeito das circunstâncias, os números nos garantem uma desaceleração em voga, inclusive dos índices inflacionários. Até os serviços, ainda em níveis muito altos de atividade, já revelam alguma desaceleração na margem (alta de 8% em 12 meses, em nível muito aquecido, mas menor desde setembro de 2021).
A luta contra a inflação exige paciência para que não provoque precipitação na baixa dos juros. Como bem disse o presidente do Bacen, Roberto Campos Neto, a dose de juros é como um antibiótico: mesmo quando os exames mostram melhoras, é fundamental que se continue tomando a medicação, pois, se parar antes, a doença pode voltar, ainda mais resistente.
Inscreva-se no Telegram do Contábeis e não perca nenhuma notícia
Leia mais sobre
Publicado por
Economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e membro do Conselho de Economia Empresarial e Política da mesma instituição. PhD em Economia, Relações Governamentais e Ambiente de negócios, também é professor do MBA da FIA-USP
ARTICULISTAS CONTÁBEIS
ARTICULISTAS CONTÁBEIS
Agradecemos a sua preferência e enviaremos de forma personalizada os conteúdos que você selecionou!
Tributário
Trabalhista
Contábil
Empresarial
Previdência
Economia
Carreira
Tecnologia
Concordo com a Política de Proteção de Dados e Privacidade
RSS
O Portal Contábeis se isenta de quaisquer responsabilidades civis sobre eventuais discussões dos usuários ou visitantes deste site, nos termos da lei no 5.250/67 e artigos 927 e 931 ambos do novo código civil brasileiro.