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VISÃO SISTÊMICA
14/05/2022 14:00:02
2,7 mil acessos
Pexels
Ao perguntar qual a maior dificuldade da volta ao trabalho presencial, as respostas serão das mais variadas, dentre elas o trânsito, organizar a rotina de casa e do escritório, reunir toda a equipe no mesmo dia e muitos outros.
Esses desafios ocorrem no dia a dia, mas existe uma preocupação para o negócio que precisa entrar no radar dos gestores: a fragmentação do trabalho.
Com o trabalho remoto, a ausência física e virtual dos colegas de trabalho isolou ainda mais cada funcionário.
Na pesquisa “Pesquisa Nespresso Profissional: O Futuro do Ambiente de Trabalho no Cenário Pós Pandemia”, lideranças apontaram as principais vantagens do home office para o dia a dia do trabalho.
Em primeiro lugar apareceu a falta de interação com colegas. Os líderes também apresentaram outros problemas, como menor networking e relacionamentos mais impessoais.
Pensando nisso, o CEO da Ynner, Yuri Trafane, e o CEO da Produtive, Rafael Souto, acreditam que existe um remédio importante para esse diagnóstico e que é uma habilidade também valiosa para a carreira: a visão sistêmica.
Visão sistêmica
A visão sistêmica é a habilidade de conseguir enxergar o todo do negócio.
Dessa forma, o profissional consegue inserir o seu trabalho e medir seu impacto dentro da organização, compreender o setor e o mercado, entender sobre as necessidades e estratégias de outras áreas e ainda perceber tendências a sua volta.
De acordo com Trafane, a fragmentação dentro das organizações sempre foi um desafio. Áreas diferentes sempre tiveram metas e propósitos distintos.
Agora, porém, a separação física aliada a ameaças externas amplificou esse aspecto.
A capacidade de enxergar o todo não é só positiva para a empresa, é também uma habilidade crucial para evoluir na carreira e alcançar novas oportunidades.
“Mais do que nunca, as pessoas precisam de protagonismo. Considerar cenários, ler o que acontece na empresa e me interessar, perguntar para colegas sobre suas áreas, saber o que está crescendo e o que não está”, diz Souto.
Com a visão sistêmica, todas essas vantagens são acumuladas no arsenal do profissional para que este tome decisões sobre sua carreira.
Souto ainda pontua que “se não tiver visão sistêmica, é mais difícil ter controle sobre a própria carreira. E aí fica muito na mão de um terceiro”.
O que a liderança precisa fazer?
Ter uma equipe ligada ao negócio e entre si é uma grande vantagem também para a liderança.
Trafane explica isso da seguinte forma: “Pessoas inteligentes, agindo inteligentemente de forma individual, podem gerar um resultado não inteligente”.
Como exemplo dado pelo executivo, ele compara isso ao que aconteceu nesse ano nos jogos da liga de basquete americana (NBA) com o time Los Angeles Lakers, por mais que seja considerado um dos times mais fortes da temporada, não conseguiu se classificar.
Assim, isso mostra ao especialista sobre a falta de habilidade e sinergia entre os jogadores.
“Quando os profissionais agem de forma sistêmica eles aumentam a probabilidade de sucesso de suas empresas. É como uma equipe de qualquer esporte coletivo. Ela pode ter muitos jogadores de alto nível, mas se eles não trabalharem sinergicamente a equipe vai perder. É o que acabou de acontecer na NBA”, afirma Trafane.
Desenvolvendo habilidades nos times
- Seja educador
Para Souto isso é investir tempo na agenda das pessoas e saber conectar essa demanda com a carreira por meio de storytelling. Isso serve para o desenvolvimento como profissional e é possível pensar junto na estratégia.
- Pratique desapego
Segundo Souto,“o líder não pode criar o seu castelo e não deixar ninguém mexer na área dele. Isso reforça a criação de silos e o costume de não falar com os outros. É preciso fazer um desapego, deixar que os funcionários circulem na empresa”
- Seja um líder “anti-silo”
Trafane afirma que a melhor promoção é a pessoa “sendo ele mesmo alguém com visão sistêmica e mostrando que valoriza profissionais que agem pela empresa e não por si mesmos ou pelas suas áreas”.
