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DÍVIDAS
10/05/2022 17:00:02
933 acessos
Pexels
Por experiência própria sei que muita gente se encanta com o universo dos investimentos mesmo tendo dívidas e pensa seriamente em priorizar o investimento deixando a dívida para depois; há outro grupo que já decide por colocar toda a energia em quitar dívidas para então investir, e muitos acabam nunca investindo pois novas dívidas são contraídas e o ciclo vicioso se instala. Então, o que escolher e como escolher o que fazer primeiro?
Sem sombra de dúvidas pagar dívidas é prioridade, sobretudo quando estas dívidas estão gerando juros e multas.
Não há investimento capaz de cobrir estes custos (lembremos que cartões de crédito cobram, no mínimo, 5% ao mês, algo muito raro num retorno de investimento), e se as dívidas estão consumindo toda a energia financeira, busque acabar com esta “doença” o quanto antes. Entretanto, em muitos casos é possível sim conciliar quitar dívidas e investir; só que, para isso, será necessário um esforço extra: fazer mais dinheiro.
O primeiro passo é fazer um planejamento bem minucioso de tudo o que entra na sua renda mensal, todas as saídas de dinheiro (é fundamental saber quanto é o seu custo de vida) para então delinear um plano de ação.
O segundo ponto importante é fazer um levantamento realista das dívidas. De posse desses números, o próximo passo será pensar numa estratégia capaz de atender tanto à quitação das dívidas como para criar no mínimo uma reserva de emergência (algo que será tema de outros artigos, mas simplificando aqui é ter ao menos um valor referente ao custo de vida de seis meses numa aplicação com boa liquidez).
Para exemplificar, imagine que sua entrada de capital é hoje algo como R$ 2mil (já descontados impostos e recolhimentos tributários), seu custo de vida consome R$ 1.800 em média e sobram R$ 200 para lazer e supérfluos.
Suas dívidas já alcançam R$ 4mil (o valor de dois meses de entradas) e não há reserva de emergência. O que pode ser feito: criar formas extras de geração de renda capazes de fazer pelo menos 20% das entradas mensais (R$400) para então dividir metade para pagar dívidas e outra metade para alocar num investimento de baixo risco (Tesouro Direto, CDBs, entre outros) que cubram as perdas inflacionárias e tragam algum rendimento. Importante lembrar que dívidas devem ser pagas somente depois de uma boa negociação dos valores em aberto!
Nada de querer pagar o que o credor propuser; vale deixar a timidez de lado e fazer uma proposta de quitação com juros baixos. Muitos credores aceitam um valor menor até porque sabem que estão cobrando juros abusivos, e querem ao menos o principal da dívida recuperado (principal é o valor original da dívida).
Em um exemplo como o acima, imagine que uma dívida está sendo cobrada a R$2 mil pelo credor; se com a renda extra for possível acumular algo como R$800, uma negociação poderá ser muito bem aceita pois é o fim daquela dívida tanto para o devedor como para o credor.
NUNCA assine confissão de dívida ou pague parceladamete a dívida apenas para ter crédito novamente: é uma das armadilhas que prendem a pessoa numa dívida impagável.
E a parte para investir, onde fica?
Essa parte vai sendo guardada mensalmente, assim como o dinheiro para quitação das dívidas, estas sempre pagas sem parcelamento e de uma vez só. O hábito de investir é algo que deve ser mensal, assim como é a entrada de capital, salários ou rendas passivas que permitem honrar os compromissos financeiros mensais.
Sendo direto e objetivo, poupar todos os meses, não importa o que venha a ocorrer no mundo: com R$ 50 dá para investir no Tesouro Direto, como exemplo.
Falando sobre dívidas, uma dúvida comum: deve-se sempre evitar a dívida? Bem, há casos nos quais isso será difícil de acontecer, como quando se começa um empreendimento e é necessário contrair uma dívida para gerar recurso financeiro (comprar uma caminhonete financiada para agilizar as entregas de uma empresa que depende disso para aumentar seu faturamento, ou para a compra de uma máquina de costura adicional para uma confecção pequena). Vale lembrar que todos temos dívidas quando usamos um serviço para pagamento posterior (celular pós pago é um exemplo, assim como a água e luz) porém estas dívidas tem data certa para pagamento sem juros ou multas.
São as dívidas do custo de vida, do custo do trabalho, e não destroem o orçamento quando bem organizadas e estruturadas.
Para finalizar, falar sobre a importância de uma renda extra até sem ter qualquer dívida em atraso é algo que nós, brasileiros, precisamos ter como uma constante para a prosperidade financeira.
Há dois anos, com o recesso forçado da economia, ficou claro o quanto é importante ter dinheiro guardado para uma necessidade, um momento complexo que independe da nossa vontade.Em geral, todos queremos correr poucos riscos, e a melhor forma de minimizar é ter reservas que nos tragam tranquilidade.
Assim sendo, tendo ou não dívidas, fazer dinheiro a mais é algo que pode e deve integrar o planejamento financeiro de todas as famílias. Quem sai ganhando não será somente quem faz dinheiro, mas toda a Economia do país.