- Crie rituais
Para Trafane, o líder tem o poder de promover uma maior interação com outras áreas, organizando apresentações em que profissionais de setores diferentes contam para seus liderados como funcionam.
Com informações da Exame
Ao perguntar qual a maior dificuldade da volta ao trabalho presencial, as respostas serão das mais variadas, dentre elas o trânsito, organizar a rotina de casa e do escritório, reunir toda a equipe no mesmo dia e muitos outros.
Esses desafios ocorrem no dia a dia, mas existe uma preocupação para o negócio que precisa entrar no radar dos gestores: a fragmentação do trabalho.
Com o trabalho remoto, a ausência física e virtual dos colegas de trabalho isolou ainda mais cada funcionário.
Na pesquisa “Pesquisa Nespresso Profissional: O Futuro do Ambiente de Trabalho no Cenário Pós Pandemia”, lideranças apontaram as principais vantagens do home office para o dia a dia do trabalho.
Em primeiro lugar apareceu a falta de interação com colegas. Os líderes também apresentaram outros problemas, como menor networking e relacionamentos mais impessoais.
Pensando nisso, o CEO da Ynner, Yuri Trafane, e o CEO da Produtive, Rafael Souto, acreditam que existe um remédio importante para esse diagnóstico e que é uma habilidade também valiosa para a carreira: a visão sistêmica.
A visão sistêmica é a habilidade de conseguir enxergar o todo do negócio.
Dessa forma, o profissional consegue inserir o seu trabalho e medir seu impacto dentro da organização, compreender o setor e o mercado, entender sobre as necessidades e estratégias de outras áreas e ainda perceber tendências a sua volta.
De acordo com Trafane, a fragmentação dentro das organizações sempre foi um desafio. Áreas diferentes sempre tiveram metas e propósitos distintos.
Agora, porém, a separação física aliada a ameaças externas amplificou esse aspecto.
A capacidade de enxergar o todo não é só positiva para a empresa, é também uma habilidade crucial para evoluir na carreira e alcançar novas oportunidades.
“Mais do que nunca, as pessoas precisam de protagonismo. Considerar cenários, ler o que acontece na empresa e me interessar, perguntar para colegas sobre suas áreas, saber o que está crescendo e o que não está”, diz Souto.
Com a visão sistêmica, todas essas vantagens são acumuladas no arsenal do profissional para que este tome decisões sobre sua carreira.
Souto ainda pontua que “se não tiver visão sistêmica, é mais difícil ter controle sobre a própria carreira. E aí fica muito na mão de um terceiro”.
Ter uma equipe ligada ao negócio e entre si é uma grande vantagem também para a liderança.
Trafane explica isso da seguinte forma: “Pessoas inteligentes, agindo inteligentemente de forma individual, podem gerar um resultado não inteligente”.
Como exemplo dado pelo executivo, ele compara isso ao que aconteceu nesse ano nos jogos da liga de basquete americana (NBA) com o time Los Angeles Lakers, por mais que seja considerado um dos times mais fortes da temporada, não conseguiu se classificar.
Assim, isso mostra ao especialista sobre a falta de habilidade e sinergia entre os jogadores.
“Quando os profissionais agem de forma sistêmica eles aumentam a probabilidade de sucesso de suas empresas. É como uma equipe de qualquer esporte coletivo. Ela pode ter muitos jogadores de alto nível, mas se eles não trabalharem sinergicamente a equipe vai perder. É o que acabou de acontecer na NBA”, afirma Trafane.
Para Souto isso é investir tempo na agenda das pessoas e saber conectar essa demanda com a carreira por meio de storytelling. Isso serve para o desenvolvimento como profissional e é possível pensar junto na estratégia.
Segundo Souto,“o líder não pode criar o seu castelo e não deixar ninguém mexer na área dele. Isso reforça a criação de silos e o costume de não falar com os outros. É preciso fazer um desapego, deixar que os funcionários circulem na empresa”
Trafane afirma que a melhor promoção é a pessoa “sendo ele mesmo alguém com visão sistêmica e mostrando que valoriza profissionais que agem pela empresa e não por si mesmos ou pelas suas áreas”.
Para Trafane, o líder tem o poder de promover uma maior interação com outras áreas, organizando apresentações em que profissionais de setores diferentes contam para seus liderados como funcionam.
Com informações da Exame
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Assistente de Conteúdo
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