Afinal, todos queremos prosperidade!
Por experiência própria sei que muita gente se encanta com o universo dos investimentos mesmo tendo dívidas e pensa seriamente em priorizar o investimento deixando a dívida para depois; há outro grupo que já decide por colocar toda a energia em quitar dívidas para então investir, e muitos acabam nunca investindo pois novas dívidas são contraídas e o ciclo vicioso se instala. Então, o que escolher e como escolher o que fazer primeiro?
Sem sombra de dúvidas pagar dívidas é prioridade, sobretudo quando estas dívidas estão gerando juros e multas.
Não há investimento capaz de cobrir estes custos (lembremos que cartões de crédito cobram, no mínimo, 5% ao mês, algo muito raro num retorno de investimento), e se as dívidas estão consumindo toda a energia financeira, busque acabar com esta “doença” o quanto antes. Entretanto, em muitos casos é possível sim conciliar quitar dívidas e investir; só que, para isso, será necessário um esforço extra: fazer mais dinheiro.
O primeiro passo é fazer um planejamento bem minucioso de tudo o que entra na sua renda mensal, todas as saídas de dinheiro (é fundamental saber quanto é o seu custo de vida) para então delinear um plano de ação.
O segundo ponto importante é fazer um levantamento realista das dívidas. De posse desses números, o próximo passo será pensar numa estratégia capaz de atender tanto à quitação das dívidas como para criar no mínimo uma reserva de emergência (algo que será tema de outros artigos, mas simplificando aqui é ter ao menos um valor referente ao custo de vida de seis meses numa aplicação com boa liquidez).
Para exemplificar, imagine que sua entrada de capital é hoje algo como R$ 2mil (já descontados impostos e recolhimentos tributários), seu custo de vida consome R$ 1.800 em média e sobram R$ 200 para lazer e supérfluos.
Suas dívidas já alcançam R$ 4mil (o valor de dois meses de entradas) e não há reserva de emergência. O que pode ser feito: criar formas extras de geração de renda capazes de fazer pelo menos 20% das entradas mensais (R$400) para então dividir metade para pagar dívidas e outra metade para alocar num investimento de baixo risco (Tesouro Direto, CDBs, entre outros) que cubram as perdas inflacionárias e tragam algum rendimento. Importante lembrar que dívidas devem ser pagas somente depois de uma boa negociação dos valores em aberto!
Nada de querer pagar o que o credor propuser; vale deixar a timidez de lado e fazer uma proposta de quitação com juros baixos. Muitos credores aceitam um valor menor até porque sabem que estão cobrando juros abusivos, e querem ao menos o principal da dívida recuperado (principal é o valor original da dívida).
Em um exemplo como o acima, imagine que uma dívida está sendo cobrada a R$2 mil pelo credor; se com a renda extra for possível acumular algo como R$800, uma negociação poderá ser muito bem aceita pois é o fim daquela dívida tanto para o devedor como para o credor.
NUNCA assine confissão de dívida ou pague parceladamete a dívida apenas para ter crédito novamente: é uma das armadilhas que prendem a pessoa numa dívida impagável.
Essa parte vai sendo guardada mensalmente, assim como o dinheiro para quitação das dívidas, estas sempre pagas sem parcelamento e de uma vez só. O hábito de investir é algo que deve ser mensal, assim como é a entrada de capital, salários ou rendas passivas que permitem honrar os compromissos financeiros mensais.
Sendo direto e objetivo, poupar todos os meses, não importa o que venha a ocorrer no mundo: com R$ 50 dá para investir no Tesouro Direto, como exemplo.
Falando sobre dívidas, uma dúvida comum: deve-se sempre evitar a dívida? Bem, há casos nos quais isso será difícil de acontecer, como quando se começa um empreendimento e é necessário contrair uma dívida para gerar recurso financeiro (comprar uma caminhonete financiada para agilizar as entregas de uma empresa que depende disso para aumentar seu faturamento, ou para a compra de uma máquina de costura adicional para uma confecção pequena). Vale lembrar que todos temos dívidas quando usamos um serviço para pagamento posterior (celular pós pago é um exemplo, assim como a água e luz) porém estas dívidas tem data certa para pagamento sem juros ou multas.
São as dívidas do custo de vida, do custo do trabalho, e não destroem o orçamento quando bem organizadas e estruturadas.
Para finalizar, falar sobre a importância de uma renda extra até sem ter qualquer dívida em atraso é algo que nós, brasileiros, precisamos ter como uma constante para a prosperidade financeira.
Há dois anos, com o recesso forçado da economia, ficou claro o quanto é importante ter dinheiro guardado para uma necessidade, um momento complexo que independe da nossa vontade.Em geral, todos queremos correr poucos riscos, e a melhor forma de minimizar é ter reservas que nos tragam tranquilidade.
Assim sendo, tendo ou não dívidas, fazer dinheiro a mais é algo que pode e deve integrar o planejamento financeiro de todas as famílias. Quem sai ganhando não será somente quem faz dinheiro, mas toda a Economia do país.
Afinal, todos queremos prosperidade!
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